Publicação
Conservação in-situ vs ex-situ: intervenção geral e médico veterinária
| Resumo: | O conceito de conservação foi definido pelo IUCN como todas as “medidas tomadas para aumentar a sobrevivência de espécies e respetivos habitats”. Sendo uma noção geralmente dividida em conservação in situ ou ex situ, cada vez são mais os que se juntam a correntes defensoras de uma cooperação entre as duas. O papel dos zoos modernos deixou de ser apenas o de “arca de Noé”, passando a ser deles exigido um papel ativo na conservação ex situ das espécies através de programas de reprodução em cativeiro, educação do público e investigação, entre outros. Entretanto, ao mesmo tempo, decorrem programas de conservação in situ, lutando para preservar habitats e populações selvagens que caminham a passos largos para a sua perda de viabilidade genética e sustentabilidade. Assim, propostas que sugerem o planeamento de espécies como um todo, incluindo populações dentro ou fora do seu habitat natural começam a ganhar destaque e apoiantes. O consenso é, cada vez mais o do quão importante se torna, quando uma espécie está ameaçada, valorizar todas as suas populações, sejam elas de cativeiro ou selvagens. Foi já demonstrado também que esforços conjuntos ex e in situ são mais eficazes do que a simples conservação de habitat em áreas protegidas. No presente relatório são descritas e discutidas algumas das experiências tanto em contexto de zoos como de habitats naturais que tive no âmbito do meu estágio curricular. Dois dos capítulos dizem respeito a situações passadas no contexto de parques zoológicos. Um primeiro capítulo centrar-se-á no tema de enriquecimento ambiental, que é crucial para a manutenção do bem-estar de populações em cativeiro, bem-estar este que por sua vez é parte integrante do estado hígido destas. O segundo reporta a gestão de um caso clínico num elefante asiático de Bornéu (Elephas maximus borneensis), cuja sobrevivência é de todo o interesse para a conservação, uma vez que se trata de uma espécie ameaçada. Falar-se-á ainda de uma situação de conflito humanos-elefantes em Bornéu e de uma decorrente translocação de um elefante, bem como do funcionamento geral e resolução de alguns casos clínicos num centro de reabilitação de orangotangos (neste caso, Pongo pygmaeus morio). |
|---|---|
| Autores principais: | Pereira, Marta Nobre de Castro |
| Assunto: | Conservação da natureza Elefante da Índia In situ Ex situ Pongo pygmaeus Enriquecimento ambiental |
| Ano: | 2016 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da UTAD |
| Resumo: | O conceito de conservação foi definido pelo IUCN como todas as “medidas tomadas para aumentar a sobrevivência de espécies e respetivos habitats”. Sendo uma noção geralmente dividida em conservação in situ ou ex situ, cada vez são mais os que se juntam a correntes defensoras de uma cooperação entre as duas. O papel dos zoos modernos deixou de ser apenas o de “arca de Noé”, passando a ser deles exigido um papel ativo na conservação ex situ das espécies através de programas de reprodução em cativeiro, educação do público e investigação, entre outros. Entretanto, ao mesmo tempo, decorrem programas de conservação in situ, lutando para preservar habitats e populações selvagens que caminham a passos largos para a sua perda de viabilidade genética e sustentabilidade. Assim, propostas que sugerem o planeamento de espécies como um todo, incluindo populações dentro ou fora do seu habitat natural começam a ganhar destaque e apoiantes. O consenso é, cada vez mais o do quão importante se torna, quando uma espécie está ameaçada, valorizar todas as suas populações, sejam elas de cativeiro ou selvagens. Foi já demonstrado também que esforços conjuntos ex e in situ são mais eficazes do que a simples conservação de habitat em áreas protegidas. No presente relatório são descritas e discutidas algumas das experiências tanto em contexto de zoos como de habitats naturais que tive no âmbito do meu estágio curricular. Dois dos capítulos dizem respeito a situações passadas no contexto de parques zoológicos. Um primeiro capítulo centrar-se-á no tema de enriquecimento ambiental, que é crucial para a manutenção do bem-estar de populações em cativeiro, bem-estar este que por sua vez é parte integrante do estado hígido destas. O segundo reporta a gestão de um caso clínico num elefante asiático de Bornéu (Elephas maximus borneensis), cuja sobrevivência é de todo o interesse para a conservação, uma vez que se trata de uma espécie ameaçada. Falar-se-á ainda de uma situação de conflito humanos-elefantes em Bornéu e de uma decorrente translocação de um elefante, bem como do funcionamento geral e resolução de alguns casos clínicos num centro de reabilitação de orangotangos (neste caso, Pongo pygmaeus morio). |
|---|