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Hidrocefalia no cão

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Resumo:A hidrocefalia não é uma doença específica, mas sim uma condição patológica multifatorial com vários mecanismos fisiopatológicos associados. É definida na literatura como uma discrepância entre a produção e absorção de líquido cefalorraquidiano que resulta na dilatação anormal do sistema ventricular dentro do encéfalo e/ou na expansão dos espaços fora do encéfalo com ou sem aumento do tamanho ventricular. Esta condição pode ser classificada consoante vários aspetos, segundo: a etiologia; a morfologia; a localização; a pressão; e, segundo o momento do seu surgimento. Clinicamente, a hidrocefalia pode ser classificada em congénita ou adquirida e na prática de Medicina Veterinária a hidrocefalia de etiologia congénita é diagnosticada com maior frequência do que a hidrocefalia adquirida. Os sinais clínicos observados com maior frequência, devido à grave expansão dos ventrículos laterais, são de origem prosencefálica. No entanto, na hidrocefalia adquirida os sinais clínicos refletem frequentemente a causa subjacente à mesma, uma vez que pode desenvolver-se em qualquer idade devido a patologias como neoplasias e meningoencefalites. Atualmente, as técnicas imagiológicas mais utilizadas para o diagnóstico de hidrocefalia nos animais de companhia são a tomografia computarizada e a ressonância magnética. A implementação de tratamento nesta condição envolve, geralmente, terapia médica e/ou cirúrgica. Nesta dissertação foram descritos três casos clínicos em que, através de uma abordagem diagnóstica por ressonância magnética, foi permitido o estabelecimento de um diagnóstico, no primeiro caso, de hidrocefalia congénita e, no segundo e terceiro casos, de hidrocefalia adquirida secundária a um diagnóstico presuntivo de neoplasia e meningomielite, respetivamente. No primeiro caso os sinais clínicos observados foram de origem prosencefálica e optou-se pelo tratamento cirúrgico através da colocação de um shunt ventriculoperitoneal que envolveu complicações pós-cirúrgicas. Nos casos clínicos n.º 2 e 3, os sinais clínicos refletiam a causa subjacente à hidrocefalia e procedeu-se à implementação de tratamento médico com o objetivo de estabilizar a condição geral do animal e diminuir a pressão intracraniana e a produção de líquido cefalorraquidiano.
Autores principais:Andrade, Maria João Correia Frade de
Assunto:Cães Hidrocefalia Líquido cefalorraquidiano Ressonância magnética Derivação ventriculoperitoneal
Ano:2014
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Idioma:português
Origem:Repositório da UTAD
Descrição
Resumo:A hidrocefalia não é uma doença específica, mas sim uma condição patológica multifatorial com vários mecanismos fisiopatológicos associados. É definida na literatura como uma discrepância entre a produção e absorção de líquido cefalorraquidiano que resulta na dilatação anormal do sistema ventricular dentro do encéfalo e/ou na expansão dos espaços fora do encéfalo com ou sem aumento do tamanho ventricular. Esta condição pode ser classificada consoante vários aspetos, segundo: a etiologia; a morfologia; a localização; a pressão; e, segundo o momento do seu surgimento. Clinicamente, a hidrocefalia pode ser classificada em congénita ou adquirida e na prática de Medicina Veterinária a hidrocefalia de etiologia congénita é diagnosticada com maior frequência do que a hidrocefalia adquirida. Os sinais clínicos observados com maior frequência, devido à grave expansão dos ventrículos laterais, são de origem prosencefálica. No entanto, na hidrocefalia adquirida os sinais clínicos refletem frequentemente a causa subjacente à mesma, uma vez que pode desenvolver-se em qualquer idade devido a patologias como neoplasias e meningoencefalites. Atualmente, as técnicas imagiológicas mais utilizadas para o diagnóstico de hidrocefalia nos animais de companhia são a tomografia computarizada e a ressonância magnética. A implementação de tratamento nesta condição envolve, geralmente, terapia médica e/ou cirúrgica. Nesta dissertação foram descritos três casos clínicos em que, através de uma abordagem diagnóstica por ressonância magnética, foi permitido o estabelecimento de um diagnóstico, no primeiro caso, de hidrocefalia congénita e, no segundo e terceiro casos, de hidrocefalia adquirida secundária a um diagnóstico presuntivo de neoplasia e meningomielite, respetivamente. No primeiro caso os sinais clínicos observados foram de origem prosencefálica e optou-se pelo tratamento cirúrgico através da colocação de um shunt ventriculoperitoneal que envolveu complicações pós-cirúrgicas. Nos casos clínicos n.º 2 e 3, os sinais clínicos refletiam a causa subjacente à hidrocefalia e procedeu-se à implementação de tratamento médico com o objetivo de estabilizar a condição geral do animal e diminuir a pressão intracraniana e a produção de líquido cefalorraquidiano.