Publicação
Atividade física autosselecionada ou programada? Efeitos de 16 semanas sobre componentes bioquímicos, físicos e antropométricos de adolescentes de 15 a 17 anos
| Resumo: | O objetivo deste estudo foi analisar o efeito da prática de atividade física sob duas condições: programada em fitness e autosselecionada em esportes, sobre componentes bioquímicos, físicos e antropométricos em adolescentes no período de 16 semanas. Trata-se de um estudo experimental, longitudinal, com duração de quatro meses, em N=108 estudantes do Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia da Paraíba (IFPB), faixa etária de 15 a 17 anos, que foram divididos em 2 grupos: experimental (GE), n=53, submetidos a um programa de treinamento físico em atividades com base no fitness e um controle (GC), n=55, que autosselecionou suas atividades em modalidades esportivas. Os testes aplicados pré e pós-treinamento foram: frações lipídicas (colesterol, triglicerídeos, LDL, VLDL e HDL) e glicose, realizado por laboratório especializado, medidas corporais antropométricas e testes físicos de acordo com a bateria PROESP-BR. Todos os testes foram realizados nas dependências esportivas do IFPB. Os dados foram analisados por meio de anova de medidas repetidas, teste-t de estudent intragrupos, teste de Qui-quadrado (x2) intra e intergrupos e coeficiente de correlação r de Pearson. Resultados: Encontrou-se no GE, diferenças significativas (pré x pós) para a medida da Glicose (p=0,001, Δ=-4%), Colesterol Total (p=0,001, Δ=9%) e LDL (p=0,001, Δ=16%) e no GC, diferenças para as medidas do LDL (p=0,001, Δ=13%), VLDL (p=0,001, Δ=-19%) e Triglicerídeos (p=0,001, Δ=-18%). Nas variáveis antropométricas, foram observadas diferenças significativas para Estatura (t=-8,355; p=0,001) e IMC (t=2,379; p=0,021), no GE e o mesmo ocorreu no GC onde foram observadas alterações estatísticas na Estatura (t=-4,790; p=0,001) e IMC (t=3,789; p=0,001). A análise do efeito do tempo indicou valores significativos para Estatura (p=0,001) e IMC (p=0,001). Não houve valores significativos para os efeitos grupo e interativo (TempoxGrupo) em nenhuma variável. As medidas de desempenho físico foram significativamente diferentes para: Teste de 9 minutos (t = -13,257, p = 0,001, Δ= 25%), Força de Membros Superiores (FMB) medicine ball (t = -2,403, p = 0,020, Δ=6%), Força de Membros Inferiores (FSH) Salto Horizontal (t = -2,524, p = 0,015, Δ=13%), Resistência Muscular Abdominal (RMLabd) (t = -7,205, p = 0,001, Δ=27%), Teste de Velocidade (VEL20m) (t = 4,367, p = 0,001, Δ= -5%) e Teste de Flexibilidade sem Banco (FLEXs/b) (t = - 6,451, p = 0,001, Δ=30%) no GE (programada), e no GC (autosselecionada) para RMLabd (t = -4,138, p = 0,001, Δ=14%), Teste de Agilidade (AGILQ) quadrado (t = 2,846, p = 0,006, Δ= -4,3%), VEL20m (t = 2,250, p = 0,029, Δ=-2,5%) e FLEXs/b (t = -4,822, p = 0,001, Δ=19%). Conclusões: Os programas de intervenção foram similares entre os grupos, controle e experimental, nos efeitos sobre os componentes bioquímicos, desempenhos físico e antropométrico. Entretanto, o tipo de atividade física programada em fitness demonstrou causar mais alterações sobre tais efeitos. Dessa forma, sugere-se que um programas de exercícios, especialmente no ensino médio, sejam diversificados, estimulando tanto a prática de fitness quanto as de modalidades esportivas. Além disso, é importante salientar, que mesmo o estudante selecionando a intensidade da forma mais espontânea, o importante é a prática continuada da atividade física. |
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| Autores principais: | Neto, Cláudio de Franceschi |
