Publicação

Diabetes em Movimento®-programa comunitário de exercício para pessoas com diabetes tipo 2: efeitos no controlo glicémico, fatores de risco cardiovascular e aptidão física

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:A atividade física é reconhecida como uma estratégia terapêutica não farmacológica fundamental para o controlo da diabetes tipo 2 e do risco cardiovascular associado. No entanto, a maioria dos diabéticos tipo 2 não pratica exercício de forma regular, quer por uma consciência insuficiente sobre os potenciais benefícios do exercício, quer pela falta de conhecimentos específicos sobre as suas recomendações atuais. Quais são então as recomendações de prescrição de exercício para pessoas com diabetes tipo 2? De que forma se podem prevenir as lesões e eventos adversos agudos associados à prática de exercício nesta população? Será o treino intervalado de alta intensidade (TIAI) um método seguro e eficaz no controlo glicémico agudo? Será um programa comunitário de exercício combinado, de elevada aplicabilidade, e desenvolvido com recursos materiais mínimos e de baixo custo, capaz de induzir benefícios no controlo glicémico, nos principais fatores de risco cardiovascular, e na aptidão física em pessoas com diabetes tipo 2? Para responder a estas questões foram realizados vários estudos: uma revisão sistemática das recomendações internacionais de prescrição de exercício para pessoas com diabetes tipo 2; uma revisão crítica sobre as principais medidas preventivas de lesões e eventos adversos agudos associados ao exercício nesta população; um estudo cruzado, randomizado e controlado sobre os efeitos agudos do TIAI no controlo glicémico em pessoas com diabetes tipo 2; e um estudo longitudinal sobre os efeitos de nove meses do Diabetes em Movimento®, um programa comunitário de exercício combinado, direcionado para pessoas com diabetes tipo 2, de elevada aplicabilidade, e desenvolvido com recursos materiais mínimos e de baixo custo, no controlo glicémico, nos principais fatores de risco cardiovascular modificáveis, e na aptidão física de um grupo de pessoas com diabetes tipo 2. Tendo em consideração os resultados dos estudos, os diabéticos tipo 2 devem seguir as recomendações de atividade física e exercício para a população geral. Contudo, a prescrição de exercício deve incluir recomendações para a prevenção e controlo de complicações como o pé diabético, retinopatia diabética, nefropatia diabética, neuropatia autonómica diabética, risco cardiovascular, patologias musculoesqueléticas, hipoglicemia, hiperglicemia, desidratação e interações entre os medicamentos e o exercício. O TIAI parece ter aplicabilidade em pessoas com diabetes tipo 2, e demonstrou ser um método seguro e mais eficaz no controlo glicémico agudo imediato do que o treino contínuo de intensidade moderada. Nove meses do programa Diabetes em Movimento® melhoraram de forma significativa os níveis da hemoglobina glicada, da glicose plasmática em jejum, do colesterol total, do colesterol HDL, do colesterol LDL, dos triglicerídeos, da pressão arterial sistólica, da pressão arterial diastólica, o índice de massa corporal, o perímetro abdominal, o risco de doença das artérias coronárias a 10 anos, a aptidão aeróbia, a força muscular, a agilidade/equilíbrio, e a flexibilidade de um grupo de pessoas com diabetes tipo 2.
Autores principais:Mendes, Romeu
Assunto:Atividade física Aptidão física Diabetes tipo 2 Intervenção comunitária Controlo glicémico Fatores de risco cardiovascular
Ano:2014
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Idioma:português
Origem:Repositório da UTAD
Descrição
Resumo:A atividade física é reconhecida como uma estratégia terapêutica não farmacológica fundamental para o controlo da diabetes tipo 2 e do risco cardiovascular associado. No entanto, a maioria dos diabéticos tipo 2 não pratica exercício de forma regular, quer por uma consciência insuficiente sobre os potenciais benefícios do exercício, quer pela falta de conhecimentos específicos sobre as suas recomendações atuais. Quais são então as recomendações de prescrição de exercício para pessoas com diabetes tipo 2? De que forma se podem prevenir as lesões e eventos adversos agudos associados à prática de exercício nesta população? Será o treino intervalado de alta intensidade (TIAI) um método seguro e eficaz no controlo glicémico agudo? Será um programa comunitário de exercício combinado, de elevada aplicabilidade, e desenvolvido com recursos materiais mínimos e de baixo custo, capaz de induzir benefícios no controlo glicémico, nos principais fatores de risco cardiovascular, e na aptidão física em pessoas com diabetes tipo 2? Para responder a estas questões foram realizados vários estudos: uma revisão sistemática das recomendações internacionais de prescrição de exercício para pessoas com diabetes tipo 2; uma revisão crítica sobre as principais medidas preventivas de lesões e eventos adversos agudos associados ao exercício nesta população; um estudo cruzado, randomizado e controlado sobre os efeitos agudos do TIAI no controlo glicémico em pessoas com diabetes tipo 2; e um estudo longitudinal sobre os efeitos de nove meses do Diabetes em Movimento®, um programa comunitário de exercício combinado, direcionado para pessoas com diabetes tipo 2, de elevada aplicabilidade, e desenvolvido com recursos materiais mínimos e de baixo custo, no controlo glicémico, nos principais fatores de risco cardiovascular modificáveis, e na aptidão física de um grupo de pessoas com diabetes tipo 2. Tendo em consideração os resultados dos estudos, os diabéticos tipo 2 devem seguir as recomendações de atividade física e exercício para a população geral. Contudo, a prescrição de exercício deve incluir recomendações para a prevenção e controlo de complicações como o pé diabético, retinopatia diabética, nefropatia diabética, neuropatia autonómica diabética, risco cardiovascular, patologias musculoesqueléticas, hipoglicemia, hiperglicemia, desidratação e interações entre os medicamentos e o exercício. O TIAI parece ter aplicabilidade em pessoas com diabetes tipo 2, e demonstrou ser um método seguro e mais eficaz no controlo glicémico agudo imediato do que o treino contínuo de intensidade moderada. Nove meses do programa Diabetes em Movimento® melhoraram de forma significativa os níveis da hemoglobina glicada, da glicose plasmática em jejum, do colesterol total, do colesterol HDL, do colesterol LDL, dos triglicerídeos, da pressão arterial sistólica, da pressão arterial diastólica, o índice de massa corporal, o perímetro abdominal, o risco de doença das artérias coronárias a 10 anos, a aptidão aeróbia, a força muscular, a agilidade/equilíbrio, e a flexibilidade de um grupo de pessoas com diabetes tipo 2.