Publicação
Influência do exercício físico na depressão, autoestima, qualidade de vida, imagem corporal e sexualidade em mulheres sobreviventes do cancro da mama
| Resumo: | O cancro da mama é o tipo de cancro mais frequente na mulher em todo o mundo. Nos últimos anos, o seu tratamento teve bastantes progressos, a par deste facto temos o aumento do número de sobreviventes. Apesar dos resultados dos tratamentos serem maioritariamente positivos, há inevitavelmente, repercussões a nível biológico e funcional, afetando igualmente a sexualidade e aspetos psicológicos, nomeadamente: a depressão, a autoestima, a qualidade de vida, a imagem corporal e a sexualidade. A literatura tem mostrado que o exercício físico parece ter um papel importante no processo de recuperação desta doença. Desta forma, a presente investigação tem como principal objetivo analisar o efeito de um programa de exercício físico na qualidade de vida (imagem corporal, sexualidade, perspetivas futuras, efeitos secundários da quimioterapia, sintomas na mama e no braço), autoestima e depressão em mulheres sobreviventes do cancro da mama. A amostra foi constituída por 13 mulheres com diagnóstico de doença oncológica mamária (46,54±6,31 anos) que participaram num programa de exercício físico durante 12 semanas, 2 vezes por semana (60’/sessão). Como instrumentos de recolha de dados, foram utilizados: o Supplementary Questionnaire Breast Cancer Module (QLQ-BR23,) o Inventário de Depressão de Beck, a Escala de Autoestima de Rosenberg e o Questionário de História da Doença Oncológica. Como principais resultados, verificou-se que o programa de exercício melhorou significativamente a autoestima (p=0,004), no entanto ao nível da depressão não se verificaram alterações significativas. Relativamente à qualidade de vida, as subescalas do EORTC QLQ- BR23, foram constatadas melhorias significativas nas “perspetivas futuras” (p= 0,047) e nos “sintomas do braço” (p=0,015). Nas restantes variáveis não se verificaram alterações significativas. A intervenção com o exercício físico parece induzir melhorias na autoestima e em algumas variáveis da qualidade de vida de mulheres sobreviventes do cancro da mama, no entanto é necessário realizar estudos com programas de exercício físico de maior duração, constituídos por amostras de maior dimensão e com um grupo controlo para se poder tirar conclusões mais consistentes. |
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| Autores principais: | Mendes, Helena Isabel Azevedo |
| Assunto: | exercício físico cancro da mama |
| Ano: | 2020 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da UTAD |
| Resumo: | O cancro da mama é o tipo de cancro mais frequente na mulher em todo o mundo. Nos últimos anos, o seu tratamento teve bastantes progressos, a par deste facto temos o aumento do número de sobreviventes. Apesar dos resultados dos tratamentos serem maioritariamente positivos, há inevitavelmente, repercussões a nível biológico e funcional, afetando igualmente a sexualidade e aspetos psicológicos, nomeadamente: a depressão, a autoestima, a qualidade de vida, a imagem corporal e a sexualidade. A literatura tem mostrado que o exercício físico parece ter um papel importante no processo de recuperação desta doença. Desta forma, a presente investigação tem como principal objetivo analisar o efeito de um programa de exercício físico na qualidade de vida (imagem corporal, sexualidade, perspetivas futuras, efeitos secundários da quimioterapia, sintomas na mama e no braço), autoestima e depressão em mulheres sobreviventes do cancro da mama. A amostra foi constituída por 13 mulheres com diagnóstico de doença oncológica mamária (46,54±6,31 anos) que participaram num programa de exercício físico durante 12 semanas, 2 vezes por semana (60’/sessão). Como instrumentos de recolha de dados, foram utilizados: o Supplementary Questionnaire Breast Cancer Module (QLQ-BR23,) o Inventário de Depressão de Beck, a Escala de Autoestima de Rosenberg e o Questionário de História da Doença Oncológica. Como principais resultados, verificou-se que o programa de exercício melhorou significativamente a autoestima (p=0,004), no entanto ao nível da depressão não se verificaram alterações significativas. Relativamente à qualidade de vida, as subescalas do EORTC QLQ- BR23, foram constatadas melhorias significativas nas “perspetivas futuras” (p= 0,047) e nos “sintomas do braço” (p=0,015). Nas restantes variáveis não se verificaram alterações significativas. A intervenção com o exercício físico parece induzir melhorias na autoestima e em algumas variáveis da qualidade de vida de mulheres sobreviventes do cancro da mama, no entanto é necessário realizar estudos com programas de exercício físico de maior duração, constituídos por amostras de maior dimensão e com um grupo controlo para se poder tirar conclusões mais consistentes. |
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