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Caminhos de contrabando, ensaio documental

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Resumo:O Contrabando foi, durante muitas décadas, um meio de sobrevivência para as populações raianas. Num país como Portugal, com mais de um milhar de quilómetros de fronteira partilhada com Espanha, existem numerosas localidades, mais ou menos relevantes, que têm em comum um passado ligado ao contrabando e uma cultura de fronteira própria. Tourém, no Concelho de Montalegre é uma dessas localidades, uma pequena aldeia que, teve em tempos uma importância considerável no fenómeno do contrabando, o qual ajudava ao sustento de inúmeras famílias daquela localidade. A fronteira entre Portugal e Espanha, é, hoje, apenas uma memória daquilo que foi e que representou em tempos. Após os Acordos de Schengen, os países que assinaram estes acordos permitiram a abertura das suas fronteiras o que, sendo uma mais valia para a generalidade dos países, alterou de forma significativa a vida das pessoas que viviam da fronteira, de forma mais ou menos lícita. Desde então a fronteira foi deixada ao abandono, o que tem provocado um aumento de uma faixa de território cada vez mais vazia dos dois lados da fronteira. A presente dissertação pretende fazer uma reflexão, através da fotografia documental, sobre o atual estado da fronteira, dando um destaque especial, ao território em si e aos antigos contrabandistas. Pretende-se, assim, trabalhar a memória deste local, através do presente, procurando tentando ser um contributo para uma discussão ou pensamento sobre o futuro da fronteira. Por outro lado, espera-se que esta dissertação possa ser um contributo para a patrimonialização do contrabando e de toda a cultura da fronteira a nível local e nacional. Para tal, foi desenvolvido um trabalho documental autoral, no qual se faz uma interpretação da atualidade local de Tourém, incidindo principalmente nos temas do território, da fronteira e da memória, no qual se inclui o contrabando.
Autores principais:Santos, Hugo Carvalho dos
Assunto:Fotografia documental Contrabando Tourém (Montalegre, Portugal) Memória Território
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Idioma:português
Origem:Repositório da UTAD
Descrição
Resumo:O Contrabando foi, durante muitas décadas, um meio de sobrevivência para as populações raianas. Num país como Portugal, com mais de um milhar de quilómetros de fronteira partilhada com Espanha, existem numerosas localidades, mais ou menos relevantes, que têm em comum um passado ligado ao contrabando e uma cultura de fronteira própria. Tourém, no Concelho de Montalegre é uma dessas localidades, uma pequena aldeia que, teve em tempos uma importância considerável no fenómeno do contrabando, o qual ajudava ao sustento de inúmeras famílias daquela localidade. A fronteira entre Portugal e Espanha, é, hoje, apenas uma memória daquilo que foi e que representou em tempos. Após os Acordos de Schengen, os países que assinaram estes acordos permitiram a abertura das suas fronteiras o que, sendo uma mais valia para a generalidade dos países, alterou de forma significativa a vida das pessoas que viviam da fronteira, de forma mais ou menos lícita. Desde então a fronteira foi deixada ao abandono, o que tem provocado um aumento de uma faixa de território cada vez mais vazia dos dois lados da fronteira. A presente dissertação pretende fazer uma reflexão, através da fotografia documental, sobre o atual estado da fronteira, dando um destaque especial, ao território em si e aos antigos contrabandistas. Pretende-se, assim, trabalhar a memória deste local, através do presente, procurando tentando ser um contributo para uma discussão ou pensamento sobre o futuro da fronteira. Por outro lado, espera-se que esta dissertação possa ser um contributo para a patrimonialização do contrabando e de toda a cultura da fronteira a nível local e nacional. Para tal, foi desenvolvido um trabalho documental autoral, no qual se faz uma interpretação da atualidade local de Tourém, incidindo principalmente nos temas do território, da fronteira e da memória, no qual se inclui o contrabando.