Publicação

Caracterização da multiresistência a antibióticos em bactérias de Gram negativo isoladas em infecções do pé diabético

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:A diabetes mellitus é uma doença metabólica crónica que resulta numa deficiente capacidade de utilização da glicose. A infecção do pé diabético é uma complicação grave que, quando não controlada, pode levar à amputação, ocasionando incapacidade temporal ou definitiva. O tratamento do pé diabético passa pela antibioterapia agressiva, considerando a profundidade das lesões ulceradas. Foi efectuada uma análise bacteriológica a um grupo de 28 doentes com úlceras activas do pé diabético, com o objectivo de caracterizar o perfil de resistência a antibióticos. De acordo com a metodologia implementada pelo CHTMAD, no isolamento usaram-se meios selectivos e diferenciais. Na identificação e estudo do perfil de susceptibilidade, utilizou-se um sistema automático (Walkaway®). Posteriormente, no Laboratório de Microbiologia do DCV-UTAD foi determinado, pelo método de difusão em disco em agar Mueller-Hinton o perfil de susceptibilidade aos agentes antibacterianos: β-Lactâmicos, Aminoglicosídeos, Quinolonas, Tetraciclinas, Fenicóis, Macrólidos, Sulfamidas e Fosfomicina, em bactérias de Gram negativo da família Enterobactereaceae e não Enterobactereaceae segundo os procedimentos do CLSI (2007). Da avaliação do perfil de susceptibilidade verificou-se que todas as estirpes testadas apresentam um perfil de multiresistência aos diferentes grupos de antibióticos utilizados. De referir que quatro doentes apresentaram infecções polimicrobianas. Na compração dos resultados do estudo do perfil de susceptibilidade determinado pelo sistema automático e pelo método de difusão em disco em agar Mueller-Hinton, não se observaram discrepâncias significativas nos resultados obtidos. Deste modo podemos inferir que, de um modo geral, os grupos de antibacterianos com maior eficácia para as estirpes em estudo foram os β-lactâmicos e aminoglicosídeos. A caracterização da microbiota destas infecções revelou ser fundamental para identificar os agentes que contribuem para a deterioração dos tecidos, bem como seleccionar as melhores opções terapêuticas, a fim de auxiliar a determinação de directrizes urgentes de controlo destas infecções, por forma a reduzir a evolução da gravidade da úlcera.
Autores principais:Martins, Ana Catarina Areias
Assunto:Microbiologia Antibióticos Resistência Bactérias Infeções Pé diabético
Ano:2009
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Idioma:português
Origem:Repositório da UTAD
Descrição
Resumo:A diabetes mellitus é uma doença metabólica crónica que resulta numa deficiente capacidade de utilização da glicose. A infecção do pé diabético é uma complicação grave que, quando não controlada, pode levar à amputação, ocasionando incapacidade temporal ou definitiva. O tratamento do pé diabético passa pela antibioterapia agressiva, considerando a profundidade das lesões ulceradas. Foi efectuada uma análise bacteriológica a um grupo de 28 doentes com úlceras activas do pé diabético, com o objectivo de caracterizar o perfil de resistência a antibióticos. De acordo com a metodologia implementada pelo CHTMAD, no isolamento usaram-se meios selectivos e diferenciais. Na identificação e estudo do perfil de susceptibilidade, utilizou-se um sistema automático (Walkaway®). Posteriormente, no Laboratório de Microbiologia do DCV-UTAD foi determinado, pelo método de difusão em disco em agar Mueller-Hinton o perfil de susceptibilidade aos agentes antibacterianos: β-Lactâmicos, Aminoglicosídeos, Quinolonas, Tetraciclinas, Fenicóis, Macrólidos, Sulfamidas e Fosfomicina, em bactérias de Gram negativo da família Enterobactereaceae e não Enterobactereaceae segundo os procedimentos do CLSI (2007). Da avaliação do perfil de susceptibilidade verificou-se que todas as estirpes testadas apresentam um perfil de multiresistência aos diferentes grupos de antibióticos utilizados. De referir que quatro doentes apresentaram infecções polimicrobianas. Na compração dos resultados do estudo do perfil de susceptibilidade determinado pelo sistema automático e pelo método de difusão em disco em agar Mueller-Hinton, não se observaram discrepâncias significativas nos resultados obtidos. Deste modo podemos inferir que, de um modo geral, os grupos de antibacterianos com maior eficácia para as estirpes em estudo foram os β-lactâmicos e aminoglicosídeos. A caracterização da microbiota destas infecções revelou ser fundamental para identificar os agentes que contribuem para a deterioração dos tecidos, bem como seleccionar as melhores opções terapêuticas, a fim de auxiliar a determinação de directrizes urgentes de controlo destas infecções, por forma a reduzir a evolução da gravidade da úlcera.