Publicação
Ansiedade na pessoa com AVC
| Resumo: | O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é tido uma das principais causas de morte no mundo, em Portugal, apesar da tendência decrescente nos últimos anos do número de mortes (Direção-Geral da Saúde, 2016), mantem-se a par da tendência mundial. Decorrem, desta patologia, várias consequências que podem afetar em definitivo a qualidade de vida futura da pessoa, sendo uma destas o aumento da ansiedade. De forma a determinar a relação existente entre o AVC e a ansiedade foi desenvolvida uma investigação assente numa abordagem quantitativa de carácter descritivo e correlacional apoiado num questionário sociodemográfico e na aplicação da subescala ansiedade da Hospital Anxiety and Depression Scale (HADS). Participaram no estudo uma amostra constituída por 52 pessoas acometidas por AVC internadas num hospital. O presente estudo visa avaliar os níveis de ansiedade na pessoa com AVC no internamento, bem como analisar a relação entre as variáveis sociodemográficas e as variáveis contextuais do AVC e os níveis de ansiedade na pessoa com AVC. A amostra é constituída por 52 pessoas, com predomínio do género feminino (55,8%), cuja média de idade de 63,63 anos, e 57,7% dos participantes referem ter companheiro. Apresentam níveis de escolaridade baixos com predomínio do 1º ciclo (61,5%), na maioria encontram-se reformados (51,9%). A maioria dos elementos da amostra enquadra-se num nível de ansiedade moderada (50,0%), em que 11,5% revela níveis severos de ansiedade. Verifica-se não existir relação entre as variáveis sociodemográficas e os níveis de ansiedade na pessoa com AVC, contudo, as pessoas com mais idade, do género feminino, com companheiro, níveis de escolaridade mais elevados e desempregados apresentaram maiores níveis de ansiedade. Paralelamente não se verifica relação entre as variáveis contextuais do AVC e os níveis de ansiedade na pessoa com AVC. Nas primeiras semanas de internamento, os níveis de ansiedade na pessoa com AVC enquadram-se no grau leve e moderado, pelo que se torna imperativo o desenvolvimento de estratégias por parte do enfermeiro especialista, assegurando a redução dos níveis de ansiedade perante uma situação crítica particular. |
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| Autores principais: | Teixeira, Cândida La Salete Lemos |
| Assunto: | Acidente Vascular Cerebral Ansiedade |
| Ano: | 2020 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da UTAD |
| Resumo: | O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é tido uma das principais causas de morte no mundo, em Portugal, apesar da tendência decrescente nos últimos anos do número de mortes (Direção-Geral da Saúde, 2016), mantem-se a par da tendência mundial. Decorrem, desta patologia, várias consequências que podem afetar em definitivo a qualidade de vida futura da pessoa, sendo uma destas o aumento da ansiedade. De forma a determinar a relação existente entre o AVC e a ansiedade foi desenvolvida uma investigação assente numa abordagem quantitativa de carácter descritivo e correlacional apoiado num questionário sociodemográfico e na aplicação da subescala ansiedade da Hospital Anxiety and Depression Scale (HADS). Participaram no estudo uma amostra constituída por 52 pessoas acometidas por AVC internadas num hospital. O presente estudo visa avaliar os níveis de ansiedade na pessoa com AVC no internamento, bem como analisar a relação entre as variáveis sociodemográficas e as variáveis contextuais do AVC e os níveis de ansiedade na pessoa com AVC. A amostra é constituída por 52 pessoas, com predomínio do género feminino (55,8%), cuja média de idade de 63,63 anos, e 57,7% dos participantes referem ter companheiro. Apresentam níveis de escolaridade baixos com predomínio do 1º ciclo (61,5%), na maioria encontram-se reformados (51,9%). A maioria dos elementos da amostra enquadra-se num nível de ansiedade moderada (50,0%), em que 11,5% revela níveis severos de ansiedade. Verifica-se não existir relação entre as variáveis sociodemográficas e os níveis de ansiedade na pessoa com AVC, contudo, as pessoas com mais idade, do género feminino, com companheiro, níveis de escolaridade mais elevados e desempregados apresentaram maiores níveis de ansiedade. Paralelamente não se verifica relação entre as variáveis contextuais do AVC e os níveis de ansiedade na pessoa com AVC. Nas primeiras semanas de internamento, os níveis de ansiedade na pessoa com AVC enquadram-se no grau leve e moderado, pelo que se torna imperativo o desenvolvimento de estratégias por parte do enfermeiro especialista, assegurando a redução dos níveis de ansiedade perante uma situação crítica particular. |
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