Publicação
Família e fratria: experiências diferenciadas entre irmãos, práticas disciplinares e funcionamento familiar
| Resumo: | O funcionamento familiar parece estar relacionado com as experiências diferenciadas vividas na fratria. Num primeiro estudo, com recurso a uma amostra de 319 adolescentes, pretendeu-se perceber se existem associações entre estas duas variáveis; examinar em que medidas estas experiências diferenciadas na fratria variam em função da idade, do sexo, do tipo de díade fraterna e da ordem de nascimento; e verificar se o funcionamento da família, a comunicação e a satisfação familiares são um preditor destas experiências diferenciadas na fratria. Os instrumentos utilizados foram a Family Adaptability and Cohesion Evaluation Scale (FACES IV) e o Sibling Inventory of Differential Experience (SIDE). Recorreu-se às correlações de Pearson, às análises de variância multivariada (MANOVA), ao teste t e efetuaram-se regressões múltiplas hierárquicas. Os resultados indicaram que as duas variáveis em estudo se associam entre si, estando um funcionamento familiar negativo associado a uma maior diferenciação entre os irmãos. Estas diferenciações na díade fraterna revelaram variar segundo a idade, o sexo do adolescente e o sexo da díade em questão, nomeadamente ao nível do controlo paterno. A ordem de nascimento demonstrou ser o fator mais influenciador das experiências diferenciadas entre os irmãos. Verificou-se ainda que a satisfação familiar é o principal preditor de uma maior diferenciação na fratria. Num segundo estudo, com recurso a uma amostra de 319 adolescentes, pretendeu-se analisar a associação entre o tratamento parental que o adolescente perceciona receber em comparação ao irmão, as práticas parentais disciplinares e os estados emocionais negativos; analisar se estas variáveis predizem os estados emocionais negativos; examinar em que medida o tratamento diferenciado e as práticas parentais variam em função do sexo do progenitor; verificar se as práticas disciplinares parentais e os estados emocionais negativos variam em função da idade e do sexo do adolescente. Para tal, os instrumentos utilizados foram o Sibling Inventory of Differential Experience (SIDE), as Dimensions of Discipline Inventory - Child Report Form (DDI - Forma C) e a Depression Anxiety Stress Scale (DASS). Recorreu-se às correlações de Pearson, às análises de variância multivariada (MANOVA), ao teste t e efetuaram-se regressões múltiplas hierárquicas. Os resultados indicaram associações entre as variáveis, sendo que quanto mais diferenciado é o tratamento percebido e quanto mais são utilizadas as práticas disciplinares punitivas, bem como a supervisão parental, maiores os níveis de emocionalidade negativa no adolescente. Concluiu-se ainda que as práticas disciplinares variam em função do sexo do progenitor, do sexo e da idade do adolescente, tal como os estados emocionais variam em função do sexo do adolescente. |
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| Autores principais: | Costa, Ana Raquel Fernandes da |
| Assunto: | Irmãos Adolescência Experiências fraternas diferenciadas Funcionamento familiar Práticas disciplinares Estados emocionais negativos |
| Ano: | 2016 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da UTAD |
| Resumo: | O funcionamento familiar parece estar relacionado com as experiências diferenciadas vividas na fratria. Num primeiro estudo, com recurso a uma amostra de 319 adolescentes, pretendeu-se perceber se existem associações entre estas duas variáveis; examinar em que medidas estas experiências diferenciadas na fratria variam em função da idade, do sexo, do tipo de díade fraterna e da ordem de nascimento; e verificar se o funcionamento da família, a comunicação e a satisfação familiares são um preditor destas experiências diferenciadas na fratria. Os instrumentos utilizados foram a Family Adaptability and Cohesion Evaluation Scale (FACES IV) e o Sibling Inventory of Differential Experience (SIDE). Recorreu-se às correlações de Pearson, às análises de variância multivariada (MANOVA), ao teste t e efetuaram-se regressões múltiplas hierárquicas. Os resultados indicaram que as duas variáveis em estudo se associam entre si, estando um funcionamento familiar negativo associado a uma maior diferenciação entre os irmãos. Estas diferenciações na díade fraterna revelaram variar segundo a idade, o sexo do adolescente e o sexo da díade em questão, nomeadamente ao nível do controlo paterno. A ordem de nascimento demonstrou ser o fator mais influenciador das experiências diferenciadas entre os irmãos. Verificou-se ainda que a satisfação familiar é o principal preditor de uma maior diferenciação na fratria. Num segundo estudo, com recurso a uma amostra de 319 adolescentes, pretendeu-se analisar a associação entre o tratamento parental que o adolescente perceciona receber em comparação ao irmão, as práticas parentais disciplinares e os estados emocionais negativos; analisar se estas variáveis predizem os estados emocionais negativos; examinar em que medida o tratamento diferenciado e as práticas parentais variam em função do sexo do progenitor; verificar se as práticas disciplinares parentais e os estados emocionais negativos variam em função da idade e do sexo do adolescente. Para tal, os instrumentos utilizados foram o Sibling Inventory of Differential Experience (SIDE), as Dimensions of Discipline Inventory - Child Report Form (DDI - Forma C) e a Depression Anxiety Stress Scale (DASS). Recorreu-se às correlações de Pearson, às análises de variância multivariada (MANOVA), ao teste t e efetuaram-se regressões múltiplas hierárquicas. Os resultados indicaram associações entre as variáveis, sendo que quanto mais diferenciado é o tratamento percebido e quanto mais são utilizadas as práticas disciplinares punitivas, bem como a supervisão parental, maiores os níveis de emocionalidade negativa no adolescente. Concluiu-se ainda que as práticas disciplinares variam em função do sexo do progenitor, do sexo e da idade do adolescente, tal como os estados emocionais variam em função do sexo do adolescente. |
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