Publicação
Treino mental em natação aplicação de novo modelo de definição de objectivos
| Resumo: | Muitos investigadores têm estudado o treino mental e prestação desportivas nos mais variados contextos. No entanto, não existem análises do impacto do treino mental no rendimento desportivo em competição. A intenção deste projecto foi estudar o impacto da aplicação de um programa de treino mental com base no Novo Modelo de Definição de Objectivos (NMDO, Vasconcelos-Raposo, 2001), e modelação matemática dos parâmetros constituintes do nado (Silva, Mourão-Carvalhal, Durão & Campaniço, 2005/06) no perfil psicológico e na prestação em nadadores de elite portuguesa no decurso de duas épocas competitivas. Foi um estudo tipo Interpretativo de 9 estudos de caso, 4 do sexo masculino e 5 feminino, com idades compreendidas entre os 14 e 20 anos. Todos estiveram submetidos a um sistema de avaliação durante dois anos incidente na análise de perfis de evolução psicológico e de prestação (os procedimentos foram adaptados de Thomas & Nelson, 1996). O período de intervenção foi durante a primeira época. A segunda época foi apenas avaliativa (follow-up), totalizando sete avaliações durante os dois anos. O perfil psicológico foi avaliado pelos instrumentos: Perfil Psicológico de Prestação (Loher, 1986, adaptado por Vasconcelos-Raposo, 1993), Ficha de Avaliação da Capacidade de Visualização Mental (Bump, 1989 adaptado por Alves e Gomes, 1999), Teste de Atenção e Estilo Interpessoal (Nideffer, 1976), Instrumento Negativismo/ Autoconfiança (Adaptação do CSAI-2, por Vasconcelos-Raposo) e o Teste “Task and Ego Orientation in Sport Questionnaire” (Duda & Nicholls, 1989, adaptado por Fonseca & Biddle, 1996). A análise de nado dividiu-se em cronométrica (tempos parciais de resposta e final de prova) e biomecânica (frequência gestual, distância de ciclo e índice de nado). Em termos de estatística inferencial para a comparação entre momentos de avaliação foi utilizado o teste de Friedman, e quando este se apresentasse significativo (p<0,05) aplicou-se o teste de Wilcoxon para comparar pares de momentos ao longo da intervenção ou ao longo do follow up. Também foi utilizado o teste Wilcoxon com correcção de Bonferroni (o valor de significância foi dividido pelo número possível de combinações entre os momentos, 0,05/3 = 0,017 criando um nível de exigência maior devido ao número limitado da amostra) para comparar entre momentos nas duas épocas para as variáveis onde se registaram diferenças significativas no teste anterior (Munro, 2005). De acordo com os dados estatísticos podemos assumir que: os níveis de negativismo somático desceram durante a intervenção; o controlo do tipo de pensamentos decresceu da intervenção para o follow-up; as dimensões imagéticas “ver” e “sentir” foram significativamente maiores durante a intervenção; As dimensões do controlo da imagem, controlo emocional e visual em situação imagética melhoram de forma significativa durante a intervenção quando comparamos com o follow-up; e, a atenção ampla interna foi valorizada significativamente mais no período de intervenção quando a comparamos com o follow-up. Os dados de prestação foram melhores durante a intervenção para 6 dos 9 nadadores. Conclui-se que existiu um crescimento superior do perfil psicológico global durante o período deintervenção em relação ao período de retenção. O modelo adoptado está associado à melhoria do perfil psicológico dos (as) nadadores (as). O perfil psicológico dos nadadores e os resultados obtidos confirmam a longínqua teorização de Vasconcelos-Raposo e verificada neste estudo, sobre a influência significativa dos factores psicobiossociais no desempenho desportivo. Especificamente verificou-se a relação entre os perfis psicológicos e a prestação obtida em cada um dos anos avaliados pelos nadadores. Os perfis psicológicos descreveram de forma geral um crescimento que foi acompanhado pela obtenção das melhores marcas no final da intervenção ou no momento mais próximo desta. Verificou-se também uma forte associação entre a forma como se estabeleceu os objectivos e o perfil psicológico dos nadadores (as) da amostra. Por último, os princípios e metodologia subjacente ao treino mental parecem ser similares ao treino físico. |
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| Autores principais: | Simões, Paulo Jorge dos Santos Nunes Valente |
