Publicação
Estudo demográfico da raça equina Garrana
| Resumo: | O Garrano é um equídeo autóctone português e é também considerado a raça equina portuguesa mais antiga. A sua baixa estatura (máximo 1,35m, e por isso considerado pónei) e a pelagem castanha são exigências para a inscrição no Livro Genealógico da raça, cuja gestão é feita pela Associação de Criadores de Equinos de Raça Garrana (ACERG). Neste estudo foi proposto fazer o estudo demográfico da raça equina Garrana e estimar a evolução da consanguinidade, para tal recorreu-se à base de dados do Registo Zootécnico/Livro Genealógico da raça. Utilizaram-se dados de 19141 indivíduos com data de nascimento conhecida, registados entre 1994 e 2014 pela ACERG. A análise foi efetuada pelos programas ENDOG v4.8 e JMP5. Na genealogia da raça equina Garrana, dos 19141 animais considerados, existem 3786 sem ambos os progenitores conhecidos, 157 só com mãe conhecida, 233 só com pai conhecido e 14965 com ambos conhecidos (89,9%). O número de animais com ambos os progenitores conhecidos tem vindo a aumentar desde 1996. O tamanho efetivo da população (Ne) corresponde ao inverso do dobro do incremento da consanguinidade. O número efetivo de animais foi variando ao longo dos anos, tendo-se atingido um máximo de 770 animais em 1996. O tamanho efetivo da raça de equinos Garrana acompanha a evolução da consanguinidade por ser uma consequência da mesma. Houve um aumento da consanguinidade média dos animais nascidos de 1999 a 2005 e redução de 2005 a 2009, adotando a partir daí comportamento crescente. Dos animais considerados, 94,4% não são consanguíneos, sendo 5,6% consanguíneos (consanguinidade média de 18,6%). A consanguinidade média considerando todos os animais (19141) foi 1,05%. Os valores de consanguinidade apresentados são elevados tendo em conta o tamanho da população, no entanto têm sido desenvolvidos pela ACERG programas com o objetivo de reduzir estes valores e evoluir no melhoramento genético. |
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| Autores principais: | Silva, Ana Margarida Oliveira de Melo e |
| Assunto: | Raça equina Garrana Portugal Raça autóctone Registo Linha consanguínea Tamanho efetivo da população |
| Ano: | 2017 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da UTAD |
| Resumo: | O Garrano é um equídeo autóctone português e é também considerado a raça equina portuguesa mais antiga. A sua baixa estatura (máximo 1,35m, e por isso considerado pónei) e a pelagem castanha são exigências para a inscrição no Livro Genealógico da raça, cuja gestão é feita pela Associação de Criadores de Equinos de Raça Garrana (ACERG). Neste estudo foi proposto fazer o estudo demográfico da raça equina Garrana e estimar a evolução da consanguinidade, para tal recorreu-se à base de dados do Registo Zootécnico/Livro Genealógico da raça. Utilizaram-se dados de 19141 indivíduos com data de nascimento conhecida, registados entre 1994 e 2014 pela ACERG. A análise foi efetuada pelos programas ENDOG v4.8 e JMP5. Na genealogia da raça equina Garrana, dos 19141 animais considerados, existem 3786 sem ambos os progenitores conhecidos, 157 só com mãe conhecida, 233 só com pai conhecido e 14965 com ambos conhecidos (89,9%). O número de animais com ambos os progenitores conhecidos tem vindo a aumentar desde 1996. O tamanho efetivo da população (Ne) corresponde ao inverso do dobro do incremento da consanguinidade. O número efetivo de animais foi variando ao longo dos anos, tendo-se atingido um máximo de 770 animais em 1996. O tamanho efetivo da raça de equinos Garrana acompanha a evolução da consanguinidade por ser uma consequência da mesma. Houve um aumento da consanguinidade média dos animais nascidos de 1999 a 2005 e redução de 2005 a 2009, adotando a partir daí comportamento crescente. Dos animais considerados, 94,4% não são consanguíneos, sendo 5,6% consanguíneos (consanguinidade média de 18,6%). A consanguinidade média considerando todos os animais (19141) foi 1,05%. Os valores de consanguinidade apresentados são elevados tendo em conta o tamanho da população, no entanto têm sido desenvolvidos pela ACERG programas com o objetivo de reduzir estes valores e evoluir no melhoramento genético. |
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