| Assunto: | Educação física Adolescentes Antropometria Bioquímica Treino Atividade motora Desempenho atlético |
| Ano: | 2015 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | tese de doutoramento |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da UTAD |
| Resumo: | O objetivo deste estudo foi analisar o efeito da prática de atividade física sob duas condições: programada em fitness e autosselecionada em esportes, sobre componentes bioquímicos, físicos e antropométricos em adolescentes no período de 16 semanas. Trata-se de um estudo experimental, longitudinal, com duração de quatro meses, em N=108 estudantes do Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia da Paraíba (IFPB), faixa etária de 15 a 17 anos, que foram divididos em 2 grupos: experimental (GE), n=53, submetidos a um programa de treinamento físico em atividades com base no fitness e um controle (GC), n=55, que autosselecionou suas atividades em modalidades esportivas. Os testes aplicados pré e pós-treinamento foram: frações lipídicas (colesterol, triglicerídeos, LDL, VLDL e HDL) e glicose, realizado por laboratório especializado, medidas corporais antropométricas e testes físicos de acordo com a bateria PROESP-BR. Todos os testes foram realizados nas dependências esportivas do IFPB. Os dados foram analisados por meio de anova de medidas repetidas, teste-t de estudent intragrupos, teste de Qui-quadrado (x2) intra e intergrupos e coeficiente de correlação r de Pearson. Resultados: Encontrou-se no GE, diferenças significativas (pré x pós) para a medida da Glicose (p=0,001, Δ=-4%), Colesterol Total (p=0,001, Δ=9%) e LDL (p=0,001, Δ=16%) e no GC, diferenças para as medidas do LDL (p=0,001, Δ=13%), VLDL (p=0,001, Δ=-19%) e Triglicerídeos (p=0,001, Δ=-18%). Nas variáveis antropométricas, foram observadas diferenças significativas para Estatura (t=-8,355; p=0,001) e IMC (t=2,379; p=0,021), no GE e o mesmo ocorreu no GC onde foram observadas alterações estatísticas na Estatura (t=-4,790; p=0,001) e IMC (t=3,789; p=0,001). A análise do efeito do tempo indicou valores significativos para Estatura (p=0,001) e IMC (p=0,001). Não houve valores significativos para os efeitos grupo e interativo (TempoxGrupo) em nenhuma variável. As medidas de desempenho físico foram significativamente diferentes para: Teste de 9 minutos (t = -13,257, p = 0,001, Δ= 25%), Força de Membros Superiores (FMB) medicine ball (t = -2,403, p = 0,020, Δ=6%), Força de Membros Inferiores (FSH) Salto Horizontal (t = -2,524, p = 0,015, Δ=13%), Resistência Muscular Abdominal (RMLabd) (t = -7,205, p = 0,001, Δ=27%), Teste de Velocidade (VEL20m) (t = 4,367, p = 0,001, Δ= -5%) e Teste de Flexibilidade sem Banco (FLEXs/b) (t = - 6,451, p = 0,001, Δ=30%) no GE (programada), e no GC (autosselecionada) para RMLabd (t = -4,138, p = 0,001, Δ=14%), Teste de Agilidade (AGILQ) quadrado (t = 2,846, p = 0,006, Δ= -4,3%), VEL20m (t = 2,250, p = 0,029, Δ=-2,5%) e FLEXs/b (t = -4,822, p = 0,001, Δ=19%). Conclusões: Os programas de intervenção foram similares entre os grupos, controle e experimental, nos efeitos sobre os componentes bioquímicos, desempenhos físico e antropométrico. Entretanto, o tipo de atividade física programada em fitness demonstrou causar mais alterações sobre tais efeitos. Dessa forma, sugere-se que um programas de exercícios, especialmente no ensino médio, sejam diversificados, estimulando tanto a prática de fitness quanto as de modalidades esportivas. Além disso, é importante salientar, que mesmo o estudante selecionando a intensidade da forma mais espontânea, o importante é a prática continuada da atividade física. |
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