| Assunto: | Psicologia do desporto Natação--Treino mental |
| Ano: | 2008 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | tese de doutoramento |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da UTAD |
| Resumo: | Muitos investigadores têm estudado o treino mental e prestação desportivas nos mais variados contextos. No entanto, não existem análises do impacto do treino mental no rendimento desportivo em competição. A intenção deste projecto foi estudar o impacto da aplicação de um programa de treino mental com base no Novo Modelo de Definição de Objectivos (NMDO, Vasconcelos-Raposo, 2001), e modelação matemática dos parâmetros constituintes do nado (Silva, Mourão-Carvalhal, Durão & Campaniço, 2005/06) no perfil psicológico e na prestação em nadadores de elite portuguesa no decurso de duas épocas competitivas. Foi um estudo tipo Interpretativo de 9 estudos de caso, 4 do sexo masculino e 5 feminino, com idades compreendidas entre os 14 e 20 anos. Todos estiveram submetidos a um sistema de avaliação durante dois anos incidente na análise de perfis de evolução psicológico e de prestação (os procedimentos foram adaptados de Thomas & Nelson, 1996). O período de intervenção foi durante a primeira época. A segunda época foi apenas avaliativa (follow-up), totalizando sete avaliações durante os dois anos. O perfil psicológico foi avaliado pelos instrumentos: Perfil Psicológico de Prestação (Loher, 1986, adaptado por Vasconcelos-Raposo, 1993), Ficha de Avaliação da Capacidade de Visualização Mental (Bump, 1989 adaptado por Alves e Gomes, 1999), Teste de Atenção e Estilo Interpessoal (Nideffer, 1976), Instrumento Negativismo/ Autoconfiança (Adaptação do CSAI-2, por Vasconcelos-Raposo) e o Teste “Task and Ego Orientation in Sport Questionnaire” (Duda & Nicholls, 1989, adaptado por Fonseca & Biddle, 1996). A análise de nado dividiu-se em cronométrica (tempos parciais de resposta e final de prova) e biomecânica (frequência gestual, distância de ciclo e índice de nado). Em termos de estatística inferencial para a comparação entre momentos de avaliação foi utilizado o teste de Friedman, e quando este se apresentasse significativo (p<0,05) aplicou-se o teste de Wilcoxon para comparar pares de momentos ao longo da intervenção ou ao longo do follow up. Também foi utilizado o teste Wilcoxon com correcção de Bonferroni (o valor de significância foi dividido pelo número possível de combinações entre os momentos, 0,05/3 = 0,017 criando um nível de exigência maior devido ao número limitado da amostra) para comparar entre momentos nas duas épocas para as variáveis onde se registaram diferenças significativas no teste anterior (Munro, 2005). De acordo com os dados estatísticos podemos assumir que: os níveis de negativismo somático desceram durante a intervenção; o controlo do tipo de pensamentos decresceu da intervenção para o follow-up; as dimensões imagéticas “ver” e “sentir” foram significativamente maiores durante a intervenção; As dimensões do controlo da imagem, controlo emocional e visual em situação imagética melhoram de forma significativa durante a intervenção quando comparamos com o follow-up; e, a atenção ampla interna foi valorizada significativamente mais no período de intervenção quando a comparamos com o follow-up. Os dados de prestação foram melhores durante a intervenção para 6 dos 9 nadadores. Conclui-se que existiu um crescimento superior do perfil psicológico global durante o período deintervenção em relação ao período de retenção. O modelo adoptado está associado à melhoria do perfil psicológico dos (as) nadadores (as). O perfil psicológico dos nadadores e os resultados obtidos confirmam a longínqua teorização de Vasconcelos-Raposo e verificada neste estudo, sobre a influência significativa dos factores psicobiossociais no desempenho desportivo. Especificamente verificou-se a relação entre os perfis psicológicos e a prestação obtida em cada um dos anos avaliados pelos nadadores. Os perfis psicológicos descreveram de forma geral um crescimento que foi acompanhado pela obtenção das melhores marcas no final da intervenção ou no momento mais próximo desta. Verificou-se também uma forte associação entre a forma como se estabeleceu os objectivos e o perfil psicológico dos nadadores (as) da amostra. Por último, os princípios e metodologia subjacente ao treino mental parecem ser similares ao treino físico. |
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