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Pesquisa de Staphylococcus aureus e MRSA em lesões purulentas de leitões e suínos de engorda

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Resumo:A carne de suíno é das carnes mais consumidas atualmente, tanto a nível nacional como a nível europeu. O elevado consumo deve-se às suas qualidades nutricionais e também ao facto de ser um produto de fácil acesso e de baixo custo. Assim, a preocupação com a segurança alimentar torna-se essencial, uma vez que o alimento que chega ao consumidor tem de ser seguro e com qualidade. Desta forma, nos matadouros, é realizado um exame post mortem que permite identificar possíveis lesões ou doenças que podem por em risco a saúde do consumidor. As principais causas que levam à reprovação total das carcaças de suínos, em matadouro, são as osteomielites purulentas e os abcessos. Assim, a fim de se verificar se a presença de S. aureus e MRSA nas lesões anteriormente referidas, foram analisadas, de três matadouros distintos, amostras de leitões (n=48) e suínos de engorda (n=93), num total de 141 amostras. Nos leitões, colheu-se uma amostra por animal, totalizando 38 abcessos obtidos do matadouro A e 10 abcessos obtidos do matadouro C. Das instalações do matadouro B obtiveram-se 5 amostras de lesões purulentas a partir de 5 suínos. Ainda deste matadouro, recolheu-se de 44 carcaças rejeitadas por osteomielite, duas amostras: conteúdo purulento da lesão e amostras da superfície da carcaça com o auxilio de zaragatoas. Com a análise de PCR, foi possível identificar a presença de MRSA em metade das amostras de abcessos de leitões. Relativamente às amostras provenientes dos suínos de engorda verificou-se a presença de MRSA em 6,8% das amostras de osteomielites. Igual percentagem foi verificada nas amostras de superfície de carcaça. Pode-se então concluir que existe necessidade que os animais detetados com estas lesões sejam adequadamente eliminados, de forma a não prejudicar o consumidor. Torna-se também importante identificar se existe algum perigo para os operadores no momento do abate do animal e se, aquando do aparecimento destas lesões, existe contaminação da linha de abate que, consequentemente, poderá contaminar outras carcaças. Relativamente ao produtor, é essencial que este identifique as perdas económicas provocadas por estas lesões e as repercussões negativas a nível da exploração, tanto em termos de saúde animal como do Homem.
Autores principais:Gonçalves, Andreia Basílio
Assunto:Segurança alimentar Leitões Suínos Osteomielites Carcaça Staphylococcus aureus Abcessos purulentos
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Idioma:português
Origem:Repositório da UTAD
Descrição
Resumo:A carne de suíno é das carnes mais consumidas atualmente, tanto a nível nacional como a nível europeu. O elevado consumo deve-se às suas qualidades nutricionais e também ao facto de ser um produto de fácil acesso e de baixo custo. Assim, a preocupação com a segurança alimentar torna-se essencial, uma vez que o alimento que chega ao consumidor tem de ser seguro e com qualidade. Desta forma, nos matadouros, é realizado um exame post mortem que permite identificar possíveis lesões ou doenças que podem por em risco a saúde do consumidor. As principais causas que levam à reprovação total das carcaças de suínos, em matadouro, são as osteomielites purulentas e os abcessos. Assim, a fim de se verificar se a presença de S. aureus e MRSA nas lesões anteriormente referidas, foram analisadas, de três matadouros distintos, amostras de leitões (n=48) e suínos de engorda (n=93), num total de 141 amostras. Nos leitões, colheu-se uma amostra por animal, totalizando 38 abcessos obtidos do matadouro A e 10 abcessos obtidos do matadouro C. Das instalações do matadouro B obtiveram-se 5 amostras de lesões purulentas a partir de 5 suínos. Ainda deste matadouro, recolheu-se de 44 carcaças rejeitadas por osteomielite, duas amostras: conteúdo purulento da lesão e amostras da superfície da carcaça com o auxilio de zaragatoas. Com a análise de PCR, foi possível identificar a presença de MRSA em metade das amostras de abcessos de leitões. Relativamente às amostras provenientes dos suínos de engorda verificou-se a presença de MRSA em 6,8% das amostras de osteomielites. Igual percentagem foi verificada nas amostras de superfície de carcaça. Pode-se então concluir que existe necessidade que os animais detetados com estas lesões sejam adequadamente eliminados, de forma a não prejudicar o consumidor. Torna-se também importante identificar se existe algum perigo para os operadores no momento do abate do animal e se, aquando do aparecimento destas lesões, existe contaminação da linha de abate que, consequentemente, poderá contaminar outras carcaças. Relativamente ao produtor, é essencial que este identifique as perdas económicas provocadas por estas lesões e as repercussões negativas a nível da exploração, tanto em termos de saúde animal como do Homem.