Publicação
Produtividade e qualidade do fruto da cerejeira (Prunus avium L.) em resposta à aplicação em précolheita de cálcio e de bioestimulante à base de algas
| Resumo: | A cerejeira (Prunus avium L.) é uma das árvores de fruto de maior relevância comercial em climas temperados, e o seu fruto é um dos mais apreciados pelos consumidores pelas suas características organoléticas que proporcionam benefícios para a saúde humana. No entanto, esta cultura apresenta-se desafiadora e de alto risco, estando sujeita a pragas, doenças e fenómenos meteorológicos que provocam desordens de origem fisiológica com redução da produtividade e qualidade dos frutos e que continuam a ser as principais áreas de estudo no presente. Assim, com este trabalho pretende-se avaliar o efeito da aplicação foliar, em pré-colheita, de cálcio e bioestimulante, à base de algas, na produtividade e qualidade do fruto de cerejeira. O ensaio foi realizado em 2019 em cerejeiras da cv. Burlat com 10 anos, na exploração agrícola da Cermouros, localizada na freguesia de São Martinho dos Mouros, concelho de Resende, distrito de Viseu. Foram definidos cinco tratamentos correspondentes ao uso de bioestimulante baseado na aplicação do produto comercial “Foralg BMo” à concentração de 75mL.hL-1 (Bio75) e de 150mL.hL-1 (Bio150), e de cálcio, baseado na aplicação do produto comercial “Kiplant C” à concentração de 150g.hL-1 (Ca150) e de 300g.hL-1 (Ca300). No tratamento controlo positivo (Controlo) foram aplicados ambos os produtos comerciais nas suas concentrações máximas. À colheita, foi determinada a produção total por árvore, e em laboratório analisaramse os parâmetros de qualidade dos frutos, pela quantificação de parâmetros biométricos (peso, altura e diâmetros), cromáticos, físico-químicos (teor em sólidos solúveis totais, acidez titulável, pH, textura, índice de rachamento). Foi também avaliada a qualidade nutricional da cereja pela determinação dos teores em compostos fenólicos e da atividade antioxidante. Adicionalmente, efetuou-se o estudo do perfil sensorial da cereja. Os resultados mostraram que a aplicação foliar de cálcio e bioestimulantes não influenciou de forma significativa a produção, produtividade e qualidade dos frutos. Entre os vários tratamentos em estudo, o tratamento Ca300 originou menor quantidade de refugo mas sem efeito positivo na produtividade e produção total. Por sua vez, o tratamento Ca150 foi o responsável por frutos tendencialmente mais pequenos e menos firmes. Em relação aos tratamentos com bioestimulante, não se observaram diferenças significativas na maioria dos parâmetros avaliados. No entanto, os frutos tratados com bioestimulante na concentração mais elevada (Bio150) apresentaram maior atividade antioxidante, independentemente do método de determinação usado. Em suma, os resultados obtidos neste trabalho sugerem que a aplicação quer de cálcio quer de bioestimulante podem melhorar a produção e qualidade da cereja. Porém, mais estudos deverão ser realizados, tendo em conta as cultivares, as concentrações dos produtos, mas também as condições climáticas dos locais, por forma a melhor entender o efeito destes produtos na produção e qualidade da cereja. |
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| Autores principais: | Pinto, Beatriz de Meneses e |
| Assunto: | Prunus avium Ascophyllum nodosun |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da UTAD |
| Resumo: | A cerejeira (Prunus avium L.) é uma das árvores de fruto de maior relevância comercial em climas temperados, e o seu fruto é um dos mais apreciados pelos consumidores pelas suas características organoléticas que proporcionam benefícios para a saúde humana. No entanto, esta cultura apresenta-se desafiadora e de alto risco, estando sujeita a pragas, doenças e fenómenos meteorológicos que provocam desordens de origem fisiológica com redução da produtividade e qualidade dos frutos e que continuam a ser as principais áreas de estudo no presente. Assim, com este trabalho pretende-se avaliar o efeito da aplicação foliar, em pré-colheita, de cálcio e bioestimulante, à base de algas, na produtividade e qualidade do fruto de cerejeira. O ensaio foi realizado em 2019 em cerejeiras da cv. Burlat com 10 anos, na exploração agrícola da Cermouros, localizada na freguesia de São Martinho dos Mouros, concelho de Resende, distrito de Viseu. Foram definidos cinco tratamentos correspondentes ao uso de bioestimulante baseado na aplicação do produto comercial “Foralg BMo” à concentração de 75mL.hL-1 (Bio75) e de 150mL.hL-1 (Bio150), e de cálcio, baseado na aplicação do produto comercial “Kiplant C” à concentração de 150g.hL-1 (Ca150) e de 300g.hL-1 (Ca300). No tratamento controlo positivo (Controlo) foram aplicados ambos os produtos comerciais nas suas concentrações máximas. À colheita, foi determinada a produção total por árvore, e em laboratório analisaramse os parâmetros de qualidade dos frutos, pela quantificação de parâmetros biométricos (peso, altura e diâmetros), cromáticos, físico-químicos (teor em sólidos solúveis totais, acidez titulável, pH, textura, índice de rachamento). Foi também avaliada a qualidade nutricional da cereja pela determinação dos teores em compostos fenólicos e da atividade antioxidante. Adicionalmente, efetuou-se o estudo do perfil sensorial da cereja. Os resultados mostraram que a aplicação foliar de cálcio e bioestimulantes não influenciou de forma significativa a produção, produtividade e qualidade dos frutos. Entre os vários tratamentos em estudo, o tratamento Ca300 originou menor quantidade de refugo mas sem efeito positivo na produtividade e produção total. Por sua vez, o tratamento Ca150 foi o responsável por frutos tendencialmente mais pequenos e menos firmes. Em relação aos tratamentos com bioestimulante, não se observaram diferenças significativas na maioria dos parâmetros avaliados. No entanto, os frutos tratados com bioestimulante na concentração mais elevada (Bio150) apresentaram maior atividade antioxidante, independentemente do método de determinação usado. Em suma, os resultados obtidos neste trabalho sugerem que a aplicação quer de cálcio quer de bioestimulante podem melhorar a produção e qualidade da cereja. Porém, mais estudos deverão ser realizados, tendo em conta as cultivares, as concentrações dos produtos, mas também as condições climáticas dos locais, por forma a melhor entender o efeito destes produtos na produção e qualidade da cereja. |
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