Publicação
Erosão hídrica na bacía hidrográfica da ribeira da Meia Légua
| Resumo: | Na presente dissertação, avalia-se a erosão hídrica na bacia hidrográfica da ribeira da Meia Légua. A bacia localiza-se no extremo Sul do distrito de Vila Real (Norte de Portugal) e a ribeira é um tributário do Rio Douro. A bacia cobre cerca de 18.3 km2 de uma região declivosa (declive > 24% em grande parte da área), com precipitações moderadas a elevadas (1200 – 1500 mm•ano1), sendo predominantemente ocupada por vinhas plantadas em terraços construídos sobre solos derivados de metassedimentos do Complexo Xisto-Grauváquico. O fenómeno erosivo foi estudado considerando-se o efeito dos diversos factores envolvidos: clima, relevo, propriedade dos solos, cobertura vegetal e práticas de conservação. As perdas anuais no interior da bacia foram quantificadas pela Equação Universal das Perdas do Solo (EUPS) e o risco de erosão pela comparação entre as perdas actuais associadas a cada tipo de solo e as perdas toleráveis correspondentes. Em ambos os casos, recorreu-se a Sistemas de Informação Geográfica. Verifica-se, para cerca de metade da área da bacia, que as perdas de solo por erosão hídrica são relativamente baixas, não ultrapassando as 4 ton•ha1•ano1. No entanto, existem sectores, ocupando mais de 1/5 da área, onde as perdas são assinaláveis (> 15 ton•ha1•ano1), estando intimamente ligadas a declives acentuados (> 18%). As áreas sujeitas a risco de erosão, pelo facto das perdas actuais serem superiores às perdas toleráveis, cobrem cerca de 5.2 km2 (28.2% da bacia). As vinhas, que constituem o uso dominante no interior da bacia, ocupam cerca de 10 km2 de áreas sem risco de erosão e 3.7 km2 de áreas com risco de erosão. A não implementação de práticas de conservação nas áreas de vinha (construção de patamares) resultaria num aumento muito significativo das áreas sujeitas a risco de erosão. O fenómeno erosivo exerce influência directa e significativa sobre instabilidades observadas em várias centenas de muros de suporte aos patamares da vinha. |
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| Autores principais: | Catalão, Maria Elisa de Castro |
| Assunto: | Bacia hidrográfica Ribeira da Meia Légua (Vila real, Portugal) Erosão hídrica Sistema de Informação Geográfica (SIG) |
| Ano: | 2009 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da UTAD |
| Resumo: | Na presente dissertação, avalia-se a erosão hídrica na bacia hidrográfica da ribeira da Meia Légua. A bacia localiza-se no extremo Sul do distrito de Vila Real (Norte de Portugal) e a ribeira é um tributário do Rio Douro. A bacia cobre cerca de 18.3 km2 de uma região declivosa (declive > 24% em grande parte da área), com precipitações moderadas a elevadas (1200 – 1500 mm•ano1), sendo predominantemente ocupada por vinhas plantadas em terraços construídos sobre solos derivados de metassedimentos do Complexo Xisto-Grauváquico. O fenómeno erosivo foi estudado considerando-se o efeito dos diversos factores envolvidos: clima, relevo, propriedade dos solos, cobertura vegetal e práticas de conservação. As perdas anuais no interior da bacia foram quantificadas pela Equação Universal das Perdas do Solo (EUPS) e o risco de erosão pela comparação entre as perdas actuais associadas a cada tipo de solo e as perdas toleráveis correspondentes. Em ambos os casos, recorreu-se a Sistemas de Informação Geográfica. Verifica-se, para cerca de metade da área da bacia, que as perdas de solo por erosão hídrica são relativamente baixas, não ultrapassando as 4 ton•ha1•ano1. No entanto, existem sectores, ocupando mais de 1/5 da área, onde as perdas são assinaláveis (> 15 ton•ha1•ano1), estando intimamente ligadas a declives acentuados (> 18%). As áreas sujeitas a risco de erosão, pelo facto das perdas actuais serem superiores às perdas toleráveis, cobrem cerca de 5.2 km2 (28.2% da bacia). As vinhas, que constituem o uso dominante no interior da bacia, ocupam cerca de 10 km2 de áreas sem risco de erosão e 3.7 km2 de áreas com risco de erosão. A não implementação de práticas de conservação nas áreas de vinha (construção de patamares) resultaria num aumento muito significativo das áreas sujeitas a risco de erosão. O fenómeno erosivo exerce influência directa e significativa sobre instabilidades observadas em várias centenas de muros de suporte aos patamares da vinha. |
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