Publicação
A prática da Actividade Física diferenciada no desempenho funcional das pessoas com paralisia cerebral
| Resumo: | As pessoas com Paralisia Cerebral (PC) apresentam limitações neuromotoras e sensoriais, que levam à permanência de padrões anormais de postura e movimento. Todos estes factores vão influenciar o desempenho funcional da criança com PC. Com isto, é necessário que as crianças com PC executem actividades que estimulem o seu desenvolvimento global, e deste modo superem as suas dificuldades. Assim, o objectivo do nosso estudo foi verificar quais as diferenças dos efeitos induzidos por diferentes programas de Actividade Física nos indíviduos com Paralisia Cerebral institucionalizados ao nível das tarefas relacionadas com o desempenho funcional. Foi constituída uma amostra de 37 indíviduos com PC instituicionalizados, com idade média de 10,89 (3-16 anos), divididos em dois grupos com prática de actividade física diferenciada. Foram realizadas entrevistas aos técnicos que trabalham com as crianças instituicionalizadas, utilizando o teste PEDI (Pediatric Evaluation of Disability Inventory), tendo sido utilizadas a Parte I (habilidades funcionais) e a Parte II (assistência do técnico) nas áreas de auto-cuidado e mobilidade. Para classificar as crianças de acordo com a gravidade do comprometimento neuromotor foi utilizado o GMFCS (Gross Motor Function Classification System). Por último foi entregue um questionário (adaptado de Baecke, 1882) acerca da actividade física praticada pelos indíviduos. Para a análise estatística foi efectuada um teste não paramétrico com o coeficiente de correlação de spearman de modo a verificar a relação entre variáveis auto-cuidado, mobilidade, assistência do técnico ao auto-cuidado e assistência do técnico à mobilidade. Para verificar a relação do desempenho funcional nos dois grupos e nos subgrupos (nível de severidade motora) foi efectuado o teste Mann-Whitney. Os resultados do estudo indicam que existe uma correlação positiva entre todas as variáveis de desempenho funcional. Verificou-se que não existem diferenças estatísticamente significativas nos valores totais das variáveis do desempenho funcional entre os dois grupos, bem como, em função da severidade motora. Os valores do grau de severidade motora referem que quanto maior o grau de severidade, maior a dificuldade no desempenho funcional. |
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| Autores principais: | Carvalho, Ana Cristina de Castro Pereira |
| Assunto: | Paralisia Cerebral Desempenho Funcional Actividade Física diferenciada Cerebral Palsy Functional Performance Different Physical Activity |
| Ano: | 2010 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da UTAD |
| Resumo: | As pessoas com Paralisia Cerebral (PC) apresentam limitações neuromotoras e sensoriais, que levam à permanência de padrões anormais de postura e movimento. Todos estes factores vão influenciar o desempenho funcional da criança com PC. Com isto, é necessário que as crianças com PC executem actividades que estimulem o seu desenvolvimento global, e deste modo superem as suas dificuldades. Assim, o objectivo do nosso estudo foi verificar quais as diferenças dos efeitos induzidos por diferentes programas de Actividade Física nos indíviduos com Paralisia Cerebral institucionalizados ao nível das tarefas relacionadas com o desempenho funcional. Foi constituída uma amostra de 37 indíviduos com PC instituicionalizados, com idade média de 10,89 (3-16 anos), divididos em dois grupos com prática de actividade física diferenciada. Foram realizadas entrevistas aos técnicos que trabalham com as crianças instituicionalizadas, utilizando o teste PEDI (Pediatric Evaluation of Disability Inventory), tendo sido utilizadas a Parte I (habilidades funcionais) e a Parte II (assistência do técnico) nas áreas de auto-cuidado e mobilidade. Para classificar as crianças de acordo com a gravidade do comprometimento neuromotor foi utilizado o GMFCS (Gross Motor Function Classification System). Por último foi entregue um questionário (adaptado de Baecke, 1882) acerca da actividade física praticada pelos indíviduos. Para a análise estatística foi efectuada um teste não paramétrico com o coeficiente de correlação de spearman de modo a verificar a relação entre variáveis auto-cuidado, mobilidade, assistência do técnico ao auto-cuidado e assistência do técnico à mobilidade. Para verificar a relação do desempenho funcional nos dois grupos e nos subgrupos (nível de severidade motora) foi efectuado o teste Mann-Whitney. Os resultados do estudo indicam que existe uma correlação positiva entre todas as variáveis de desempenho funcional. Verificou-se que não existem diferenças estatísticamente significativas nos valores totais das variáveis do desempenho funcional entre os dois grupos, bem como, em função da severidade motora. Os valores do grau de severidade motora referem que quanto maior o grau de severidade, maior a dificuldade no desempenho funcional. |
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