Publicação
Análise cinética e cinemática da saída de bloco em natação de atletas deficientes visuais
| Resumo: | A natação é uma modalidade esportiva mundialmente praticada por deficientes visuais, que acarreta, entre vários benefícios, a melhoria da capacidade de orientação e mobilidade e da sociabilização. Como prática de alto rendimento, esta modalidade, oportuniza o deficiente visual mostrar suas potencialidades. Devido à sua especificidade, o atleta de natação deficiente visual, reage de forma distinta aos diferentes estímulos que esta modalidade proporciona. Desta forma, torna-se pertinente o estudo das diferentes componentes nesta modalidade em atletas deficientes visuais. Sendo assim, o objetivo do presente estudo foi investigar a cinética e a cinemática da saída de bloco em natação de atletas deficientes visuais e correlacionar estas variáveis. Para o efeito foram comparados os parâmetros de desempenho entre nadadores deficientes visuais (cegos e baixa visão) e os normovisuais. A amostra foi constituída por 16 atletas, de ambos os sexos, sendo 4 cegos (2 do sexo masculino e 2 do sexo feminino), 2 atletas com baixa visão (1 sexo masculino e 1 do sexo feminino), e 10 normovisuais (6 do sexo masculino e 4 do sexo feminino). Foi efetuada para a análise inferencial através do teste de Shapiro-Wilk, uma estatística inferencial através de um teste T para medidas independentes e para correlção entre as variáveis usou-se o teste de correlação de pearson. Todos os pressupostos de utilização da estatística paramétrica foram assegurados e o nível de significância foi mantido em 5%. Nos resultados da variável dinamométrica, nas fases de tempo de bloco, tempo em 5 metros e tempo em 16 metros as diferenças foram significativamente, (p=0,030, p=0,029 e p=0,001, tempo de bloco, 5 e 16 metros, respetivamente), menores para os nadadores normovisuais. Na variável cinética, o pico de força resultante dos nadadores normovisuais foi significativamente, (p=0,024), maior que dos nadadores deficientes visuais. O ângulo de saída dos nadadores normovisuais foi também significativamente, (p=0,030), maior que dos nadadores deficientes visuais. As fases de tempo de reação, tempo de vôo, forças horizontal e vertical, ângulo de entrada e distância de vôo, não apresentaram diferenças significativas. Foi observada uma correlação, significativa, entre as variáveis: o tempo de bloco e o tempo em 5 metros (0,688); o tempo de bloco e o tempo em 16 metros (0,689); tempo em 5 metros e o tempo em 16 metros (0,928); e o tempo de voo e o ângulo de saída (0,941). O pico de força apresentou sempre um correlação significativa com todas as restantes variáveis em estudo com exceção do tempo de reação e o ângulo entrada. Concluindo que a ausência da visão acarreta defasagem na performance e nos resultados em provas de natação de alto rendimento em relação a nadadores normovisuais. Existe uma necessidade de enfatizar as fases da saída de maneira segmentada dessas variáveis para melhor assimilação do nadador deficiente visual, principalmente na aplicação da força durante a saída de bloco, pelo resultado encontrado na correlação do pico de força e as demais variáveis, através do trabalho direcionado aos membros inferiores, seja ele cego ou baixa visão, sugerindo que se realizem mais investigações sobre o assunto para subsidiar os técnicos de deficientes visuais. Além disso, indica-se também um estudo mais aprofundado na fase de tempo de reação, pois o atleta deficiente visual manteve-se oscilando na linha de base apresentando grandes ruídos nas curvas de força. |
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| Autores principais: | Cabral, Soraia Izabel Corrêa |
| Assunto: | Natação Cegos Cinemática Dinâmica Saída de bloco |
| Ano: | 2015 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | tese de doutoramento |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da UTAD |
| Resumo: | A natação é uma modalidade esportiva mundialmente praticada por deficientes visuais, que acarreta, entre vários benefícios, a melhoria da capacidade de orientação e mobilidade e da sociabilização. Como prática de alto rendimento, esta modalidade, oportuniza o deficiente visual mostrar suas potencialidades. Devido à sua especificidade, o atleta de natação deficiente visual, reage de forma distinta aos diferentes estímulos que esta modalidade proporciona. Desta forma, torna-se pertinente o estudo das diferentes componentes nesta modalidade em atletas deficientes visuais. Sendo assim, o objetivo do presente estudo foi investigar a cinética e a cinemática da saída de bloco em natação de atletas deficientes visuais e correlacionar estas variáveis. Para o efeito foram comparados os parâmetros de desempenho entre nadadores deficientes visuais (cegos e baixa visão) e os normovisuais. A amostra foi constituída por 16 atletas, de ambos os sexos, sendo 4 cegos (2 do sexo masculino e 2 do sexo feminino), 2 atletas com baixa visão (1 sexo masculino e 1 do sexo feminino), e 10 normovisuais (6 do sexo masculino e 4 do sexo feminino). Foi efetuada para a análise inferencial através do teste de Shapiro-Wilk, uma estatística inferencial através de um teste T para medidas independentes e para correlção entre as variáveis usou-se o teste de correlação de pearson. Todos os pressupostos de utilização da estatística paramétrica foram assegurados e o nível de significância foi mantido em 5%. Nos resultados da variável dinamométrica, nas fases de tempo de bloco, tempo em 5 metros e tempo em 16 metros as diferenças foram significativamente, (p=0,030, p=0,029 e p=0,001, tempo de bloco, 5 e 16 metros, respetivamente), menores para os nadadores normovisuais. Na variável cinética, o pico de força resultante dos nadadores normovisuais foi significativamente, (p=0,024), maior que dos nadadores deficientes visuais. O ângulo de saída dos nadadores normovisuais foi também significativamente, (p=0,030), maior que dos nadadores deficientes visuais. As fases de tempo de reação, tempo de vôo, forças horizontal e vertical, ângulo de entrada e distância de vôo, não apresentaram diferenças significativas. Foi observada uma correlação, significativa, entre as variáveis: o tempo de bloco e o tempo em 5 metros (0,688); o tempo de bloco e o tempo em 16 metros (0,689); tempo em 5 metros e o tempo em 16 metros (0,928); e o tempo de voo e o ângulo de saída (0,941). O pico de força apresentou sempre um correlação significativa com todas as restantes variáveis em estudo com exceção do tempo de reação e o ângulo entrada. Concluindo que a ausência da visão acarreta defasagem na performance e nos resultados em provas de natação de alto rendimento em relação a nadadores normovisuais. Existe uma necessidade de enfatizar as fases da saída de maneira segmentada dessas variáveis para melhor assimilação do nadador deficiente visual, principalmente na aplicação da força durante a saída de bloco, pelo resultado encontrado na correlação do pico de força e as demais variáveis, através do trabalho direcionado aos membros inferiores, seja ele cego ou baixa visão, sugerindo que se realizem mais investigações sobre o assunto para subsidiar os técnicos de deficientes visuais. Além disso, indica-se também um estudo mais aprofundado na fase de tempo de reação, pois o atleta deficiente visual manteve-se oscilando na linha de base apresentando grandes ruídos nas curvas de força. |
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