Publicação
Oxigenoterapia hiperbárica na síndrome de resposta inflamatória sistémica em cães
| Resumo: | A Síndrome de Resposta Inflamatória Sistémica (SIRS) pode ter etiologias muito diversas, podendo estas ser de traumáticas ou não traumáticas. Aquando da inflamação ocorre a libertação de mediadores inflamatórios, que trazem consequências, a nível local e sistémico, que podem ser deletérias para o organismo. A utilização da oxigenoterapia hiperbárica (HBOT) tem vindo a crescer na Medicina Veterinária, para diferentes doenças, incluindo a SIRS. Nestes casos, a HBOT tem como objetivo a diminuição da resposta inflamatória e um incremento da oxigenação dos tecidos, protegendo os mesmos de efeitos negativos da inflamação. No presente estudo foram observados os efeitos da HBOT em casos de SIRS, sendo que os objetivos do mesmo foram avaliar a segurança e eficácia da oxigenioterapia hiperbárica em cães com apresentação clínica de SIRS e avaliar a possibilidade daquela constituir uma terapêutica adjuvante para a estabilização da apresentação clínica do doente com doença de etiologia traumática. Para tal, 49 cães com SIRS foram submetidos a oxigenioterapia hiperbárica no Centro de Reabilitação e Regeneração Animal de Lisboa. O protocolo utilizado inclui as fases de compressão, tratamento e descompressão, sendo que a fase de tratamento dura entre 30 e 45 minutos, a uma pressão de 2,4 a 2,8 ATA. No total, os animais estiveram entre 60 a 90 minutos dentro da câmara. Neste estudo concluiu-se que a HBOT é segura e tolerável e que o número de dias desde o diagnóstico e até ao início do tratamento interfere com os resultados clínicos e, portanto, esta terapêutica deve ser iniciada o mais precocemente possível. Observou-se progressão positiva em 73,5% (36/49) dos animais envolvidos no estudo, sugerindo que esta é também uma abordagem terapêutica eficaz, assim como útil como terapia adjuvante em lesões traumáticas e doenças não traumáticas (p = 0,360). |
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| Autores principais: | Almeida, Mariana Chichorro Ferreira de |
| Assunto: | Inflamação síndrome de resposta inflamatória sistémica oxigenoterapia hiperbárica oxigénio câmara hiperbárica cão |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da UTAD |
| Resumo: | A Síndrome de Resposta Inflamatória Sistémica (SIRS) pode ter etiologias muito diversas, podendo estas ser de traumáticas ou não traumáticas. Aquando da inflamação ocorre a libertação de mediadores inflamatórios, que trazem consequências, a nível local e sistémico, que podem ser deletérias para o organismo. A utilização da oxigenoterapia hiperbárica (HBOT) tem vindo a crescer na Medicina Veterinária, para diferentes doenças, incluindo a SIRS. Nestes casos, a HBOT tem como objetivo a diminuição da resposta inflamatória e um incremento da oxigenação dos tecidos, protegendo os mesmos de efeitos negativos da inflamação. No presente estudo foram observados os efeitos da HBOT em casos de SIRS, sendo que os objetivos do mesmo foram avaliar a segurança e eficácia da oxigenioterapia hiperbárica em cães com apresentação clínica de SIRS e avaliar a possibilidade daquela constituir uma terapêutica adjuvante para a estabilização da apresentação clínica do doente com doença de etiologia traumática. Para tal, 49 cães com SIRS foram submetidos a oxigenioterapia hiperbárica no Centro de Reabilitação e Regeneração Animal de Lisboa. O protocolo utilizado inclui as fases de compressão, tratamento e descompressão, sendo que a fase de tratamento dura entre 30 e 45 minutos, a uma pressão de 2,4 a 2,8 ATA. No total, os animais estiveram entre 60 a 90 minutos dentro da câmara. Neste estudo concluiu-se que a HBOT é segura e tolerável e que o número de dias desde o diagnóstico e até ao início do tratamento interfere com os resultados clínicos e, portanto, esta terapêutica deve ser iniciada o mais precocemente possível. Observou-se progressão positiva em 73,5% (36/49) dos animais envolvidos no estudo, sugerindo que esta é também uma abordagem terapêutica eficaz, assim como útil como terapia adjuvante em lesões traumáticas e doenças não traumáticas (p = 0,360). |
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