Publicação
Influência do volume e da intensidade na realização do exercício de supino horizontal e agachamento na perceção subjetiva de esforço
| Resumo: | A intensidade e o volume do treino de força influenciam a perceção subjetiva de esforço (PSE). Desta forma, o objetivo do presente estudo foi observar o efeito da intensidade, volume e ordem dos exercícios na PSE. Para o efeito 16 sujeitos, do sexo masculino com idades compreendidas entre os 18 e 29 anos foram sujeitos a 2 sessões de estudo em que efetuavam 3 séries de repetições, com uma carga de 40% e 60% da 1RM. Previamente a estas duas sessões houve duas semanas de adaptação aos exercícios usados (supino (SU) e Agachamento com barra (AG)). Todos os sujeitos, antes do início do presente estudo, preencheram dois questionários (Par-Q teste e Anamnese) e assinaram uma declaração de consentimento livre e esclarecido, elaborada para o efeito e de acordo com a declaração de Helsinki. Para efetuar a estatística inferencial, foi usado para comparar as médias dos valores de PSE entre volumes, intensidades e ordens, no exercício de AG e SU, uma ANOVA univariada e para comparar os valores de PSE após a execução dos exercícios, uma ANOVA de medidas repetidas, com o modelo 6 momentos x 2 grupos, com Post-Hoc de Bonferroni. Todos os pressupostos de utilização da estatística paramétrica foram assegurados e o nível de significância foi estabelecido em 5%. Foram observadas diferenças significativas (p<0,0001), entre as PSE exteriorizadas nos diferentes volumes avaliados. Em relação à ordem dos exercícios, relacionada com o volume, no exercício AG, verificou-se valores superiores, (p<0,005), quando executado no final da ordem. Os valores da PSE avaliados, a diferentes intensidades, vão de encontro com os valores observados quanto ao volume. O exercício de SU, quando realizado no início da ordem, apresenta valores significativamente superiores (p=0,008). Não se registaram valores significativos na PSE de sessão, em relação às intensidades e ordens. Já em relação ao volume observou-se um efeito momento (p=0,030) nos momentos 5, 10, 15 e 20 minutos. Em relação ao volume os momentos 5, 10, 15 e 20 minutos após são significativamente superiores aos momentos 25 e 30 minutos após (p<0,0001). Através dos dados observados no presente estudo podemos concluir que quer o volume quer a intensidade afeta a exteriorização da PSE. Igualmente se pode referir que os tempos, após sessão de exercícios, em que os valores de PSE deixam de baixar situam-se em torno 25 minutos. |
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| Autores principais: | Araújo, Miguel António Macedo de |
| Assunto: | Treino de força Exercícios Perceção subjetiva Esforço Volume Intensidade |
| Ano: | 2015 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da UTAD |
| Resumo: | A intensidade e o volume do treino de força influenciam a perceção subjetiva de esforço (PSE). Desta forma, o objetivo do presente estudo foi observar o efeito da intensidade, volume e ordem dos exercícios na PSE. Para o efeito 16 sujeitos, do sexo masculino com idades compreendidas entre os 18 e 29 anos foram sujeitos a 2 sessões de estudo em que efetuavam 3 séries de repetições, com uma carga de 40% e 60% da 1RM. Previamente a estas duas sessões houve duas semanas de adaptação aos exercícios usados (supino (SU) e Agachamento com barra (AG)). Todos os sujeitos, antes do início do presente estudo, preencheram dois questionários (Par-Q teste e Anamnese) e assinaram uma declaração de consentimento livre e esclarecido, elaborada para o efeito e de acordo com a declaração de Helsinki. Para efetuar a estatística inferencial, foi usado para comparar as médias dos valores de PSE entre volumes, intensidades e ordens, no exercício de AG e SU, uma ANOVA univariada e para comparar os valores de PSE após a execução dos exercícios, uma ANOVA de medidas repetidas, com o modelo 6 momentos x 2 grupos, com Post-Hoc de Bonferroni. Todos os pressupostos de utilização da estatística paramétrica foram assegurados e o nível de significância foi estabelecido em 5%. Foram observadas diferenças significativas (p<0,0001), entre as PSE exteriorizadas nos diferentes volumes avaliados. Em relação à ordem dos exercícios, relacionada com o volume, no exercício AG, verificou-se valores superiores, (p<0,005), quando executado no final da ordem. Os valores da PSE avaliados, a diferentes intensidades, vão de encontro com os valores observados quanto ao volume. O exercício de SU, quando realizado no início da ordem, apresenta valores significativamente superiores (p=0,008). Não se registaram valores significativos na PSE de sessão, em relação às intensidades e ordens. Já em relação ao volume observou-se um efeito momento (p=0,030) nos momentos 5, 10, 15 e 20 minutos. Em relação ao volume os momentos 5, 10, 15 e 20 minutos após são significativamente superiores aos momentos 25 e 30 minutos após (p<0,0001). Através dos dados observados no presente estudo podemos concluir que quer o volume quer a intensidade afeta a exteriorização da PSE. Igualmente se pode referir que os tempos, após sessão de exercícios, em que os valores de PSE deixam de baixar situam-se em torno 25 minutos. |
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