Publicação
Deslocamento do Abomaso em Bovinos Leiteiros
| Resumo: | O deslocamento do abomaso é uma das patologias mais frequentes em clínica de espécies pecuárias e a patologia que mais usualmente requer cirurgia abdominal em vacas leiteiras, podendo afectar bovinos de qualquer idade e sexo. Este pode começar como uma simples Dilatação Abomasal e dar-se depois à esquerda, à direita, ou mesmo no sentido anterior. Entre estes, o mais frequente é o deslocamento à esquerda. Apesar de se tratar de uma doença descoberta no século XIX, o facto de ter uma etiologia multifactorial faz com que seja uma afecção difícil de controlar. É uma patologia do periparto e surge directamente associada ao maneio nutricional, principalmente àquele praticado no período de transição. Os contributos considerados essenciais para o Deslocamento Abomasal (DA) são a atonia e a acumulação de gás abomasal, que consequentemente levam à distensão do órgão. São vários os factores de risco que favorecem a ocorrência do DA, dividindo-se estes em factores de risco de nível alimentar, climatérico e do animal. Todos estes têm vários parâmetros. Os sinais clínicos são comuns a diversas afecções, sendo importante a acentuada diminuição na produção de leite. O diagnóstico é baseado na auscultação associada à percussão, sendo audível uma ressonância metalotimpânica denominada “Ping de Deslocamento” e ainda na auscultação associada à sucussão, o que permite ouvir fluidos e sons de “chapinhar”, entre outros parâmetros diagnósticos mais exaustivos. A correcção do deslocamento mais segura e que mais recidivas evita é a cirúrgica, para a qual estão descritas diversas técnicas. As perdas produtivas e os encargos associados ao acompanhamento médico-veterinário fazem com que esta patologia tenha elevada importância económica. A prevenção está dependente do controlo dos vários factores de risco, procurando proporcionar uma boa adaptação do sistema digestivo e evitar o desequilíbrio de nutrientes, a imunossupressão durante o periparto e a diminuição da ingestão de matéria seca. |
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| Autores principais: | Roriz, Fernando Jorge Coutinho |
| Assunto: | Deslocamento do abomaso Multifactorial Periparto Atonia Factores de risco Ping de deslocamento Cirurgia Abomasal Displacement Multifactorial Periparturient Atony Risc Factors Abomasal Ping Surgery |
| Ano: | 2010 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da UTAD |
| Resumo: | O deslocamento do abomaso é uma das patologias mais frequentes em clínica de espécies pecuárias e a patologia que mais usualmente requer cirurgia abdominal em vacas leiteiras, podendo afectar bovinos de qualquer idade e sexo. Este pode começar como uma simples Dilatação Abomasal e dar-se depois à esquerda, à direita, ou mesmo no sentido anterior. Entre estes, o mais frequente é o deslocamento à esquerda. Apesar de se tratar de uma doença descoberta no século XIX, o facto de ter uma etiologia multifactorial faz com que seja uma afecção difícil de controlar. É uma patologia do periparto e surge directamente associada ao maneio nutricional, principalmente àquele praticado no período de transição. Os contributos considerados essenciais para o Deslocamento Abomasal (DA) são a atonia e a acumulação de gás abomasal, que consequentemente levam à distensão do órgão. São vários os factores de risco que favorecem a ocorrência do DA, dividindo-se estes em factores de risco de nível alimentar, climatérico e do animal. Todos estes têm vários parâmetros. Os sinais clínicos são comuns a diversas afecções, sendo importante a acentuada diminuição na produção de leite. O diagnóstico é baseado na auscultação associada à percussão, sendo audível uma ressonância metalotimpânica denominada “Ping de Deslocamento” e ainda na auscultação associada à sucussão, o que permite ouvir fluidos e sons de “chapinhar”, entre outros parâmetros diagnósticos mais exaustivos. A correcção do deslocamento mais segura e que mais recidivas evita é a cirúrgica, para a qual estão descritas diversas técnicas. As perdas produtivas e os encargos associados ao acompanhamento médico-veterinário fazem com que esta patologia tenha elevada importância económica. A prevenção está dependente do controlo dos vários factores de risco, procurando proporcionar uma boa adaptação do sistema digestivo e evitar o desequilíbrio de nutrientes, a imunossupressão durante o periparto e a diminuição da ingestão de matéria seca. |
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