Publicação
Fatores que Influenciam a duração do Aleitamento Materno: contributos para a Enfermagem de Saúde Familiar
| Resumo: | Introdução: O aleitamento materno (AM) tem vantagens para a criança a curto e longo prazo, para a saúde da mãe, para a família e sociedade global. Objetivos: Determinar quais os fatores com enfoque na família que influenciam a duração do AM. Metodologia: É um estudo observacional, descritivo-correlacional, transversal e retrospetivo. A população são mulheres residentes na região Centro de Portugal que tiveram um filho biológico nascido em 2012 e 2013. A amostragem foi não probabilística, por conveniência, com a técnica de amostragem de bola de neve (n=427) obtida através de um questionário de preenchimento online entre 11 de novembro de 2015 a 11 de setembro de 2016. O tratamento de dados foi realizado com recurso ao software SPSS. Resultados: A prevalência do AM exclusivo até aos 6 meses, foi de 28,6%. Ao ano de idade da criança, 36,5% das crianças faziam leite materno e aos 2 anos, 15,7%. A idade em que houve maior abandono do AM foi antes do 1º mês de vida (11,20%). A duração do AM difere significativamente quanto ao número de filhos anteriores (p<0,018), nível de escolaridade (p<0,001), idade da criança quando a mãe voltou ao trabalho (p<0,01), tipo de família (p<0,038), funcionalidade familiar (p<0,021), local de vigilância da gravidez (p<0,026), experiência no AM em filhos anteriores (p<0,000), grau de dificuldade em conjugar o trabalho com o AM (p<0,002) e o apoio de familiares e amigos durante o AM (p<0,001). Conclusão: A prevalência do AM exclusivo até aos 6 meses e o AM aos 2 anos de vida indicam uma reduzida adesão às recomendações e metas estabelecidas da Organização Mundial da Saúde. Os fatores que estiveram relacionados com uma maior duração do AM foram o maior número de filhos anteriores, o maior nível de escolaridade materna, o regresso ao trabalho aos 6 meses de idade da criança, as famílias alargadas, uma maior funcionalidade familiar, uma vigilância da gravidez no sistema de saúde público, uma boa experiência no AM com um filho anterior, menos dificuldades em gerir o trabalho com o AM e o apoio de familiares e amigos. O apoio sociofamiliar mais relevante para a mulher no sucesso do AM foi o marido/companheiro, avó materna, seguida da internet e as amigas com experiência anterior em AM. Os profissionais que mais apoiaram as mulheres no AM foram os enfermeiros do hospital e os enfermeiros de família. No entanto, menos de metade das mulheres tiveram o apoio dos profissionais de saúde. O AM não pode ser restringido à díade. O enfermeiro de família precisa de conhecer e compreender a família nas suas várias dimensões, de forma a capacitá-la e apoiá-la através de intervenções efetivas, na sua opção pelo AM, de forma a obter ganhos em saúde globais. |
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| Autores principais: | Leal, Rita Maria Ferreira |
| Assunto: | aleitamento materno família saúde da família enfermagem familiar |
| Ano: | 2017 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da UTAD |
| Resumo: | Introdução: O aleitamento materno (AM) tem vantagens para a criança a curto e longo prazo, para a saúde da mãe, para a família e sociedade global. Objetivos: Determinar quais os fatores com enfoque na família que influenciam a duração do AM. Metodologia: É um estudo observacional, descritivo-correlacional, transversal e retrospetivo. A população são mulheres residentes na região Centro de Portugal que tiveram um filho biológico nascido em 2012 e 2013. A amostragem foi não probabilística, por conveniência, com a técnica de amostragem de bola de neve (n=427) obtida através de um questionário de preenchimento online entre 11 de novembro de 2015 a 11 de setembro de 2016. O tratamento de dados foi realizado com recurso ao software SPSS. Resultados: A prevalência do AM exclusivo até aos 6 meses, foi de 28,6%. Ao ano de idade da criança, 36,5% das crianças faziam leite materno e aos 2 anos, 15,7%. A idade em que houve maior abandono do AM foi antes do 1º mês de vida (11,20%). A duração do AM difere significativamente quanto ao número de filhos anteriores (p<0,018), nível de escolaridade (p<0,001), idade da criança quando a mãe voltou ao trabalho (p<0,01), tipo de família (p<0,038), funcionalidade familiar (p<0,021), local de vigilância da gravidez (p<0,026), experiência no AM em filhos anteriores (p<0,000), grau de dificuldade em conjugar o trabalho com o AM (p<0,002) e o apoio de familiares e amigos durante o AM (p<0,001). Conclusão: A prevalência do AM exclusivo até aos 6 meses e o AM aos 2 anos de vida indicam uma reduzida adesão às recomendações e metas estabelecidas da Organização Mundial da Saúde. Os fatores que estiveram relacionados com uma maior duração do AM foram o maior número de filhos anteriores, o maior nível de escolaridade materna, o regresso ao trabalho aos 6 meses de idade da criança, as famílias alargadas, uma maior funcionalidade familiar, uma vigilância da gravidez no sistema de saúde público, uma boa experiência no AM com um filho anterior, menos dificuldades em gerir o trabalho com o AM e o apoio de familiares e amigos. O apoio sociofamiliar mais relevante para a mulher no sucesso do AM foi o marido/companheiro, avó materna, seguida da internet e as amigas com experiência anterior em AM. Os profissionais que mais apoiaram as mulheres no AM foram os enfermeiros do hospital e os enfermeiros de família. No entanto, menos de metade das mulheres tiveram o apoio dos profissionais de saúde. O AM não pode ser restringido à díade. O enfermeiro de família precisa de conhecer e compreender a família nas suas várias dimensões, de forma a capacitá-la e apoiá-la através de intervenções efetivas, na sua opção pelo AM, de forma a obter ganhos em saúde globais. |
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