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Da dependência e vulnerabilidade à sustentabilidade e autonomia do terceiro setor: o caso do Concelho de Santa Marta de Penaguião

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Resumo:O setor da sociedade civil em Portugal abraça organizações prestadoras de serviços que suplementam ou complementam os serviços públicos em diversas áreas da sociedade. Contraditoriamente, para um setor que emerge com tão elevadas esperanças a respeito das suas qualidades e do seu potencial de intervenção, o terceiro setor parece não estar preparado para assumir, de forma autónoma e sustentável, essa função, apresentando uma fraca capacidade de continuidade e sustentabilidade, o que origina a fraqueza de todo o setor. Desta forma, este estudo procurou caraterizar e analisar as ações de gestão de cinco organizações do terceiro setor que intervêm na área da ação social no concelho de Santa Marta de Penaguião, no âmbito da sustentabilidade. Em função do objetivo proposto para a investigação, optámos pela análise qualitativa, a fim de alcançar uma melhor compreensão dos processos envolvidos no objeto a ser investigado. O estudo envolveu dados descritivos sobre organizações, pessoas, lugares e as formas de interação entre o pesquisador com o objeto em análise. Procurou compreender os fenómenos de acordo com a vivência e visão dos atores, com o propósito último de analisar e explicar os resultados encontrados. O desenvolvimento organizacional e institucional das organizações do terceiro setor tornou-se uma questão presente e urgente, sendo essencial o desenvolvimento de duas dimensões: a dimensão gerencial e a dimensão sistémica. Os resultados do presente estudo alertam para o facto de que, embora sejam organizações relevantes na sua área de atuação, apresentam lacunas na sua gestão. As organizações estudadas não desenvolvem atividades económicas a título principal, terão de descobrir fontes alternativas de rendimento que lhes permitam conduzir as suas próprias ações, seja através de iniciativas comerciais ou económicas, seja através de financiamento externo por outras entidades, públicas ou privadas. Em suma, as organizações analisadas não direcionam formas de gestão que permitem a consolidação institucional baseada na sustentabilidade e autonomia enquanto atores chave na promoção de um desenvolvimento local sustentável e autónomo.
Autores principais:Amaral, Nuno
Assunto:Terceiro setor Sustentabilidade Dimensão gerencial e dimensão sistémica
Ano:2013
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Idioma:português
Origem:Repositório da UTAD
Descrição
Resumo:O setor da sociedade civil em Portugal abraça organizações prestadoras de serviços que suplementam ou complementam os serviços públicos em diversas áreas da sociedade. Contraditoriamente, para um setor que emerge com tão elevadas esperanças a respeito das suas qualidades e do seu potencial de intervenção, o terceiro setor parece não estar preparado para assumir, de forma autónoma e sustentável, essa função, apresentando uma fraca capacidade de continuidade e sustentabilidade, o que origina a fraqueza de todo o setor. Desta forma, este estudo procurou caraterizar e analisar as ações de gestão de cinco organizações do terceiro setor que intervêm na área da ação social no concelho de Santa Marta de Penaguião, no âmbito da sustentabilidade. Em função do objetivo proposto para a investigação, optámos pela análise qualitativa, a fim de alcançar uma melhor compreensão dos processos envolvidos no objeto a ser investigado. O estudo envolveu dados descritivos sobre organizações, pessoas, lugares e as formas de interação entre o pesquisador com o objeto em análise. Procurou compreender os fenómenos de acordo com a vivência e visão dos atores, com o propósito último de analisar e explicar os resultados encontrados. O desenvolvimento organizacional e institucional das organizações do terceiro setor tornou-se uma questão presente e urgente, sendo essencial o desenvolvimento de duas dimensões: a dimensão gerencial e a dimensão sistémica. Os resultados do presente estudo alertam para o facto de que, embora sejam organizações relevantes na sua área de atuação, apresentam lacunas na sua gestão. As organizações estudadas não desenvolvem atividades económicas a título principal, terão de descobrir fontes alternativas de rendimento que lhes permitam conduzir as suas próprias ações, seja através de iniciativas comerciais ou económicas, seja através de financiamento externo por outras entidades, públicas ou privadas. Em suma, as organizações analisadas não direcionam formas de gestão que permitem a consolidação institucional baseada na sustentabilidade e autonomia enquanto atores chave na promoção de um desenvolvimento local sustentável e autónomo.