Publicação
Detecção de Epstein-Barr vírus e variantes genéticas nos receptores das imunoglobulinas G em linfomas não-Hodgkin
| Resumo: | O cancro é uma doença complexa e multifactorial, cuja incidência tem vindo a aumentar ao longo dos anos nos diversos países, sendo por isso crucial a pesquisa de novos métodos de prevenção, diagnóstico, prognóstico e tratamento. A análise de polimorfismos genéticos (SNPs – “Single nucleotide polymorphisms”) ao longo do genoma é uma das formas de avaliação dirigida dos vários tumores, podendo ser uma ferramenta muito útil no estabelecimento de grupos de risco, escolha da terapia, previsão da resposta, sobrevivência global dos pacientes, entre outros parâmetros. No caso dos linfomas não-Hodgkin, que envolvem células do sistema imunitário, o estudo dos polimorfismos genéticos que ocorrem nos receptores das imunoglobulinas G, como é o caso do Fc RIIa-131H/R, pode assim ser promissor. Neste estudo a avaliação do Fc RIIa-131H/R não detectou associações estatisticamente significativas deste polimorfismo com o estadio clínico, IPI/FLIPI, resposta ao 1º tratamento e sobrevivência global. Contudo, a futura análise de outros parâmetros poderá clarificar o papel deste polimorfismo neste grupo de tumores, uma vez que algumas associações foram já descritas, embora os resultados permaneçam controversos. Além dos factores intrínsecos a cada indivíduo, existem outros agentes que podem ter influência na carcinogénese, de que são exemplo as infecções virais. Um dos primeiros vírus associados a um processo tumoral (linfoma de Burkitt) foi o Epstein-Barr, tendo desde então sido alvo de diversos estudos, que o relacionaram com outros tipos de tumor. Nos linfomas não-Hodgkin a infecção por este vírus pode ter um papel importante, uma vez que o estado imunocomprometido normalmente associado a estes pacientes pode também implicar diferentes capacidades de resposta, assim como distintos padrões de infecção, permitindo monitorizar a patologia através da carga viral de EBV. Embora os resultados não tenham revelado diferenças significativas na detecção e quantificação de EBV entre pacientes e grupo controlo, a futura ampliação da amostragem poderá estabelecer novas associações, uma vez que o valor de p não se encontra muito afastado do nível de significância (p < 0,05). Os objectivos futuros em Oncologia passam, desta forma, pela pesquisa e compreensão global dos factores que desencadeiam e condicionam o aparecimento destas patologias, bem como do seu desenvolvimento e progressão, no sentido de minimizar ou mesmo anular as taxas de mortalidade. |
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| Autores principais: | Barros, Eliana Margarida Soares da Costa Henriques de |
| Assunto: | Linfoma não Hodgkin Polimorfismo genético Herpesvírus humano 4 Carcinogénese Recetores de imunoglobulinas G |
| Ano: | 2016 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da UTAD |
| Resumo: | O cancro é uma doença complexa e multifactorial, cuja incidência tem vindo a aumentar ao longo dos anos nos diversos países, sendo por isso crucial a pesquisa de novos métodos de prevenção, diagnóstico, prognóstico e tratamento. A análise de polimorfismos genéticos (SNPs – “Single nucleotide polymorphisms”) ao longo do genoma é uma das formas de avaliação dirigida dos vários tumores, podendo ser uma ferramenta muito útil no estabelecimento de grupos de risco, escolha da terapia, previsão da resposta, sobrevivência global dos pacientes, entre outros parâmetros. No caso dos linfomas não-Hodgkin, que envolvem células do sistema imunitário, o estudo dos polimorfismos genéticos que ocorrem nos receptores das imunoglobulinas G, como é o caso do Fc RIIa-131H/R, pode assim ser promissor. Neste estudo a avaliação do Fc RIIa-131H/R não detectou associações estatisticamente significativas deste polimorfismo com o estadio clínico, IPI/FLIPI, resposta ao 1º tratamento e sobrevivência global. Contudo, a futura análise de outros parâmetros poderá clarificar o papel deste polimorfismo neste grupo de tumores, uma vez que algumas associações foram já descritas, embora os resultados permaneçam controversos. Além dos factores intrínsecos a cada indivíduo, existem outros agentes que podem ter influência na carcinogénese, de que são exemplo as infecções virais. Um dos primeiros vírus associados a um processo tumoral (linfoma de Burkitt) foi o Epstein-Barr, tendo desde então sido alvo de diversos estudos, que o relacionaram com outros tipos de tumor. Nos linfomas não-Hodgkin a infecção por este vírus pode ter um papel importante, uma vez que o estado imunocomprometido normalmente associado a estes pacientes pode também implicar diferentes capacidades de resposta, assim como distintos padrões de infecção, permitindo monitorizar a patologia através da carga viral de EBV. Embora os resultados não tenham revelado diferenças significativas na detecção e quantificação de EBV entre pacientes e grupo controlo, a futura ampliação da amostragem poderá estabelecer novas associações, uma vez que o valor de p não se encontra muito afastado do nível de significância (p < 0,05). Os objectivos futuros em Oncologia passam, desta forma, pela pesquisa e compreensão global dos factores que desencadeiam e condicionam o aparecimento destas patologias, bem como do seu desenvolvimento e progressão, no sentido de minimizar ou mesmo anular as taxas de mortalidade. |
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