Publicação
Uso da Fotointerpretação na Georreferenciação do Cadastro Predial: Caso de estudo das precisões posicional e dimensional do cadastro simplificado em solo agrícola
| Resumo: | A criação do Sistema de Informação Cadastral Simplificada (SICS) e do Balcão Único do Prédio (BUPi), em 2017, aliada ao crescente uso dos Sistemas de Informação Geográfica (SIG), introduziu uma mudança significativa na forma de produzir informação cadastral em Portugal. Com este sistema, a georreferenciação dos prédios passou a ser feita sobretudo com base na fotointerpretação de imagens aéreas, atribuindo aos proprietários a responsabilidade pela delimitação das suas propriedades. Nesta dissertação, avaliaram-se as precisões posicional e dimensional do SICS em solo agrícola. Sob a orientação dos respetivos proprietários, simularam-se as Representações Gráficas Georreferenciadas (RGG) de diversos prédios, utilizando imagens ortorretificadas e imagens do Google Earth Pro. Os polígonos obtidos foram depois comparados com os adquiridos por um levantamento topográfico preciso, realizado com um recetor GNSS. O estudo ocorreu no distrito de Bragança, uma região caracterizada pela sua forte componente agrícola. Para sistematizar a análise, foi desenvolvido um modelo de geoprocessamento no ArcGIS Pro, que automatizou o cálculo dos indicadores de precisão, permitindo avaliar de forma rigorosa as discrepâncias entre as RGG e os dados de referência. Os resultados mostraram que, apesar das vantagens do SICS na simplificação do cadastro predial, existem limitações relevantes na precisão das georreferenciações realizadas por fotointerpretação. Embora elementos como muros e caminhos facilitem a delimitação das propriedades agrícolas, as inconsistências nas representações gráficas, especialmente em termos de precisão posicional, evidenciam as dificuldades enfrentadas pelos proprietários na interpretação das imagens e na determinação das estremas. No entanto, esses desafios foram contrastados com um desempenho mais favorável em termos dimensionais, com erros relativamente mais baixos na determinação das áreas. Em conclusão, embora o SICS e o BUPi tenham facilitado o processo de cadastro, as imagens aéreas ainda não são precisas o suficiente para substituir os métodos topográficos tradicionais. Melhorias nas tecnologias utilizadas e validações em campo são essenciais para garantir maior precisão e confiabilidade dos dados cadastrais. |
|---|---|
| Autores principais: | Mesquita, Cândido de Ataíde Nogueira |
| Assunto: | Cadastro predial Fotointerpretação Georreferenciação SIG |
| Ano: | 2025 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da UTAD |
| Resumo: | A criação do Sistema de Informação Cadastral Simplificada (SICS) e do Balcão Único do Prédio (BUPi), em 2017, aliada ao crescente uso dos Sistemas de Informação Geográfica (SIG), introduziu uma mudança significativa na forma de produzir informação cadastral em Portugal. Com este sistema, a georreferenciação dos prédios passou a ser feita sobretudo com base na fotointerpretação de imagens aéreas, atribuindo aos proprietários a responsabilidade pela delimitação das suas propriedades. Nesta dissertação, avaliaram-se as precisões posicional e dimensional do SICS em solo agrícola. Sob a orientação dos respetivos proprietários, simularam-se as Representações Gráficas Georreferenciadas (RGG) de diversos prédios, utilizando imagens ortorretificadas e imagens do Google Earth Pro. Os polígonos obtidos foram depois comparados com os adquiridos por um levantamento topográfico preciso, realizado com um recetor GNSS. O estudo ocorreu no distrito de Bragança, uma região caracterizada pela sua forte componente agrícola. Para sistematizar a análise, foi desenvolvido um modelo de geoprocessamento no ArcGIS Pro, que automatizou o cálculo dos indicadores de precisão, permitindo avaliar de forma rigorosa as discrepâncias entre as RGG e os dados de referência. Os resultados mostraram que, apesar das vantagens do SICS na simplificação do cadastro predial, existem limitações relevantes na precisão das georreferenciações realizadas por fotointerpretação. Embora elementos como muros e caminhos facilitem a delimitação das propriedades agrícolas, as inconsistências nas representações gráficas, especialmente em termos de precisão posicional, evidenciam as dificuldades enfrentadas pelos proprietários na interpretação das imagens e na determinação das estremas. No entanto, esses desafios foram contrastados com um desempenho mais favorável em termos dimensionais, com erros relativamente mais baixos na determinação das áreas. Em conclusão, embora o SICS e o BUPi tenham facilitado o processo de cadastro, as imagens aéreas ainda não são precisas o suficiente para substituir os métodos topográficos tradicionais. Melhorias nas tecnologias utilizadas e validações em campo são essenciais para garantir maior precisão e confiabilidade dos dados cadastrais. |
|---|