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Avaliação fitossanitária e estimativa do risco da floresta urbana de Figueira da Foz

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Resumo:Diante do crescimento da população e, consequentemente, da área urbanizada, as administrações públicas têm demonstrado um maior interesse na prática de arborização das cidades, principalmente no que concerne à qualidade e à preservação de seus espaços de circulação. É destacada, portanto, a procura por métodos eficazes de manutenção desta infraestrutura verde, dando-a boas condições fitossanitárias que viabilizam potenciar os inegáveis, múltiplos e essenciais benefícios que as árvores oferecem à qualidade de vida do cidadão, e, paralelamente, oferecer uma estrutura que represente um baixo risco para pessoas ou bens. Naturalmente, as árvores, sobretudo as de maior porte, têm um perigo potencial, geralmente associado a possíveis fraturas de ramos, pernadas ou basculamento da própria árvore. Assim, é evidente a relevância de métodos de avaliação fitossanitária que ajudem a perceber a sua condição de risco. Neste contexto, surge o presente estudo, que considerou o inventário parcial da população arbórea de sete arruamentos e jardins de Figueira da Foz, para um universo de 455 árvores. A principal metodologia utilizada foi o VTA (Visual Tree Assessment), o qual baseia-se no facto das árvores, ao crescerem, manterem tensão uniforme por todas as suas estruturas que, ao serem alteradas por qualquer defeito, tentam restabelecer o equilíbrio. Foi observado, portanto, se cada árvore e toda a sua estrutura se encontravam em um estado visivelmente equilibrado e, em casos negativos, quais eram os principais órgãos problemáticos. Além da avaliação fitossanitária por VTA, foram ainda considerados os parâmetros dendrológicos, dendrométricos e, sempre que necessário, foi utilizado um resistógrafo para se diagnosticar os defeitos do lenho. Esta é uma ferramenta que permite quantificar a resistência apresentada pela árvore à perfuração de uma broca, reproduzindo graficamente os resultados, que, por sua vez, permitem avaliar, de modo não destrutivo, o crescimento secundário do lenho, a deteção de podridões, a densidade da madeira e a localização/profundidade de fendas e espaços ocos. Tais observações e a quantificação do risco, somados ao reforço daquilo que foi revisto na literatura, permitiram sinalizar 91 (20%) árvores em condições mais problemáticas, além de 5 (1,1%) já mortas. As propostas de intervenção que compreenderam tratamentos fitossanitários e podas de diferentes tipologias foram feitas no sentido de diminuir o risco e melhorar a condição global do arvoredo. Houve 34 (7,5%) situações de abate nas quais, pela avaliação fitossanitária, consideraram-se mais razoáveis a substituição ou a remoção da árvore pela elevada probabilidade de ocorrência de danos a pessoas ou bens. Toda a discussão verte-se em conclusões e propostas fundamentadas que buscam tanto melhorar a condição global da Floresta Urbana de Figueira da Foz, como servir de referência para possíveis situações similares no futuro.
Autores principais:Magrini, Filipi
Assunto:Visual Tree Assessment Redução de podas em rolagem
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Idioma:português
Origem:Repositório da UTAD
Descrição
Resumo:Diante do crescimento da população e, consequentemente, da área urbanizada, as administrações públicas têm demonstrado um maior interesse na prática de arborização das cidades, principalmente no que concerne à qualidade e à preservação de seus espaços de circulação. É destacada, portanto, a procura por métodos eficazes de manutenção desta infraestrutura verde, dando-a boas condições fitossanitárias que viabilizam potenciar os inegáveis, múltiplos e essenciais benefícios que as árvores oferecem à qualidade de vida do cidadão, e, paralelamente, oferecer uma estrutura que represente um baixo risco para pessoas ou bens. Naturalmente, as árvores, sobretudo as de maior porte, têm um perigo potencial, geralmente associado a possíveis fraturas de ramos, pernadas ou basculamento da própria árvore. Assim, é evidente a relevância de métodos de avaliação fitossanitária que ajudem a perceber a sua condição de risco. Neste contexto, surge o presente estudo, que considerou o inventário parcial da população arbórea de sete arruamentos e jardins de Figueira da Foz, para um universo de 455 árvores. A principal metodologia utilizada foi o VTA (Visual Tree Assessment), o qual baseia-se no facto das árvores, ao crescerem, manterem tensão uniforme por todas as suas estruturas que, ao serem alteradas por qualquer defeito, tentam restabelecer o equilíbrio. Foi observado, portanto, se cada árvore e toda a sua estrutura se encontravam em um estado visivelmente equilibrado e, em casos negativos, quais eram os principais órgãos problemáticos. Além da avaliação fitossanitária por VTA, foram ainda considerados os parâmetros dendrológicos, dendrométricos e, sempre que necessário, foi utilizado um resistógrafo para se diagnosticar os defeitos do lenho. Esta é uma ferramenta que permite quantificar a resistência apresentada pela árvore à perfuração de uma broca, reproduzindo graficamente os resultados, que, por sua vez, permitem avaliar, de modo não destrutivo, o crescimento secundário do lenho, a deteção de podridões, a densidade da madeira e a localização/profundidade de fendas e espaços ocos. Tais observações e a quantificação do risco, somados ao reforço daquilo que foi revisto na literatura, permitiram sinalizar 91 (20%) árvores em condições mais problemáticas, além de 5 (1,1%) já mortas. As propostas de intervenção que compreenderam tratamentos fitossanitários e podas de diferentes tipologias foram feitas no sentido de diminuir o risco e melhorar a condição global do arvoredo. Houve 34 (7,5%) situações de abate nas quais, pela avaliação fitossanitária, consideraram-se mais razoáveis a substituição ou a remoção da árvore pela elevada probabilidade de ocorrência de danos a pessoas ou bens. Toda a discussão verte-se em conclusões e propostas fundamentadas que buscam tanto melhorar a condição global da Floresta Urbana de Figueira da Foz, como servir de referência para possíveis situações similares no futuro.