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Relação entre a qualidade de vida e a acessibilidade aos cuidados de saúde primários no concelho de Ribeira de Pena

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Introdução: A perceção da qualidade de vida é reconhecida como um preditor da mortalidade, da utilização dos serviços de saúde e do estado de saúde dos sujeitos (Vintém, 2008). A acessibilidade aos serviços de saúde consignada nas políticas de saúde nacionais (Lei nº 56/79), apresenta-se como uma importante dimensão do desempenho dos sistemas de saúde associado à oferta (Travassos & Martins, 2004; Mendes, 2009; Vieira, 2010). Com o presente estudo, objetivou-se: identificar o nível de qualidade de vida relacionada com a saúde dos utentes dos Cuidados de Saúde Primários; verificar se existe relação entre a qualidade de vida relacionada com a saúde e a acessibilidade aos Cuidados de Saúde Primários; identificar as variáveis que afetam a qualidade de vida relacionada com a saúde. Metodologia: Estudo transversal do tipo descritivo-correlacional, com uma abordagem quantitativa. A colheita de dados decorreu entre junho e outubro de 2012, tendo-se constituído uma amostra acidental de 420 utentes dos Cuidados de Saúde Primários do concelho de Ribeira de Pena. Na avaliação da qualidade de vida relacionada com a saúde empregou-se o questionário o Medical Outcomes Study, 36-item Short Form Health Status Questionnaire - MOS SF-36 (Ferreira, 2000). Resultados: Os utentes com pior perceção de qualidade de vida são os que recorrem ao Centro de Saúde entre 7 a 10 vezes por ano (ANOVA: p=0,022), utilizam o táxi ou ambulância como meio de transporte (ANOVA: p=0,000) e gastam entre 21 a 30 euros (ANOVA: p=0,000). No que se refere aos aspectos físicos e estruturais são os que classificaram os transportes públicos como maus e muito maus (ANOVA: p=0,043), a acessibilidade para os deficientes como má (ANOVA: p=0,005) e os recursos de estacionamento existentes como razoáveis (ANOVA: p=0,000). São também os utentes inscritos nas Unidades de Cuidados de Saúde Personalizados (ANOVA: p=0,000) que percecionam pior qualidade de vida. Relativamente à qualidade de vida no que concerne às variáveis sociodemográficas, constata-se que os sujeitos mais velhos, viúvos, reformados, sem escolaridade e com rendimentos mensais entre 200 e 450 euros referem pior qualidade de vida. Conclusão: No presente estudo verifica-se a associação entre a qualidade de vida e acessibilidade aos Cuidados de Saúde de Primários. A perceção da qualidade de vida relacionada com a saúde no concelho de Ribeira de Pena considera-se positiva, sendo esta particularmente influenciada pelas variáveis sociodemográficas.
Autores principais:Machado, Carla Alexandre Martins
Assunto:Enfermagem em saúde comunitária Qualidade de vida Acesso aos serviços de saúde Atenção primária à saúde
Ano:2015
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Idioma:português
Origem:Repositório da UTAD
Descrição
Resumo:Introdução: A perceção da qualidade de vida é reconhecida como um preditor da mortalidade, da utilização dos serviços de saúde e do estado de saúde dos sujeitos (Vintém, 2008). A acessibilidade aos serviços de saúde consignada nas políticas de saúde nacionais (Lei nº 56/79), apresenta-se como uma importante dimensão do desempenho dos sistemas de saúde associado à oferta (Travassos & Martins, 2004; Mendes, 2009; Vieira, 2010). Com o presente estudo, objetivou-se: identificar o nível de qualidade de vida relacionada com a saúde dos utentes dos Cuidados de Saúde Primários; verificar se existe relação entre a qualidade de vida relacionada com a saúde e a acessibilidade aos Cuidados de Saúde Primários; identificar as variáveis que afetam a qualidade de vida relacionada com a saúde. Metodologia: Estudo transversal do tipo descritivo-correlacional, com uma abordagem quantitativa. A colheita de dados decorreu entre junho e outubro de 2012, tendo-se constituído uma amostra acidental de 420 utentes dos Cuidados de Saúde Primários do concelho de Ribeira de Pena. Na avaliação da qualidade de vida relacionada com a saúde empregou-se o questionário o Medical Outcomes Study, 36-item Short Form Health Status Questionnaire - MOS SF-36 (Ferreira, 2000). Resultados: Os utentes com pior perceção de qualidade de vida são os que recorrem ao Centro de Saúde entre 7 a 10 vezes por ano (ANOVA: p=0,022), utilizam o táxi ou ambulância como meio de transporte (ANOVA: p=0,000) e gastam entre 21 a 30 euros (ANOVA: p=0,000). No que se refere aos aspectos físicos e estruturais são os que classificaram os transportes públicos como maus e muito maus (ANOVA: p=0,043), a acessibilidade para os deficientes como má (ANOVA: p=0,005) e os recursos de estacionamento existentes como razoáveis (ANOVA: p=0,000). São também os utentes inscritos nas Unidades de Cuidados de Saúde Personalizados (ANOVA: p=0,000) que percecionam pior qualidade de vida. Relativamente à qualidade de vida no que concerne às variáveis sociodemográficas, constata-se que os sujeitos mais velhos, viúvos, reformados, sem escolaridade e com rendimentos mensais entre 200 e 450 euros referem pior qualidade de vida. Conclusão: No presente estudo verifica-se a associação entre a qualidade de vida e acessibilidade aos Cuidados de Saúde de Primários. A perceção da qualidade de vida relacionada com a saúde no concelho de Ribeira de Pena considera-se positiva, sendo esta particularmente influenciada pelas variáveis sociodemográficas.