Publicação
Rastreio de agentes infeciosos em linfadenite granulomatosa de animais selvagens
| Resumo: | Há vários agentes infeciosos considerados, responsáveis por linfadenite granulomatosa. Deste modo, detetar a linfadenite granulomatosa é difícil uma vez que identificação clínica precoce dos animais infetados é um grande obstáculo. O diagnóstico baseia-se essencialmente em testes post mortem, como o exame macroscópico e histopatológico das lesões, técnicas microbiológicas e moleculares. Este trabalho teve como principal objetivo a identificação de agentes etiológicos infeciosos implicados em linfadenite granulomatosa de animais selvagens (veados e javalis) em Portugal, como Corynebacterium pseudotuberculosis, e dos géneros Nocardia, Rhodococcus e Mycobacterium. Assim como a identificação de Emmonsia crescens em saca-rabos pela técnica de reação em cadeia da polimerase (PCR). Realizaram-se ensaios moleculares através da técnica de PCR, com amostras de tecidos de gânglios linfáticos oriundos de animais selvagens, em Portugal. Foram estudados 46 gânglios linfáticos provenientes de 25 veados e 21 javalis que apresentavam lesões do tipo linfadenite granulomatose e 14 saca-rabos com suspeitas de linfadenite granulomatosa compatível com adiaspiromicose. Dos 46 gânglios linfáticos analisados, obtiveram-se resultados positivos para o género Mycobacterium em 60,9% dos gânglios. Para os géneros Nocardia e Corynebacterium obtiveram-se 15,2% positivos e para Rhodococcus nenhum gânglio foi positivo. A deteção de Mycobacterium foi superior em veados do que em javalis. Quatro (8,7%) gânglios linfáticos foram simultaneamente positivos ao género Mycobacterium e ao género Nocardia e outros quatro (8,7%) foram simultaneamente positivos ao género Mycobacterium e ao género Corynebacterium. Três (6,5%) amostras foram simultaneamente positivas a Nocardia e a Corynebacterium. Três amostras foram simultaneamente positivas aos três géneros. Dos catorze saca-rabos analisados, apenas três apresentaram linfadenite granulomatosa compatível com adiaspiromicose. Emmonsia crescens foi detetada por biologia molecular num macho de 3 anos, com boa condição corporal. Com os resultados obtidos neste estudo, foi possível verificar a presença de diferentes agentes infeciosos implicados em linfadenite granulomatosa em animais selvagens em Portugal. |
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| Autores principais: | Dias, Ana Patrícia Araújo |
| Assunto: | Linfadenite granulomatosa Nocardia Rhodococcus Mycobacterium |
| Ano: | 2016 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da UTAD |
| Resumo: | Há vários agentes infeciosos considerados, responsáveis por linfadenite granulomatosa. Deste modo, detetar a linfadenite granulomatosa é difícil uma vez que identificação clínica precoce dos animais infetados é um grande obstáculo. O diagnóstico baseia-se essencialmente em testes post mortem, como o exame macroscópico e histopatológico das lesões, técnicas microbiológicas e moleculares. Este trabalho teve como principal objetivo a identificação de agentes etiológicos infeciosos implicados em linfadenite granulomatosa de animais selvagens (veados e javalis) em Portugal, como Corynebacterium pseudotuberculosis, e dos géneros Nocardia, Rhodococcus e Mycobacterium. Assim como a identificação de Emmonsia crescens em saca-rabos pela técnica de reação em cadeia da polimerase (PCR). Realizaram-se ensaios moleculares através da técnica de PCR, com amostras de tecidos de gânglios linfáticos oriundos de animais selvagens, em Portugal. Foram estudados 46 gânglios linfáticos provenientes de 25 veados e 21 javalis que apresentavam lesões do tipo linfadenite granulomatose e 14 saca-rabos com suspeitas de linfadenite granulomatosa compatível com adiaspiromicose. Dos 46 gânglios linfáticos analisados, obtiveram-se resultados positivos para o género Mycobacterium em 60,9% dos gânglios. Para os géneros Nocardia e Corynebacterium obtiveram-se 15,2% positivos e para Rhodococcus nenhum gânglio foi positivo. A deteção de Mycobacterium foi superior em veados do que em javalis. Quatro (8,7%) gânglios linfáticos foram simultaneamente positivos ao género Mycobacterium e ao género Nocardia e outros quatro (8,7%) foram simultaneamente positivos ao género Mycobacterium e ao género Corynebacterium. Três (6,5%) amostras foram simultaneamente positivas a Nocardia e a Corynebacterium. Três amostras foram simultaneamente positivas aos três géneros. Dos catorze saca-rabos analisados, apenas três apresentaram linfadenite granulomatosa compatível com adiaspiromicose. Emmonsia crescens foi detetada por biologia molecular num macho de 3 anos, com boa condição corporal. Com os resultados obtidos neste estudo, foi possível verificar a presença de diferentes agentes infeciosos implicados em linfadenite granulomatosa em animais selvagens em Portugal. |
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