Publicação
Discurso jornalístico em períodos de mudança: o caso do Jornal de Notícias, de 1974 a 1976
| Resumo: | A leitura de um jornal permite ao seu leitor manter-se informado acerca do que se passa a vários níveis, quer em termos nacionais, quer em termos internacionais. A presente dissertação de mestrado pretende mostrar que o jornal publicado é, também ele, elemento fundamental na reconstrução da história de um país, procurando dar-se resposta ao problema do conhecimento levantado na metodologia de investigação: Em que medida a hegemonia político-militar em Portugal no período de 1974 a 1976 condicionou o discurso jornalístico? O objeto de estudo do presente trabalho é o Jornal de Notícias. A partir da consulta dos jornais em arquivo e de relatos dos jornalistas do matutino, à época, procura-se caracterizar o contexto social, económico e político, compreendido entre o Estado Novo e o ano da realização das primeiras eleições constitucionais, em 1976. Para isso, foi constituída uma base de dados com recurso a jornais e a entrevistas que se encontram no acervo pessoal do autor. A dissertação encontra-se organizada em cinco capítulos. No primeiro começa-se por analisar a censura ao jornalismo durante o Estado Novo, na primeira fase com Oliveira Salazar, seguindo-se Marcelo Caetano. O segundo capítulo sintetiza os aspetos sociais, políticos e económicos vivenciados na fase de mudança, proporcionada pelo 25 de Abril de 1974. Seguidamente, o terceiro capítulo pretende caracterizar a imprensa escrita e o JN, em particular, nos meses que se seguiram à deposição do Regime até à entrada em vigor da Constituição de 1976. O quarto capítulo tem como objetivo a caracterização do(s) discurso(s) do matutino no pré e pós 25 de Abril, comparando a distribuição das secções no jornal, identificando os principais temas e géneros jornalísticos presentes, submetendo ao programa informático de análise estatística Tropes Semantic um corpus de textos jornalísticos. O último capítulo, Ruturas Ideológicas, pretende mostrar o modo como o diário portuense se foi posicionando ao longo da sua existência, e como a censura política foi dando lugar a uma censura económica, que determina o que é ou não publicado, de acordo com contextos externos. |
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| Autores principais: | Pinto, Ricardo Manuel Teixeira |
| Assunto: | Jornalismo Ditadura Democracia JN Revolução dos cravos PREC Influências político-partidárias |
| Ano: | 2014 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da UTAD |
| Resumo: | A leitura de um jornal permite ao seu leitor manter-se informado acerca do que se passa a vários níveis, quer em termos nacionais, quer em termos internacionais. A presente dissertação de mestrado pretende mostrar que o jornal publicado é, também ele, elemento fundamental na reconstrução da história de um país, procurando dar-se resposta ao problema do conhecimento levantado na metodologia de investigação: Em que medida a hegemonia político-militar em Portugal no período de 1974 a 1976 condicionou o discurso jornalístico? O objeto de estudo do presente trabalho é o Jornal de Notícias. A partir da consulta dos jornais em arquivo e de relatos dos jornalistas do matutino, à época, procura-se caracterizar o contexto social, económico e político, compreendido entre o Estado Novo e o ano da realização das primeiras eleições constitucionais, em 1976. Para isso, foi constituída uma base de dados com recurso a jornais e a entrevistas que se encontram no acervo pessoal do autor. A dissertação encontra-se organizada em cinco capítulos. No primeiro começa-se por analisar a censura ao jornalismo durante o Estado Novo, na primeira fase com Oliveira Salazar, seguindo-se Marcelo Caetano. O segundo capítulo sintetiza os aspetos sociais, políticos e económicos vivenciados na fase de mudança, proporcionada pelo 25 de Abril de 1974. Seguidamente, o terceiro capítulo pretende caracterizar a imprensa escrita e o JN, em particular, nos meses que se seguiram à deposição do Regime até à entrada em vigor da Constituição de 1976. O quarto capítulo tem como objetivo a caracterização do(s) discurso(s) do matutino no pré e pós 25 de Abril, comparando a distribuição das secções no jornal, identificando os principais temas e géneros jornalísticos presentes, submetendo ao programa informático de análise estatística Tropes Semantic um corpus de textos jornalísticos. O último capítulo, Ruturas Ideológicas, pretende mostrar o modo como o diário portuense se foi posicionando ao longo da sua existência, e como a censura política foi dando lugar a uma censura económica, que determina o que é ou não publicado, de acordo com contextos externos. |
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