Publicação
Dermatite atópica canina: abordagem clínica multimodal: estudo de 32 casos
| Resumo: | A dermatite atópica canina (DAC) é uma doença cutânea frequente na prática clínica veterinária. A etiopatogenia é complexa e multifatorial, não estando ainda totalmente compreendida. O prurido é um dos sinais clínicos mais relevantes, bem como a distribuição das lesões, no entanto é comum a presença de infeções e/ou de outras enfermidades cutâneas concorrentes que podem exacerbar ou alterar a apresentação clínica da doença. O diagnóstico da dermatite atópica (DA) baseia-se na história clínica e sintomatologia compatível, na investigação ou exclusão de outras dermatoses pruriginosas caninas e na aplicação dos "critérios de Favrot". Os testes alergológicos devem ser executados quando há indicação para a implementação de imunoterapia alergeno-específica (IAE). O plano terapêutico deve ser adaptado às necessidades de cada paciente e às possibilidades e capacidades de cada proprietário. A componente prática da presente dissertação, surge no âmbito do estágio curricular na Dermovet (serviço ambulatório especializado em dermatologia veterinária sediado em Barcelona), e engloba 32 cães com diagnóstico clínico de DA. Foram analisados os dados epidemiológicos dos animais em estudo, a história e sinais clínicos observados, a prevalência de infeções secundárias cutâneas e/ou auriculares. Foi ainda elaborado um esquema do pensamento diagnóstico seguido durante a consulta de especialidade desses pacientes e referido o tratamento prescrito. Pretende-se deste modo contribuir para um entendimento simplificado mas completo desta doença canina. A amostra engloba cães de ambos os sexos, dos 7 meses até aos 8 anos de idade e de 14 raças distintas. A grande maioria dos pacientes manifestou sintomatologia cutânea antes dos 3 anos, sendo o prurido crónico a principal preocupação dos proprietários. O tipo e distribuição das lesões observadas com maior frequência coincidem com as referidas como características da doença, no entanto também se apresentaram à consulta cães com quadros clínicos pouco comuns. A presença de sobrecrescimento ou infeção cutânea e auricular, bacterianas e fúngicas, confirmou-se em diversos animais, tendo-se revelado fulcral a execução de exames diagnósticos imediatos. Elegeram-se protocolos terapêuticos plurais, destacando-se a prescrição de ciclosporina (Csp) A, antibióticos e antifúngicos orais, suspensões de gotas auriculares e banhos com champôs específicos. Os efeitos adversos foram raros e, se presentes, mínimos. O estudo permitiu concluir que a DAC se manifesta clinicamente e progride de diferente modo em cada paciente, exigindo do médico veterinário uma abordagem diagnóstica e terapêutica multidisciplinar e do proprietário o comprometimento e motivação essenciais para que se alcance a longo prazo o controlo da mesma. |
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| Autores principais: | Castro, Andreia Couceiro e |
| Assunto: | Cães Dermatite atópica Barcelona (Espanha) Hipersensibilidade Prurido Alergia |
| Ano: | 2017 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da UTAD |
| Resumo: | A dermatite atópica canina (DAC) é uma doença cutânea frequente na prática clínica veterinária. A etiopatogenia é complexa e multifatorial, não estando ainda totalmente compreendida. O prurido é um dos sinais clínicos mais relevantes, bem como a distribuição das lesões, no entanto é comum a presença de infeções e/ou de outras enfermidades cutâneas concorrentes que podem exacerbar ou alterar a apresentação clínica da doença. O diagnóstico da dermatite atópica (DA) baseia-se na história clínica e sintomatologia compatível, na investigação ou exclusão de outras dermatoses pruriginosas caninas e na aplicação dos "critérios de Favrot". Os testes alergológicos devem ser executados quando há indicação para a implementação de imunoterapia alergeno-específica (IAE). O plano terapêutico deve ser adaptado às necessidades de cada paciente e às possibilidades e capacidades de cada proprietário. A componente prática da presente dissertação, surge no âmbito do estágio curricular na Dermovet (serviço ambulatório especializado em dermatologia veterinária sediado em Barcelona), e engloba 32 cães com diagnóstico clínico de DA. Foram analisados os dados epidemiológicos dos animais em estudo, a história e sinais clínicos observados, a prevalência de infeções secundárias cutâneas e/ou auriculares. Foi ainda elaborado um esquema do pensamento diagnóstico seguido durante a consulta de especialidade desses pacientes e referido o tratamento prescrito. Pretende-se deste modo contribuir para um entendimento simplificado mas completo desta doença canina. A amostra engloba cães de ambos os sexos, dos 7 meses até aos 8 anos de idade e de 14 raças distintas. A grande maioria dos pacientes manifestou sintomatologia cutânea antes dos 3 anos, sendo o prurido crónico a principal preocupação dos proprietários. O tipo e distribuição das lesões observadas com maior frequência coincidem com as referidas como características da doença, no entanto também se apresentaram à consulta cães com quadros clínicos pouco comuns. A presença de sobrecrescimento ou infeção cutânea e auricular, bacterianas e fúngicas, confirmou-se em diversos animais, tendo-se revelado fulcral a execução de exames diagnósticos imediatos. Elegeram-se protocolos terapêuticos plurais, destacando-se a prescrição de ciclosporina (Csp) A, antibióticos e antifúngicos orais, suspensões de gotas auriculares e banhos com champôs específicos. Os efeitos adversos foram raros e, se presentes, mínimos. O estudo permitiu concluir que a DAC se manifesta clinicamente e progride de diferente modo em cada paciente, exigindo do médico veterinário uma abordagem diagnóstica e terapêutica multidisciplinar e do proprietário o comprometimento e motivação essenciais para que se alcance a longo prazo o controlo da mesma. |
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