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Empreendedorismo social no distrito de Bragança: antecedentes e resultados

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Resumo:A preocupação com os seres humanos mais desfavorecidos não é de agora, sempre existiu. No entanto, ao longo dos últimos anos verificou-se um aumento no interesse pelo fenómeno designado por “empreendedorismo social”. O empreendedorismo social permite o fornecimento de produtos e serviços aos mais necessitados, protege os Direitos Humanos, previne a degradação ambiental e atinge objetivos que, embora essenciais para a vida humana, são muitas vezes negligenciados pelo Estado. Os empreendedores sociais são muitas vezes considerados indivíduos “especiais” porque atribuem maior importância à criação de valor social do que ao aumento do lucro. Para além disso, o emprendedorismo social é também considerado como vital para o desenvolvimento económico, devido à criação de emprego e riqueza. No entanto, e relativamente à forma que o empreendedorismo social adquire, não existe consenso na literatura. Se, por um lado, há autores que consideram que este fenómeno só acontece em organizações não lucrativas (e. g., Lasprogata & Cotten, 2003; Morris, Coombes, Schindehutte, & Allen, 2007; Aamo, 2008; Kelley, 2009), por outro lado, há autores que afirmam que o empreendedorismo social tem lugar em qualquer tipo de organização (e. g., Austin, Stevenson, & Wei-Skillern, 2006; Korosec & Berman, 2006; Mair & Martí, 2006; Peredo & McLean, 2006; Neck, Brush, & Allen, 2009). Sendo o objetivo principal deste trabalho comparar as motivações e os efeitos (a criação de emprego e riqueza) do empreendedorismo social entre o setor privado lucrativo e o setor sem fins lucrativos, foram aplicados questionários a empresários e representantes de ISFL a operar no setor social. Os resultados indicam que o empreendedor social, no distrito de Bragança, pode assumir um de três perfis: filantropo, comercial e híbrido; os dois setores em estudo não apresentam diferenças estatisticamente significativas relativamente às motivações para a resolução de problemas sociais e à criação de riqueza; em relação à criação de emprego, o setor privado lucrativo contribui mais do que o setor sem fins lucrativos para a criação de postos de trabalho.
Autores principais:Pereira, Olga Filipa Rodrigues
Assunto:Empreendedorismo social Distrito de Bragança (Portugal) Empreendedores Motivação Setor privado lucrativo Setor sem fins lucrativos
Ano:2015
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Idioma:português
Origem:Repositório da UTAD
Descrição
Resumo:A preocupação com os seres humanos mais desfavorecidos não é de agora, sempre existiu. No entanto, ao longo dos últimos anos verificou-se um aumento no interesse pelo fenómeno designado por “empreendedorismo social”. O empreendedorismo social permite o fornecimento de produtos e serviços aos mais necessitados, protege os Direitos Humanos, previne a degradação ambiental e atinge objetivos que, embora essenciais para a vida humana, são muitas vezes negligenciados pelo Estado. Os empreendedores sociais são muitas vezes considerados indivíduos “especiais” porque atribuem maior importância à criação de valor social do que ao aumento do lucro. Para além disso, o emprendedorismo social é também considerado como vital para o desenvolvimento económico, devido à criação de emprego e riqueza. No entanto, e relativamente à forma que o empreendedorismo social adquire, não existe consenso na literatura. Se, por um lado, há autores que consideram que este fenómeno só acontece em organizações não lucrativas (e. g., Lasprogata & Cotten, 2003; Morris, Coombes, Schindehutte, & Allen, 2007; Aamo, 2008; Kelley, 2009), por outro lado, há autores que afirmam que o empreendedorismo social tem lugar em qualquer tipo de organização (e. g., Austin, Stevenson, & Wei-Skillern, 2006; Korosec & Berman, 2006; Mair & Martí, 2006; Peredo & McLean, 2006; Neck, Brush, & Allen, 2009). Sendo o objetivo principal deste trabalho comparar as motivações e os efeitos (a criação de emprego e riqueza) do empreendedorismo social entre o setor privado lucrativo e o setor sem fins lucrativos, foram aplicados questionários a empresários e representantes de ISFL a operar no setor social. Os resultados indicam que o empreendedor social, no distrito de Bragança, pode assumir um de três perfis: filantropo, comercial e híbrido; os dois setores em estudo não apresentam diferenças estatisticamente significativas relativamente às motivações para a resolução de problemas sociais e à criação de riqueza; em relação à criação de emprego, o setor privado lucrativo contribui mais do que o setor sem fins lucrativos para a criação de postos de trabalho.