Publicação
Avaliação das causas e dos custos de morte e refugo (em todas as idades) numa exploração de caprinos de leite.
| Resumo: | A existência de raças caprinas melhoradas para a produção de leite tornou possível a realidade da exploração caprina intensiva em regime de estabulação permanente. A incidência de problemas tem aumentado com esta intensificação do sistema, visto que as altas produções implicam maiores cuidados em termos de maneio, que se não forem devidamente acautelados podem originar diversos problemas para as explorações. Contudo, o diagnóstico sistemático permite o conhecimento da ocorrência e epidemiologia das doenças, o que é imprescindível para estabelecer medidas convenientes de controlo e profilaxia. Por outro lado, para uma melhor gestão de uma exploração caprina é importante ter em atenção o bem-estar dos animais, uma vez que este pode ser o principal causador de mortes e assim aumentar os prejuízos. Por conseguinte, este trabalho teve como objetivo a avaliação das causas e dos custos de morte e/ou refugo (em todas as idades) numa exploração de caprinos de leite. Para este efeito, foram aplicadas metodologias que envolveram a observação de um efetivo caprino, durante um período de seis meses.Como resultados destacamos o facto de, numa forma geral haver diferenças significativas. Nos cabritos observamos que aqueles que apresentam Pasteurella e doença do sistema nervoso morrem com pesos e idades superiores aos das outras doenças. Em média os com Pasteurella apresentam 11,36 kg e 73,20 dias e os com doença do sistema nervoso 6,10 kg e 30,00 dias. Nos animais adultos, verificamos que aqueles que morrem devido a acidose (3,25 anos em média), toxémia de gestação (3 anos em média) e meningite (3 anos em média) apresentam idades superiores aos que morreram devido às outras doenças. No que diz respeito ao número de partos, verificamos que a maioria das fêmeas morrem com meningite, toxémia de gestação e com outras doenças desconhecidas ao fim do quarto parto. Quanto ao intervalo do parto à sua morte, analisamos que as fêmeas com pneumonia, doença desconhecida, acidose e meningite atingem intervalos superiores quando comparadas com as outras doenças. A pneumonia apresenta em termos médios intervalo de 43,75 dias, doença desconhecida de 26,00 dias, acidose de 21,00 dias e meningite de15,50 dias. |
|---|---|
| Autores principais: | Oliveira, Rafael Santos |
| Assunto: | Intensificação leite |
| Ano: | 2020 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da UTAD |
| Resumo: | A existência de raças caprinas melhoradas para a produção de leite tornou possível a realidade da exploração caprina intensiva em regime de estabulação permanente. A incidência de problemas tem aumentado com esta intensificação do sistema, visto que as altas produções implicam maiores cuidados em termos de maneio, que se não forem devidamente acautelados podem originar diversos problemas para as explorações. Contudo, o diagnóstico sistemático permite o conhecimento da ocorrência e epidemiologia das doenças, o que é imprescindível para estabelecer medidas convenientes de controlo e profilaxia. Por outro lado, para uma melhor gestão de uma exploração caprina é importante ter em atenção o bem-estar dos animais, uma vez que este pode ser o principal causador de mortes e assim aumentar os prejuízos. Por conseguinte, este trabalho teve como objetivo a avaliação das causas e dos custos de morte e/ou refugo (em todas as idades) numa exploração de caprinos de leite. Para este efeito, foram aplicadas metodologias que envolveram a observação de um efetivo caprino, durante um período de seis meses.Como resultados destacamos o facto de, numa forma geral haver diferenças significativas. Nos cabritos observamos que aqueles que apresentam Pasteurella e doença do sistema nervoso morrem com pesos e idades superiores aos das outras doenças. Em média os com Pasteurella apresentam 11,36 kg e 73,20 dias e os com doença do sistema nervoso 6,10 kg e 30,00 dias. Nos animais adultos, verificamos que aqueles que morrem devido a acidose (3,25 anos em média), toxémia de gestação (3 anos em média) e meningite (3 anos em média) apresentam idades superiores aos que morreram devido às outras doenças. No que diz respeito ao número de partos, verificamos que a maioria das fêmeas morrem com meningite, toxémia de gestação e com outras doenças desconhecidas ao fim do quarto parto. Quanto ao intervalo do parto à sua morte, analisamos que as fêmeas com pneumonia, doença desconhecida, acidose e meningite atingem intervalos superiores quando comparadas com as outras doenças. A pneumonia apresenta em termos médios intervalo de 43,75 dias, doença desconhecida de 26,00 dias, acidose de 21,00 dias e meningite de15,50 dias. |
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