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Relações parassociais: um desenvolvimento diferencial entre jovens portugueses

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Resumo:O ser humano é um ser social, que cria relações e desenvolve diferentes laços ao longo da sua vida. Os relacionamentos parassociais encontram-se no conjunto de relações que um indivíduo poderá criar e estabelecer. A presente dissertação visa aplicar e estudar o fenómeno do desenvolvimento de relações parassociais e da conectividade social entre os jovens portugueses. A amostra é constituída por 182 adultos portugueses, com idades compreendidas entre os 18 e os 57 anos (M = 24.6, DP = 6.47). O primeiro estudo empírico pretende validar a Parasocial Relationship Scale em conjunto com a Social Connectdeness Scale para o contexto português. Com recurso à análise fatorial confirmatória, foi possível obter um bom ajuste de modelo para a escala PSI (RMSEA = 0.083, CFI = 0.967, VEM = 0.540, FC = 0.921) e para a escala SCS (RMSEA = 0.077, CFI = 0.989, VEM = 0.593, FC = 0.938). A estrutura original da Parassocial Interaction Scale manteve-se, contrastando com o modelo da Social Connectedness Scale ao qual foi retirado um item. As propriedades psicométricas das escalas sugerem que a aplicação destas é concebível para a população portuguesa. No segundo estudo empírico procurou-se compreender quais os fatores que atuam como preditores do desenvolvimento de relações parassociais e da conectividade social. O modelo obtido para o desenvolvimento de relações parassociais [R 2 = .286; F(4,177) = 17.734; p < .001] apresentou quatro variáveis que atuam como preditores, estas estão relacionadas com os comportamentos online e ter ou não um relacionamento amoroso. No que diz respeito à conectividade social, o modelo apresentado [R 2 = .035; F(1,180) = 6.432; p = .012] indicou a idade como o único preditor, que demonstrou um efeito negativo.
Autores principais:Carvalho, Carina Isabel Madureira de
Assunto:relações parassociais conectividade social validação interação parassocial comportamentos online
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso embargado
Instituição associada:Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Idioma:português
Origem:Repositório da UTAD
Descrição
Resumo:O ser humano é um ser social, que cria relações e desenvolve diferentes laços ao longo da sua vida. Os relacionamentos parassociais encontram-se no conjunto de relações que um indivíduo poderá criar e estabelecer. A presente dissertação visa aplicar e estudar o fenómeno do desenvolvimento de relações parassociais e da conectividade social entre os jovens portugueses. A amostra é constituída por 182 adultos portugueses, com idades compreendidas entre os 18 e os 57 anos (M = 24.6, DP = 6.47). O primeiro estudo empírico pretende validar a Parasocial Relationship Scale em conjunto com a Social Connectdeness Scale para o contexto português. Com recurso à análise fatorial confirmatória, foi possível obter um bom ajuste de modelo para a escala PSI (RMSEA = 0.083, CFI = 0.967, VEM = 0.540, FC = 0.921) e para a escala SCS (RMSEA = 0.077, CFI = 0.989, VEM = 0.593, FC = 0.938). A estrutura original da Parassocial Interaction Scale manteve-se, contrastando com o modelo da Social Connectedness Scale ao qual foi retirado um item. As propriedades psicométricas das escalas sugerem que a aplicação destas é concebível para a população portuguesa. No segundo estudo empírico procurou-se compreender quais os fatores que atuam como preditores do desenvolvimento de relações parassociais e da conectividade social. O modelo obtido para o desenvolvimento de relações parassociais [R 2 = .286; F(4,177) = 17.734; p < .001] apresentou quatro variáveis que atuam como preditores, estas estão relacionadas com os comportamentos online e ter ou não um relacionamento amoroso. No que diz respeito à conectividade social, o modelo apresentado [R 2 = .035; F(1,180) = 6.432; p = .012] indicou a idade como o único preditor, que demonstrou um efeito negativo.