Publicação
Efeito das depressões de elevado impacto na floresta do Norte de Portugal Ensaio de metodologia para registo de danos e apresentação de propostas para minimização de impactos
| Resumo: | As depressões severas têm originado danos significativos nas florestas europeias. O desenraizamento das árvores e/ou a quebra dos ramos ou mesmo dos troncos são os principais danos quando ocorrem depressões severas. O trabalho desenvolvido na dissertação enquadra-se nas linhas de investigação do projeto WEx-Atlantic e teve como principais objetivos (i) a quantificação dos danos ocasionados pelas depressões estudadas no inverno 2017/2018 na floresta do Norte de Portugal, (ii) a criação de um catálogo de danos associados às depressões, e (iii) a síntese de orientações silvícolas para minimizar os danos de intempéries para um conjunto de espécies florestais, de entre as mais afetadas pelas depressões. A recolha de informação de danos na floresta devidos a depressões foi realizada no Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) da região Norte e respeita a áreas geridas pelo ICNF. A informação coligida baseou-se nos documentos oficiais da venda do material lenhoso, vendas por tabelas de bens e serviços, negociações diretas, vendas diretas e hastas públicas, com motivo de corte explicitado como “derrubado/danificado”. Após a compilação dos dados efetuou-se o cruzamento entre a data das depressões e a data dos registos de modo a poderem associar-se os danos às depressões que os ocasionaram. Os resultados obtidos revelaram danos expressivos em volume de material lenhoso nas áreas florestais da região Norte de Portugal. Das depressões estudadas, no inverno em estudo, as que originaram mais danos na floresta do Norte, gerida pelo ICNF, foram as depressões Gisele (919,22 m3 ), Ana (309,95 m3 ), Felix (267,62 m3 ), Carmen (105,64 m3 ) e com menor impacto na floresta a depressão Emma (8,51 m3 ). As cinco depressões provocaram impactos em cerca de 6 278 árvores e danificaram um volume total de aproximadamente 1 610,94 m3 de madeira. Aos valores indicados acresce um volume de 13 921,03 m3 de material removido em corte extraordinário, ao qual não foi possível associar com rigor qual a depressão que originou os danos. Os povoamentos de Pinus pinaster, Pinus sylvestris, Betula spp e Chamaecyparis spp foram os mais afetados pelas depressões identificadas. O protótipo de base de dados de danos associados às depressões proposta realça a importância da sua implementação. As orientações silvícolas apresentadas incidiram maioritariamente nas três espécies florestais mais danificadas pelas depressões, sendo estas as espécies Pinus pinaster, Betula spp e Pinus sylvestris. |
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| Autores principais: | Ribeiro, Stéphanie Lopes |
| Assunto: | ciclones danos devido ao vento |
| Ano: | 2019 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da UTAD |
| Resumo: | As depressões severas têm originado danos significativos nas florestas europeias. O desenraizamento das árvores e/ou a quebra dos ramos ou mesmo dos troncos são os principais danos quando ocorrem depressões severas. O trabalho desenvolvido na dissertação enquadra-se nas linhas de investigação do projeto WEx-Atlantic e teve como principais objetivos (i) a quantificação dos danos ocasionados pelas depressões estudadas no inverno 2017/2018 na floresta do Norte de Portugal, (ii) a criação de um catálogo de danos associados às depressões, e (iii) a síntese de orientações silvícolas para minimizar os danos de intempéries para um conjunto de espécies florestais, de entre as mais afetadas pelas depressões. A recolha de informação de danos na floresta devidos a depressões foi realizada no Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) da região Norte e respeita a áreas geridas pelo ICNF. A informação coligida baseou-se nos documentos oficiais da venda do material lenhoso, vendas por tabelas de bens e serviços, negociações diretas, vendas diretas e hastas públicas, com motivo de corte explicitado como “derrubado/danificado”. Após a compilação dos dados efetuou-se o cruzamento entre a data das depressões e a data dos registos de modo a poderem associar-se os danos às depressões que os ocasionaram. Os resultados obtidos revelaram danos expressivos em volume de material lenhoso nas áreas florestais da região Norte de Portugal. Das depressões estudadas, no inverno em estudo, as que originaram mais danos na floresta do Norte, gerida pelo ICNF, foram as depressões Gisele (919,22 m3 ), Ana (309,95 m3 ), Felix (267,62 m3 ), Carmen (105,64 m3 ) e com menor impacto na floresta a depressão Emma (8,51 m3 ). As cinco depressões provocaram impactos em cerca de 6 278 árvores e danificaram um volume total de aproximadamente 1 610,94 m3 de madeira. Aos valores indicados acresce um volume de 13 921,03 m3 de material removido em corte extraordinário, ao qual não foi possível associar com rigor qual a depressão que originou os danos. Os povoamentos de Pinus pinaster, Pinus sylvestris, Betula spp e Chamaecyparis spp foram os mais afetados pelas depressões identificadas. O protótipo de base de dados de danos associados às depressões proposta realça a importância da sua implementação. As orientações silvícolas apresentadas incidiram maioritariamente nas três espécies florestais mais danificadas pelas depressões, sendo estas as espécies Pinus pinaster, Betula spp e Pinus sylvestris. |
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