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Avaliação da biodegradabilidade aeróbia de efluentes vinícolas da região dos vinhos verdes

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Resumo:Um curso de água é considerado poluído ou contaminado quando a composição, o estado ou a qualidade da água são modificados, nomeadamente por ação antrópica. Os resíduos com origem na atividade agroalimentar são poluentes, originando a destruição da fauna e flora dos ecossistemas. Os efluentes vinícolas (EVs) classificam-se como águas residuais industriais: todos os efluentes provenientes de qualquer atividade, que não possam ser classificadas como águas residuais domésticas ou pluviais. Estes, são cerca de 10 a 100 vezes mais poluentes que os efluentes de origem doméstica. A atividade vinícola da região Minho origina anualmente cerca de 250 milhões de litros (L) de efluentes. O tratamento de EVs da região Minho através de processos biológicos aeróbios (lamas ativadas), permite reduzir a respetiva carga poluente, em termos de Carência Química de Oxigénio (CQO), Sólidos Suspensos Totais (SST) e pH, para valores muito próximos dos limites legais estabelecidos para a descarga de efluentes em meio hídrico. Neste trabalho pretende determinar-se a carga volúmica poluente mais adequada ao processo de tratamento por lamas ativadas (LA), e verificar a influência da correção do pH e da adição dos macronutrientes azoto (N) e fósforo (P) ao efluente bruto, na melhoria da respetiva tratabilidade. Utilizou-se inicialmente efluente bruto e, após identificação das suas características, procedeu-se a um segundo grupo de ensaios com o efluente corrigido em termos de pH, N e P, visando o estudo da influência destes parâmetros na eficácia do processo de tratamento. Concluiu-se que o tratamento por LA é eficaz na remoção da carga poluente aplicada, medida como CQO, SST e pH. Verificou-se que os melhores resultados foram obtidos na modalidade com correção de nutrientes e pH, para carga volúmica até 3 g de CQO L-1 dia-1, removendo-se neste caso até 96% do CQO do efluente bruto, o que origina um efluente tratado com CQO residual de 210 mg L-1, SST de 170 mg L-1 e pH de 6.8. Este efluente será passível de descarga em meio hídrico após tratamento de acabamento.
Autores principais:Oliveira, António Manuel Viana
Assunto:Biodegradabilidade aeróbia Tratamento de efluentes Efluentes vinícolas Microbiologia Lamas ativadas Correção nutrientes
Ano:2013
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Idioma:português
Origem:Repositório da UTAD
Descrição
Resumo:Um curso de água é considerado poluído ou contaminado quando a composição, o estado ou a qualidade da água são modificados, nomeadamente por ação antrópica. Os resíduos com origem na atividade agroalimentar são poluentes, originando a destruição da fauna e flora dos ecossistemas. Os efluentes vinícolas (EVs) classificam-se como águas residuais industriais: todos os efluentes provenientes de qualquer atividade, que não possam ser classificadas como águas residuais domésticas ou pluviais. Estes, são cerca de 10 a 100 vezes mais poluentes que os efluentes de origem doméstica. A atividade vinícola da região Minho origina anualmente cerca de 250 milhões de litros (L) de efluentes. O tratamento de EVs da região Minho através de processos biológicos aeróbios (lamas ativadas), permite reduzir a respetiva carga poluente, em termos de Carência Química de Oxigénio (CQO), Sólidos Suspensos Totais (SST) e pH, para valores muito próximos dos limites legais estabelecidos para a descarga de efluentes em meio hídrico. Neste trabalho pretende determinar-se a carga volúmica poluente mais adequada ao processo de tratamento por lamas ativadas (LA), e verificar a influência da correção do pH e da adição dos macronutrientes azoto (N) e fósforo (P) ao efluente bruto, na melhoria da respetiva tratabilidade. Utilizou-se inicialmente efluente bruto e, após identificação das suas características, procedeu-se a um segundo grupo de ensaios com o efluente corrigido em termos de pH, N e P, visando o estudo da influência destes parâmetros na eficácia do processo de tratamento. Concluiu-se que o tratamento por LA é eficaz na remoção da carga poluente aplicada, medida como CQO, SST e pH. Verificou-se que os melhores resultados foram obtidos na modalidade com correção de nutrientes e pH, para carga volúmica até 3 g de CQO L-1 dia-1, removendo-se neste caso até 96% do CQO do efluente bruto, o que origina um efluente tratado com CQO residual de 210 mg L-1, SST de 170 mg L-1 e pH de 6.8. Este efluente será passível de descarga em meio hídrico após tratamento de acabamento.