Publicação
Auto estima, depressão, percepção da imagem corporal e distúrbios alimentares em adolescentes com diferentes níveis de actividade física
| Resumo: | Várias investigações referem a prática regular de actividade física como tendo benefícios a nível fisiológico, cognitivo e psicossocial. Sendo a adolescência caracterizada por uma fase em que ocorrem diversas alterações, pretendemos com este estudo verificar o papel que a actividade física pode ter a nível psicológico nesta faixa etária. Como objectivo principal definimos comparar a percepção de imagem corporal, auto-estima, depressão e distúrbios alimentares em adolescentes com diferentes níveis de actividade física, em função da prevalência de obesidade e do género. E ainda, relacionar o IMC, a insatisfação com a imagem corporal e o nível de actividade física com a imagem percepcionada, a auto-estima, a depressão e os distúrbios alimentares, em ambos os géneros. Foi utilizada uma amostra constituída por 353 adolescentes (186 rapazes e 157 raparigas) de 13 a 19 anos de idade (16,25±1,36). Os instrumentos utilizados foram: a Escala da Auto-Estima de Rosemberg, o Questionário de Depressão de Beck; a Escala das Nove Silhuetas de Stunkard et al., 1983, o Teste das Atitudes Alimentares de Garner e Garfinkel (1979) e, para avaliar o nível de actividade física aplicou-se o Questionário de Actividade Física Habitual, concebido por Baecke et al. (1982). Para estimar a prevalência de obesidade foi calculado o índice de massa corporal e utilizados os valores de corte de sobrepeso e obesidade definidos por Cole et al. (2000). Foi utilizado o T- teste, Anova e o coeficiente de Correlação de Pearson. Os nossos resultados demonstram que os adolescentes com níveis mais elevados de actividade física manifestam valores inferiores na auto-estima. Quanto à obesidade, os adolescentes com sobrepeso e obesidade demonstram valores superiores na escala da bulimia, na dieta e no total dos distúrbios alimentares. Em relação ao género, observamos que existem diferenças estatísticas significativas em todas as variáveis dependentes, excepto no IMC, apresentando as adolescentes femininas valores superiores. Os resultados das correlações evidenciam que, as adolescentes femininas atribuem maior importância à imagem corporal, relacionando-se esta com depressão e aos distúrbios alimentares. Este estudo revelou que a prática regular de actividade física provoca redução dos sintomas depressivos em adolescentes e alerta para a problemática da percepção da imagem corporal e dos distúrbios alimentares, principalmente, em adolescentes obesos ou do género feminino. |
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| Autores principais: | Oliveira, Lúcia Alexandra Magalhães de |
| Assunto: | Atividade física Adolescentes Autoestima Depressão Imagem corporal Distúrbios alimentares |
| Ano: | 2010 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da UTAD |
| Resumo: | Várias investigações referem a prática regular de actividade física como tendo benefícios a nível fisiológico, cognitivo e psicossocial. Sendo a adolescência caracterizada por uma fase em que ocorrem diversas alterações, pretendemos com este estudo verificar o papel que a actividade física pode ter a nível psicológico nesta faixa etária. Como objectivo principal definimos comparar a percepção de imagem corporal, auto-estima, depressão e distúrbios alimentares em adolescentes com diferentes níveis de actividade física, em função da prevalência de obesidade e do género. E ainda, relacionar o IMC, a insatisfação com a imagem corporal e o nível de actividade física com a imagem percepcionada, a auto-estima, a depressão e os distúrbios alimentares, em ambos os géneros. Foi utilizada uma amostra constituída por 353 adolescentes (186 rapazes e 157 raparigas) de 13 a 19 anos de idade (16,25±1,36). Os instrumentos utilizados foram: a Escala da Auto-Estima de Rosemberg, o Questionário de Depressão de Beck; a Escala das Nove Silhuetas de Stunkard et al., 1983, o Teste das Atitudes Alimentares de Garner e Garfinkel (1979) e, para avaliar o nível de actividade física aplicou-se o Questionário de Actividade Física Habitual, concebido por Baecke et al. (1982). Para estimar a prevalência de obesidade foi calculado o índice de massa corporal e utilizados os valores de corte de sobrepeso e obesidade definidos por Cole et al. (2000). Foi utilizado o T- teste, Anova e o coeficiente de Correlação de Pearson. Os nossos resultados demonstram que os adolescentes com níveis mais elevados de actividade física manifestam valores inferiores na auto-estima. Quanto à obesidade, os adolescentes com sobrepeso e obesidade demonstram valores superiores na escala da bulimia, na dieta e no total dos distúrbios alimentares. Em relação ao género, observamos que existem diferenças estatísticas significativas em todas as variáveis dependentes, excepto no IMC, apresentando as adolescentes femininas valores superiores. Os resultados das correlações evidenciam que, as adolescentes femininas atribuem maior importância à imagem corporal, relacionando-se esta com depressão e aos distúrbios alimentares. Este estudo revelou que a prática regular de actividade física provoca redução dos sintomas depressivos em adolescentes e alerta para a problemática da percepção da imagem corporal e dos distúrbios alimentares, principalmente, em adolescentes obesos ou do género feminino. |
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