Publicação
Atividade Física e Diabetes Tipo 1 da criança ao adulto: uma revisão sistemática
| Resumo: | A Diabetes Mellitus tipo 1 (DM 1) é uma doença com incidência crescente em todas as crianças, adolescentes e jovens adultos de todo o mundo. Sendo uma das principais causas de cegueira, insuficiência renal, ataques cardíacos, acidente vascular cerebral (AVC) e amputação de membros inferiores (MI). Atualmente, as orientações para a prática de Atividade Física (AF) em jovens com DM1 são pouco apoiadas por evidências empíricas, não havendo um consenso sobre o tempo de prática de AF com um melhor controlo glicémico. Torna-se, por isso, importantíssimo perceber quais os fatores que estão na base desta doença para que se alcance um bom controlo metabólico. Nesta dissertação conceptual, o objetivo foi identificar as consequências e importância da prática de atividade física na vida da criança ao adulto (entre 7 e 32 anos) com Diabetes Mellitus Tipo 1, bem como no controlo metabólico (hemoglobina glicosada (HbA1c)) desta patologia, através de uma revisão sistemática. Foram utilizadas várias bases de dados, como a Scopus, Scielos, PubMed e Web of Science. Inicialmente foram encontrados 10664 artigos nas 4 bases de dados utilizadas para esta revisão. Após a análise dos critérios de inclusão e exclusão e a verificação da escala de PEDro, chegou-se a um número final de 16 artigos. Foi possível perceber que, em praticamente todos os casos e métodos de treino, a prática desportiva em pessoas com Diabetes Mellitus Tipo 1 traduz benefícios, tanto a nível físico, como na vertente da própria patologia, isto é, um melhor controlo metabólico (diminui a necessidade de administração de insulina e melhora os níveis da hemoglobina glicosada) e diminui os riscos de futuros problemas cardiovasculares. Em conclusão, a atividade física, para além dos benefícios já conhecidos relacionados com o bem-estar físico e social, proporciona uma melhoria dos níveis de HbA1c e diminuição da insulina necessária, o que leva a um controlo glicémico e adaptações fisiológicas que beneficiam a saúde em geral de um portador de Diabetes Mellitus Tipo 1. |
|---|---|
| Autores principais: | Sousa, Diogo Marques de |
| Assunto: | Diabetes Mellitus Tipo 1 atividade física |
| Ano: | 2020 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da UTAD |
| Resumo: | A Diabetes Mellitus tipo 1 (DM 1) é uma doença com incidência crescente em todas as crianças, adolescentes e jovens adultos de todo o mundo. Sendo uma das principais causas de cegueira, insuficiência renal, ataques cardíacos, acidente vascular cerebral (AVC) e amputação de membros inferiores (MI). Atualmente, as orientações para a prática de Atividade Física (AF) em jovens com DM1 são pouco apoiadas por evidências empíricas, não havendo um consenso sobre o tempo de prática de AF com um melhor controlo glicémico. Torna-se, por isso, importantíssimo perceber quais os fatores que estão na base desta doença para que se alcance um bom controlo metabólico. Nesta dissertação conceptual, o objetivo foi identificar as consequências e importância da prática de atividade física na vida da criança ao adulto (entre 7 e 32 anos) com Diabetes Mellitus Tipo 1, bem como no controlo metabólico (hemoglobina glicosada (HbA1c)) desta patologia, através de uma revisão sistemática. Foram utilizadas várias bases de dados, como a Scopus, Scielos, PubMed e Web of Science. Inicialmente foram encontrados 10664 artigos nas 4 bases de dados utilizadas para esta revisão. Após a análise dos critérios de inclusão e exclusão e a verificação da escala de PEDro, chegou-se a um número final de 16 artigos. Foi possível perceber que, em praticamente todos os casos e métodos de treino, a prática desportiva em pessoas com Diabetes Mellitus Tipo 1 traduz benefícios, tanto a nível físico, como na vertente da própria patologia, isto é, um melhor controlo metabólico (diminui a necessidade de administração de insulina e melhora os níveis da hemoglobina glicosada) e diminui os riscos de futuros problemas cardiovasculares. Em conclusão, a atividade física, para além dos benefícios já conhecidos relacionados com o bem-estar físico e social, proporciona uma melhoria dos níveis de HbA1c e diminuição da insulina necessária, o que leva a um controlo glicémico e adaptações fisiológicas que beneficiam a saúde em geral de um portador de Diabetes Mellitus Tipo 1. |
|---|