Publicação
Surto de Língua Azul Ovina na Área de Intervenção da ACRIGA OPP e da OPP de Torre de Moncorvo
| Resumo: | A Língua Azul (LA) ou Febre Catarral Ovina (FCO), é uma doença vírica que afeta ruminantes domésticos e selvagens. Dentro dos hospedeiros domésticos suscetíveis, os ovinos são os mais sensíveis, demonstrando sinais clínicos mais frequentemente. Trata-se de uma doença transmitida principalmente por artrópodes do género Culicoides, que pode levar à morte dos animais infetados e gerar graves perdas económicas para as explorações. Em 2022, foram registados novos casos positivos relativamente ao serótipo 4 de LA em Portugal continental, a Norte e Centro, que levaram ao estabelecimento de novas áreas afetadas e de vacinação obrigatória. De forma a compreender melhor o surto de LA detetado na região Norte, foi realizado um estudo transversal para registar as caraterísticas dos animais afetados assim como os sinais clínicos dos mesmos. O estudo englobou os casos positivos detetados na organização de produtores pecuários (OPP) de Torre de Moncorvo e na ACRIGA OPP. No total foram estudados 32 casos positivos, ocorridos entre outubro e novembro de 2023, dos quais 34,4% (n=11) ocorreram no concelho de Torre de Moncorvo, 31,3% (n=10) em Vila Nova de Foz Côa, 15,6% (n=5) em Alfândega da Fé, 9,4% (n=3) em Mirandela e 9,4% (n=3) em Freixo de Espada à Cinta. Relativamente à presença de sinais clínicos e ao curso da doença, observou-se associação estatisticamente significativa entre a percentagem de recuperação mais elevada e estar presente sialorreia (66,7%; p=0,030), a ausência de ataxia ligeira (55,2%; p=0,034), e a depressão estar ausente (55,2%; p=0,034). Os resultados obtidos com o trabalho revelaram a necessidade da realização de estudos mais aprofundados, com a caraterização das explorações existentes da região, para melhor compreensão dos fatores de risco existentes, assim como permitiram criar uma relação entre os sinais clínicos e o prognóstico da doença. |
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| Autores principais: | Alves, Luís Pedro Oliveira |
| Assunto: | Língua Azul Ruminantes Culicoides spp. Ocorrência Serótipo Controlo |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso embargado |
| Instituição associada: | Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da UTAD |
| Resumo: | A Língua Azul (LA) ou Febre Catarral Ovina (FCO), é uma doença vírica que afeta ruminantes domésticos e selvagens. Dentro dos hospedeiros domésticos suscetíveis, os ovinos são os mais sensíveis, demonstrando sinais clínicos mais frequentemente. Trata-se de uma doença transmitida principalmente por artrópodes do género Culicoides, que pode levar à morte dos animais infetados e gerar graves perdas económicas para as explorações. Em 2022, foram registados novos casos positivos relativamente ao serótipo 4 de LA em Portugal continental, a Norte e Centro, que levaram ao estabelecimento de novas áreas afetadas e de vacinação obrigatória. De forma a compreender melhor o surto de LA detetado na região Norte, foi realizado um estudo transversal para registar as caraterísticas dos animais afetados assim como os sinais clínicos dos mesmos. O estudo englobou os casos positivos detetados na organização de produtores pecuários (OPP) de Torre de Moncorvo e na ACRIGA OPP. No total foram estudados 32 casos positivos, ocorridos entre outubro e novembro de 2023, dos quais 34,4% (n=11) ocorreram no concelho de Torre de Moncorvo, 31,3% (n=10) em Vila Nova de Foz Côa, 15,6% (n=5) em Alfândega da Fé, 9,4% (n=3) em Mirandela e 9,4% (n=3) em Freixo de Espada à Cinta. Relativamente à presença de sinais clínicos e ao curso da doença, observou-se associação estatisticamente significativa entre a percentagem de recuperação mais elevada e estar presente sialorreia (66,7%; p=0,030), a ausência de ataxia ligeira (55,2%; p=0,034), e a depressão estar ausente (55,2%; p=0,034). Os resultados obtidos com o trabalho revelaram a necessidade da realização de estudos mais aprofundados, com a caraterização das explorações existentes da região, para melhor compreensão dos fatores de risco existentes, assim como permitiram criar uma relação entre os sinais clínicos e o prognóstico da doença. |
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