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Mensuração dos ventrículos laterais em cães de raças pequena e miniatura: hidrocefalia versus ventriculomegalia

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A hidrocefalia é a doença congénita mais comumente encontrada ao nível do sistema nervoso canino, consistindo numa alteração na circulação do líquido cefalorraquidiano, que conduz à dilatação do sistema ventricular ou do espaço subaracnoide, tratando-se de uma alteração mais frequente em raças pequenas e miniatura de espécie canina. Assim, este estudo pretende aplicar os rácios descritos para a identificação e classificação da ventriculomegalia, bem como averiguar a prevalência desta alteração. Para isso, foram analisadas imagens de tomografia computorizada de 47 cães de raças pequena e miniatura recebidos no Hospital de Referência Veterinária Montenegro entre Setembro de 2011 e Abril de 2016. Valores de altura ventricular superiores a 0,35 cm foram encontrados em 94% dos animais, dentro dos quais 49% são provenientes de animais cujos sinais clínicos incluem convulsões. De toda a amostra, 85% dos animais obtiveram valores superiores a 0,19 no rácio ventrículo/hemisfério, dos quais 45% são provenientes de animais com convulsões. Valores de rácio de altura ventrículo/cérebro superiores a 0,14 foram revelados por 81% dos animais, dentro dos quais também 45% provieram de animais com sinais convulsivos. A correlação entre os rácios de altura ventrículo/cérebro e ventrículo/hemisfério é positiva e altamente significativa (p<0,001). Valores de alturas dos ventrículos laterais correlacionam-se também positivamente com os rácios de altura ventrículo/cérebro e ventrículo/hemisfério do mesmo lado, de forma altamente significativa (p<0,001). Não foram encontradas diferenças significativas por género face aos ventrículos esquerdo (p>0,7071) e direito (p>0,2728), face ao rácio de altura ventrículo/cérebro do lado esquerdo (p>0.8670), nem face ao rácio ventrículo cérebro do lado direito (p>0.2894). A altura ventricular foi, em média, superior no ventrículo direito face ao esquerdo, e superior em machos. Propõe-se que, no futuro, este estudo seja efetuado recorrendo a análises comparativas de ventrículos laterais provenientes de ultrassonografia, tomografia computorizada e ressonância magnética, bem como com uma amostra superior, dividida em animais com e sem sinais de disfunção neurológica.
Autores principais:Gonçalves, Alexandra Carvalho Paredes
Assunto:Cães Ventrículos cerebrais Encefalopatias Técnicas de diagnóstico neurológico Precisão da medição dimensional Hidrocefalia Ventriculomegalia
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Idioma:português
Origem:Repositório da UTAD
Descrição
Resumo:A hidrocefalia é a doença congénita mais comumente encontrada ao nível do sistema nervoso canino, consistindo numa alteração na circulação do líquido cefalorraquidiano, que conduz à dilatação do sistema ventricular ou do espaço subaracnoide, tratando-se de uma alteração mais frequente em raças pequenas e miniatura de espécie canina. Assim, este estudo pretende aplicar os rácios descritos para a identificação e classificação da ventriculomegalia, bem como averiguar a prevalência desta alteração. Para isso, foram analisadas imagens de tomografia computorizada de 47 cães de raças pequena e miniatura recebidos no Hospital de Referência Veterinária Montenegro entre Setembro de 2011 e Abril de 2016. Valores de altura ventricular superiores a 0,35 cm foram encontrados em 94% dos animais, dentro dos quais 49% são provenientes de animais cujos sinais clínicos incluem convulsões. De toda a amostra, 85% dos animais obtiveram valores superiores a 0,19 no rácio ventrículo/hemisfério, dos quais 45% são provenientes de animais com convulsões. Valores de rácio de altura ventrículo/cérebro superiores a 0,14 foram revelados por 81% dos animais, dentro dos quais também 45% provieram de animais com sinais convulsivos. A correlação entre os rácios de altura ventrículo/cérebro e ventrículo/hemisfério é positiva e altamente significativa (p<0,001). Valores de alturas dos ventrículos laterais correlacionam-se também positivamente com os rácios de altura ventrículo/cérebro e ventrículo/hemisfério do mesmo lado, de forma altamente significativa (p<0,001). Não foram encontradas diferenças significativas por género face aos ventrículos esquerdo (p>0,7071) e direito (p>0,2728), face ao rácio de altura ventrículo/cérebro do lado esquerdo (p>0.8670), nem face ao rácio ventrículo cérebro do lado direito (p>0.2894). A altura ventricular foi, em média, superior no ventrículo direito face ao esquerdo, e superior em machos. Propõe-se que, no futuro, este estudo seja efetuado recorrendo a análises comparativas de ventrículos laterais provenientes de ultrassonografia, tomografia computorizada e ressonância magnética, bem como com uma amostra superior, dividida em animais com e sem sinais de disfunção neurológica.