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Avaliação da atividade antimicrobiana de condimentos portugueses e óleos essenciais de plantas aromáticas frente a bactérias patogénicas e/ou deteriorantes de alimentos

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Os óleos essenciais de plantas aromáticas são conhecidos pelas suas propriedades terapêuticas, sendo usados em diversas indústrias, como a farmacêutica e a alimentar. As plantas aromáticas e outros condimentos têm uso enraizado na cozinha tradicional portuguesa. Das características medicinais destas plantas destacam-se as propriedades antimicrobianas, podendo assim ser usadas no combate a bactérias deteriorantes ou patogénicas em alimentos. Este trabalho tem como principal objetivo a investigação das propriedades antimicrobianas dos óleos essenciais de alho, canela, coentros, cominhos, gengibre, limão, louro, manjerona, noz-moscada e sementes de salsa, e de outros condimentos usados na alimentação, tais como o azeite, azeite extra virgem com alho, sumo de limão comercial, limão-cravo, limão-siciliano, e vinagre, sendo ainda testado um desinfetante alimentar. Atividade antimicrobiana, destes últimos, foram realizadas sobre bactérias Gram-positivas (Listeria monocytogenes, Clostridium perfringens, Bacillus cereus, Staphylococcus aureus, Enterococcus faecium, Enterococcus faecalis, e Staphylococcus epidermidis) e Gram-negativas (Salmonella enterica, Escherichia coli, e Pseudomonas aeruginosa). O estudo baseou-se no método de difusão em placa, com inoculação de discos com várias diluições dos compostos a testar, de modo a que se pudesse calcular a concentração mínima inibitória (CMI) para cada óleo/especiaria e bactéria. A maioria dos óleos essenciais e especiarias considerados neste estudo apresentaram um efeito inibitório significativo, sendo que no grupo dos óleos essenciais a canela se destacou por apresentar a maior actividade antimicrobiana. Já no que relativiza aos restantes condimentos usados na gastronomia portuguesa, o limão siciliano apresentou a maior atividade antimicrobiana. A contínua pesquisa de benefícios associados à atividade antimicrobiana deste tipo de produtos naturais constitui uma base promissora, que pode mesmo vir a constituir uma alternativa a aditivos químicos em alimentos.
Autores principais:Silva, Rosana Manuela Madureira da
Assunto:Microbiologia Bactérias Especiarias Óleos essenciais Alimentos
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Idioma:português
Origem:Repositório da UTAD
Descrição
Resumo:Os óleos essenciais de plantas aromáticas são conhecidos pelas suas propriedades terapêuticas, sendo usados em diversas indústrias, como a farmacêutica e a alimentar. As plantas aromáticas e outros condimentos têm uso enraizado na cozinha tradicional portuguesa. Das características medicinais destas plantas destacam-se as propriedades antimicrobianas, podendo assim ser usadas no combate a bactérias deteriorantes ou patogénicas em alimentos. Este trabalho tem como principal objetivo a investigação das propriedades antimicrobianas dos óleos essenciais de alho, canela, coentros, cominhos, gengibre, limão, louro, manjerona, noz-moscada e sementes de salsa, e de outros condimentos usados na alimentação, tais como o azeite, azeite extra virgem com alho, sumo de limão comercial, limão-cravo, limão-siciliano, e vinagre, sendo ainda testado um desinfetante alimentar. Atividade antimicrobiana, destes últimos, foram realizadas sobre bactérias Gram-positivas (Listeria monocytogenes, Clostridium perfringens, Bacillus cereus, Staphylococcus aureus, Enterococcus faecium, Enterococcus faecalis, e Staphylococcus epidermidis) e Gram-negativas (Salmonella enterica, Escherichia coli, e Pseudomonas aeruginosa). O estudo baseou-se no método de difusão em placa, com inoculação de discos com várias diluições dos compostos a testar, de modo a que se pudesse calcular a concentração mínima inibitória (CMI) para cada óleo/especiaria e bactéria. A maioria dos óleos essenciais e especiarias considerados neste estudo apresentaram um efeito inibitório significativo, sendo que no grupo dos óleos essenciais a canela se destacou por apresentar a maior actividade antimicrobiana. Já no que relativiza aos restantes condimentos usados na gastronomia portuguesa, o limão siciliano apresentou a maior atividade antimicrobiana. A contínua pesquisa de benefícios associados à atividade antimicrobiana deste tipo de produtos naturais constitui uma base promissora, que pode mesmo vir a constituir uma alternativa a aditivos químicos em alimentos.