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Município, Biblioteca Pública e Escola: parceria estratégica para o século XXI

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Detalhes bibliográficos
Resumo:As Bibliotecas Públicas são organizações criadas, mantidas e financiadas pela administração local que disponibilizam o acesso livre ao conhecimento, informação, leitura e aprendizagem ao longo da vida, através de um leque alargado de recursos, serviços e atividades que procuram responder às necessidades da comunidade. Assumemse como um inestimável recurso estratégico local porque desempenham funções multifacetadas, assegurando inclusão, vínculo e participação na vida cultural e educativa local, contribuindo para a socialização, capacitação e coesão comunitária. Tomando como objeto de análise o seu envolvimento com outros atores da comunidade que servem, pareceu-nos relevante alargar o horizonte de questionamento sobre a sua valorização para os territórios no contexto das atuais políticas de descentralização de competências para as autarquias locais. Para o efeito, fizemos uma abordagem qualitativa, desenvolvendo um estudo de multicaso em torno da sua intervenção na dinâmica cultural e educativa local, procurando conhecer e interpretar as representações de atores com responsabilidades nesta área específica, sobre as principais dimensões de ação bibliotecária, o posicionamento estratégico em relação aos municípios e às escolas, e a necessidade imperativa de um trabalho colaborativo em rede. Recorremos a diferentes técnicas de recolha de dados, nomeadamente à análise documental e à entrevista semiestruturada, bem como à análise de conteúdo, enquanto técnica de análise e interpretação dos dados obtidos. As representações dos atores implicados mostram-nos que acreditam numa política educativa municipal que deve respeitar uma regulação partilhada, contando com a participação das Bibliotecas Públicas. Apontam, ainda, para uma frágil valorização destes equipamentos culturais como recursos estratégicos locais. Na sua relação com a escola, justifica-se uma planificação mútua de atividades em complementaridade com as aprendizagens curriculares. Às redes de bibliotecas associam dinâmica, padronização de serviços, partilha de recursos e atividades, e o reforço da legitimidade e status quo, uma vez que conquistam maior impacto e visibilidade na comunidade.
Autores principais:Rebelo, Vítor Manuel Cardoso de Jesus
Assunto:Município Biblioteca Pública Escola Parceria
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Idioma:português
Origem:Repositório da UTAD
Descrição
Resumo:As Bibliotecas Públicas são organizações criadas, mantidas e financiadas pela administração local que disponibilizam o acesso livre ao conhecimento, informação, leitura e aprendizagem ao longo da vida, através de um leque alargado de recursos, serviços e atividades que procuram responder às necessidades da comunidade. Assumemse como um inestimável recurso estratégico local porque desempenham funções multifacetadas, assegurando inclusão, vínculo e participação na vida cultural e educativa local, contribuindo para a socialização, capacitação e coesão comunitária. Tomando como objeto de análise o seu envolvimento com outros atores da comunidade que servem, pareceu-nos relevante alargar o horizonte de questionamento sobre a sua valorização para os territórios no contexto das atuais políticas de descentralização de competências para as autarquias locais. Para o efeito, fizemos uma abordagem qualitativa, desenvolvendo um estudo de multicaso em torno da sua intervenção na dinâmica cultural e educativa local, procurando conhecer e interpretar as representações de atores com responsabilidades nesta área específica, sobre as principais dimensões de ação bibliotecária, o posicionamento estratégico em relação aos municípios e às escolas, e a necessidade imperativa de um trabalho colaborativo em rede. Recorremos a diferentes técnicas de recolha de dados, nomeadamente à análise documental e à entrevista semiestruturada, bem como à análise de conteúdo, enquanto técnica de análise e interpretação dos dados obtidos. As representações dos atores implicados mostram-nos que acreditam numa política educativa municipal que deve respeitar uma regulação partilhada, contando com a participação das Bibliotecas Públicas. Apontam, ainda, para uma frágil valorização destes equipamentos culturais como recursos estratégicos locais. Na sua relação com a escola, justifica-se uma planificação mútua de atividades em complementaridade com as aprendizagens curriculares. Às redes de bibliotecas associam dinâmica, padronização de serviços, partilha de recursos e atividades, e o reforço da legitimidade e status quo, uma vez que conquistam maior impacto e visibilidade na comunidade.