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Propriedades antifúngicas de extratos de Actinobactérias de origem marinha

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O aumento do número de infeções fúngicas é uma preocupação devido à evolução da resistência aos antifúngicos, por isso é importante a procura de novas terapias. As actinobactérias marinhas são produtoras de metabolitos secundários que possuem diversas atividades de interesse, nomeadamente a atividade antifúngica. O objetivo deste trabalho foi avaliar as propriedades antifúngicas de extratos de actinobactérias de origem marinha contra fungos patogénicos. Trinta extratos de actinobactérias provenientes de algas marinhas e de amostras de mar profundo foram estudados para fungos patogénicos (C. albicans ATCC 90028, C. parapsilosis ATCC 22019, Cr. neoformans ATCC 32045, Cr. laurentii ZY8, A. flavus ATCC 204304, A. fumigatus ATCC 204305 e A. brasiliensis ATCC 16404). O primeiro método utilizado para a determinação das propriedades antifúngicas foi o método de difusão em placa, seguindo as diretrizes da “Clinical Laboratory Standard Institute” (M44-A, M38-A2 e M61). Para os extratos com melhores resultados foram determinadas em seguida as concentrações mínimas inibitória e fungicida. De seguida avaliou-se a interferência dos extratos nos fatores de virulência, para as leveduras (formação de tubo germinativo e biofilme) e para os bolores (interferências dos extratos na esporogénese). Para C. albicans ATCC 90028 e A. brasiliensis ATCC 16404 os resultados destacaramse devido à sua maior sensibilidade aos extratos. Diversos extratos testados interferiram nos fatores de virulência de Candida spp., levando à redução de biofilmes pré-formados e reduzindo e/ou inibindo a formação de tubos germinativos. Na análise dos resultados foi possível verificar que as atividades antifúngicas foram influenciadas pela espécie e pela origem dos extratos. Apesar disto, os resultados mostraram ser promissores para novas terapias antifúngicas.
Autores principais:Santos, Rita Maioto
Assunto:Método Difusão em Placa Concentração Mínima Inibitória
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Idioma:português
Origem:Repositório da UTAD
Descrição
Resumo:O aumento do número de infeções fúngicas é uma preocupação devido à evolução da resistência aos antifúngicos, por isso é importante a procura de novas terapias. As actinobactérias marinhas são produtoras de metabolitos secundários que possuem diversas atividades de interesse, nomeadamente a atividade antifúngica. O objetivo deste trabalho foi avaliar as propriedades antifúngicas de extratos de actinobactérias de origem marinha contra fungos patogénicos. Trinta extratos de actinobactérias provenientes de algas marinhas e de amostras de mar profundo foram estudados para fungos patogénicos (C. albicans ATCC 90028, C. parapsilosis ATCC 22019, Cr. neoformans ATCC 32045, Cr. laurentii ZY8, A. flavus ATCC 204304, A. fumigatus ATCC 204305 e A. brasiliensis ATCC 16404). O primeiro método utilizado para a determinação das propriedades antifúngicas foi o método de difusão em placa, seguindo as diretrizes da “Clinical Laboratory Standard Institute” (M44-A, M38-A2 e M61). Para os extratos com melhores resultados foram determinadas em seguida as concentrações mínimas inibitória e fungicida. De seguida avaliou-se a interferência dos extratos nos fatores de virulência, para as leveduras (formação de tubo germinativo e biofilme) e para os bolores (interferências dos extratos na esporogénese). Para C. albicans ATCC 90028 e A. brasiliensis ATCC 16404 os resultados destacaramse devido à sua maior sensibilidade aos extratos. Diversos extratos testados interferiram nos fatores de virulência de Candida spp., levando à redução de biofilmes pré-formados e reduzindo e/ou inibindo a formação de tubos germinativos. Na análise dos resultados foi possível verificar que as atividades antifúngicas foram influenciadas pela espécie e pela origem dos extratos. Apesar disto, os resultados mostraram ser promissores para novas terapias antifúngicas.