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O processo (intra) empreendedor nas organizações de saúde: o caso dos Serviços de Medicina Física e Reabilitação e Unidades de Fisioterapia

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Resumo:Nos últimos tempos, a temática do intra-empreendedorismo tem vindo a ser conotada com uma cada vez maior importância, não só no meio académico, mas também no seio das organizações, dada a sua relevância para a revitalização do seu desempenho, face à atual conjuntura económica onde a competitividade assumiu uma enorme preponderância. Através da revisão da literatura, constatamos a existência de uma lacuna principal, quer ao nível nacional, quer internacional, relacionada com a inexistência de estudos científicos sobre o intra-empreendedorismo no setor da saúde, e também por isso, este estudo teve a pretensão de contribuir -numa época em que grassa uma crise profunda desde 2008 que obrigou o país a uma reestruturação de todos os seus serviços, nomeadamente na saúde, que encontra nos setores não públicos, se não um rival, pelo menos um parceiro complementar de peso que vem suscitando o apetite de organizações estrangeiras poderosas, e que dessa forma reconhecem a excelência das organizações de saúde em Portugal- quer na perspetiva académica quer no setor da gestão da saúde, para a compreensão, pioneira, reforçamos, do comportamento e perfil (intra) empreendedor dos profissionais de saúde, e das perceções destes acerca da orientação empreendedora das organizações onde trabalham, uma vez que percebemos a potencial importância deste conhecimento para as mesmas, nomeadamente na revitalização e melhoria da sua performance e para os próprios indivíduos que ocupam posições de gestão nas organizações. Desta forma, a nossa abordagem a esta temática centrou-se na identificação, análise e explicação das variáveis influenciadoras do processo de (intra) empreendedorismo nas organizações de saúde privadas, públicas e do setor social, mais concretamente nos Serviços de Medicina Física e Reabilitação (SMFR) e Unidades de Fisioterapia (UF) da região norte e centro do país. A metodologia empregue consistiu na recolha de informação primária, via inquérito enviado por e-mail aos colaboradores e aos gestores intermédios das equipas dos SMFR/UF das organizações de saúde. O estudo abrangeu 202 profissionais de saúde (obtendo-se uma taxa de resposta de 45,6%). A partir dos dados recolhidos, e tendo como base o quadro teórico de referência, realizaram-se análises descritiva, inferencial, de regressão e de clusters. Os resultados evidenciam que: (i) os membros das equipas dos SMFR/UF e a organização na perspetiva destes apresentam comportamento (intra) empreendedor que assenta no conceito de intra-empreendedorismo e orientação empreendedora, no entanto, importa salientar que foi a variável “suporte da administração” que se destacou de forma mais significativa como influenciadora deste comportamento; e (ii) perfila-se uma tipologia de intra-empreendedores criativos e autoconfiantes e autónomos nos membros das equipas dos SMFR/UF.
Autores principais:Lages, Marisa Filipa dos Santos
Assunto:Capacidade criativa nas organizações Gestão Empreendedorismo Organizações de saúde
Ano:2015
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Idioma:português
Origem:Repositório da UTAD
Descrição
Resumo:Nos últimos tempos, a temática do intra-empreendedorismo tem vindo a ser conotada com uma cada vez maior importância, não só no meio académico, mas também no seio das organizações, dada a sua relevância para a revitalização do seu desempenho, face à atual conjuntura económica onde a competitividade assumiu uma enorme preponderância. Através da revisão da literatura, constatamos a existência de uma lacuna principal, quer ao nível nacional, quer internacional, relacionada com a inexistência de estudos científicos sobre o intra-empreendedorismo no setor da saúde, e também por isso, este estudo teve a pretensão de contribuir -numa época em que grassa uma crise profunda desde 2008 que obrigou o país a uma reestruturação de todos os seus serviços, nomeadamente na saúde, que encontra nos setores não públicos, se não um rival, pelo menos um parceiro complementar de peso que vem suscitando o apetite de organizações estrangeiras poderosas, e que dessa forma reconhecem a excelência das organizações de saúde em Portugal- quer na perspetiva académica quer no setor da gestão da saúde, para a compreensão, pioneira, reforçamos, do comportamento e perfil (intra) empreendedor dos profissionais de saúde, e das perceções destes acerca da orientação empreendedora das organizações onde trabalham, uma vez que percebemos a potencial importância deste conhecimento para as mesmas, nomeadamente na revitalização e melhoria da sua performance e para os próprios indivíduos que ocupam posições de gestão nas organizações. Desta forma, a nossa abordagem a esta temática centrou-se na identificação, análise e explicação das variáveis influenciadoras do processo de (intra) empreendedorismo nas organizações de saúde privadas, públicas e do setor social, mais concretamente nos Serviços de Medicina Física e Reabilitação (SMFR) e Unidades de Fisioterapia (UF) da região norte e centro do país. A metodologia empregue consistiu na recolha de informação primária, via inquérito enviado por e-mail aos colaboradores e aos gestores intermédios das equipas dos SMFR/UF das organizações de saúde. O estudo abrangeu 202 profissionais de saúde (obtendo-se uma taxa de resposta de 45,6%). A partir dos dados recolhidos, e tendo como base o quadro teórico de referência, realizaram-se análises descritiva, inferencial, de regressão e de clusters. Os resultados evidenciam que: (i) os membros das equipas dos SMFR/UF e a organização na perspetiva destes apresentam comportamento (intra) empreendedor que assenta no conceito de intra-empreendedorismo e orientação empreendedora, no entanto, importa salientar que foi a variável “suporte da administração” que se destacou de forma mais significativa como influenciadora deste comportamento; e (ii) perfila-se uma tipologia de intra-empreendedores criativos e autoconfiantes e autónomos nos membros das equipas dos SMFR/UF.