Publicação
Satisfação e qualidade: a visão dos utilizadores das unidades de cuidados de saúde primários de Vila Real
| Resumo: | A opinião dos utentes tem tido um papel preponderante para a reforma dos cuidados de saúde primários (CSP) nomeadamente em termos de eficiência económica e melhoria dos cuidados de saúde. O objectivo principal desta investigação consiste em conhecer o nível de satisfação dos utilizadores das Unidades de Cuidados de Saúde Primários de Vila Real (UCSPVR), com os serviços prestados pelos médicos, enfermeiros, administrativos e qualidade das instalações. Como instrumento de recolha de dados aplicámos um inquérito por questionário, sendo este constituído por três partes, uma relacionada com as características sóciodemográficas, outra com as características de contexto da visita ao centro de saúde; e a ultima com a escala de satisfação dos utentes do centro de saúde validada por Raposo et al (2009). Os questionários foram distribuídos pelos funcionários administrativos aos utentes, que recorreram às UCSP de Vila Real durante os dias 3 a 14 de Maio de 2010. A análise estatística dos dados baseou-se nos software SPSS 18.0 e AMOS 18.0. A amostra é constituída por 638 Utentes (314 CSI, 153 CSII e 171 USF), sendo 56,9% do género feminino, 45,3% têm idades compreendidas entre 26 e 45 anos, 48,1% trabalham por conta de outrem e 29,6% possuem ensino secundário. O contexto mais habitual de ida ao CS é feito numa frequência de 3 a 6 vezes por ano (29,3%), numa consulta de rotina (50,3%), tendo 29,7% das consultas um tempo de espera superior ou igual a 2 meses e sendo habitualmente feita por telefone (47,6%). A maioria dos utentes gosta da localização do centro de saúde (82,8%), não têm dificuldades de deslocação a este (81,8%), sendo essa deslocação habitualmente feita em transporte próprio (64,1%). Quase a totalidade dos utentes têm medico de família (96,7%), sendo 58,3% atribuído e 77,7% não apresenta intenção da sua alteração. Os três CS diferenciam-se somente pela localização, tempo de espera, posse e forma de atribuição do médico de família e da possibilidade de comer ou beber no CS. O facto de não gostar da localização do CS, a existência de dificuldade de deslocação para este, o facto de o médico ser atribuído e a intenção de mudança de médico influenciam significativamente e negativamente todas as dimensões da escala de satisfação dos utentes; o tipo de instituição, a ocupação/actividade de trabalho, as habilitações literárias, o motivo associado à visita, o tempo de espera, a posse de médico de família e a possibilidade de comer e beber influenciam somente algumas dimensões da escala de satisfação dos utentes. |
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| Autores principais: | Silva, Lucinda Fátima Costa Vaz |
| Assunto: | Qualidade dos cuidados de saúde Satisfação do paciente Unidade de cuidados de saúde primários |
| Ano: | 2011 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da UTAD |
| Resumo: | A opinião dos utentes tem tido um papel preponderante para a reforma dos cuidados de saúde primários (CSP) nomeadamente em termos de eficiência económica e melhoria dos cuidados de saúde. O objectivo principal desta investigação consiste em conhecer o nível de satisfação dos utilizadores das Unidades de Cuidados de Saúde Primários de Vila Real (UCSPVR), com os serviços prestados pelos médicos, enfermeiros, administrativos e qualidade das instalações. Como instrumento de recolha de dados aplicámos um inquérito por questionário, sendo este constituído por três partes, uma relacionada com as características sóciodemográficas, outra com as características de contexto da visita ao centro de saúde; e a ultima com a escala de satisfação dos utentes do centro de saúde validada por Raposo et al (2009). Os questionários foram distribuídos pelos funcionários administrativos aos utentes, que recorreram às UCSP de Vila Real durante os dias 3 a 14 de Maio de 2010. A análise estatística dos dados baseou-se nos software SPSS 18.0 e AMOS 18.0. A amostra é constituída por 638 Utentes (314 CSI, 153 CSII e 171 USF), sendo 56,9% do género feminino, 45,3% têm idades compreendidas entre 26 e 45 anos, 48,1% trabalham por conta de outrem e 29,6% possuem ensino secundário. O contexto mais habitual de ida ao CS é feito numa frequência de 3 a 6 vezes por ano (29,3%), numa consulta de rotina (50,3%), tendo 29,7% das consultas um tempo de espera superior ou igual a 2 meses e sendo habitualmente feita por telefone (47,6%). A maioria dos utentes gosta da localização do centro de saúde (82,8%), não têm dificuldades de deslocação a este (81,8%), sendo essa deslocação habitualmente feita em transporte próprio (64,1%). Quase a totalidade dos utentes têm medico de família (96,7%), sendo 58,3% atribuído e 77,7% não apresenta intenção da sua alteração. Os três CS diferenciam-se somente pela localização, tempo de espera, posse e forma de atribuição do médico de família e da possibilidade de comer ou beber no CS. O facto de não gostar da localização do CS, a existência de dificuldade de deslocação para este, o facto de o médico ser atribuído e a intenção de mudança de médico influenciam significativamente e negativamente todas as dimensões da escala de satisfação dos utentes; o tipo de instituição, a ocupação/actividade de trabalho, as habilitações literárias, o motivo associado à visita, o tempo de espera, a posse de médico de família e a possibilidade de comer e beber influenciam somente algumas dimensões da escala de satisfação dos utentes. |
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