Publicação

Relatório de atividade profissional: hidroterapia no tratamento da síndrome da vaca caída

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:A apresentação do presente relatório visa a obtenção do Grau de Mestre, em Medicina Veterinária, ao abrigo da recomendação CRUP, para licenciados “Pré-Bolonha”. O trabalho é composto por três capítulos; no primeiro encontra-se uma descrição sucinta do Curriculum Vitae e a Casuística da atividade profissional. O segundo capítulo é composto pela apresentação de um tema comum na região do Entre Douro e Minho, onde exerço a minha atividade profissional, que pela singularidade do tratamento proposto parece interessante referir. Desta forma é apresentada a utilização da Hidroterapia no tratamento de 22 animais apresentando a Síndrome da Vaca Caída, no decurso da nossa atividade profissional. A idade média foi de 4,5 anos (Intervalo de Confiança (IC)de 95% de 3,4 a 5,6 anos, com uma média de 2,6 parições (IC95% de 1,8 a 3,4 parições) e peso vivo médio estimado de 590 kg (IC95% de 533 a 548 parições).Destes animais, 31,8% (7/22) apresentaram lesões após parto distócico 18,2% (4/22) por acidente (escorregaram no pavimento),18,2% (4/22) lesão medular, 18,2% (4/22) mamite (2 colibacilares agudas e 2 gangrenosas), 4,5% (1/22) após parto não assistido; 4,5% (1/22) por hipocalcemia e 4,5% (1/22) por fraqueza pós-cesariana. O início da Hidroterapia foi em média de 1,7 dias (IC95% de 0,7 a 2,6 dias), o nº de tratamentos de 3,9 (IC95% de 2,6 a 5,2). A duração média diária dos tratamentos foi de 4,9 horas (IC95% de 4,2 a 5,6 horas). Destas vacas 50% (11/22) tiveram evolução desfavorável sendo eutanasiadas (n=10), caso não tenha ocorrido a morte natural (n=1). As restantes 50% (11/22) recuperam, embora 2 delas com sequelas (lesões dos nervos peroniais). As vacas com evolução positiva recuperaram do decúbito em média ao dia 4,8 (IC95% de 1,9 a 7,7 dias). O terceiro capítulo refere uma descrição fotográfica de alguns casos encontrados ao longo dos anos, que despertaram um interesse diferente da nossa parte.
Autores principais:Peixoto, Ana Paula Rodrigues
Assunto:Vaca Hipocalcemia Região Entre Douro e Minho (Portugal) Hidroterapia Síndrome da vaca caída Atividade profissional
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Idioma:português
Origem:Repositório da UTAD
Descrição
Resumo:A apresentação do presente relatório visa a obtenção do Grau de Mestre, em Medicina Veterinária, ao abrigo da recomendação CRUP, para licenciados “Pré-Bolonha”. O trabalho é composto por três capítulos; no primeiro encontra-se uma descrição sucinta do Curriculum Vitae e a Casuística da atividade profissional. O segundo capítulo é composto pela apresentação de um tema comum na região do Entre Douro e Minho, onde exerço a minha atividade profissional, que pela singularidade do tratamento proposto parece interessante referir. Desta forma é apresentada a utilização da Hidroterapia no tratamento de 22 animais apresentando a Síndrome da Vaca Caída, no decurso da nossa atividade profissional. A idade média foi de 4,5 anos (Intervalo de Confiança (IC)de 95% de 3,4 a 5,6 anos, com uma média de 2,6 parições (IC95% de 1,8 a 3,4 parições) e peso vivo médio estimado de 590 kg (IC95% de 533 a 548 parições).Destes animais, 31,8% (7/22) apresentaram lesões após parto distócico 18,2% (4/22) por acidente (escorregaram no pavimento),18,2% (4/22) lesão medular, 18,2% (4/22) mamite (2 colibacilares agudas e 2 gangrenosas), 4,5% (1/22) após parto não assistido; 4,5% (1/22) por hipocalcemia e 4,5% (1/22) por fraqueza pós-cesariana. O início da Hidroterapia foi em média de 1,7 dias (IC95% de 0,7 a 2,6 dias), o nº de tratamentos de 3,9 (IC95% de 2,6 a 5,2). A duração média diária dos tratamentos foi de 4,9 horas (IC95% de 4,2 a 5,6 horas). Destas vacas 50% (11/22) tiveram evolução desfavorável sendo eutanasiadas (n=10), caso não tenha ocorrido a morte natural (n=1). As restantes 50% (11/22) recuperam, embora 2 delas com sequelas (lesões dos nervos peroniais). As vacas com evolução positiva recuperaram do decúbito em média ao dia 4,8 (IC95% de 1,9 a 7,7 dias). O terceiro capítulo refere uma descrição fotográfica de alguns casos encontrados ao longo dos anos, que despertaram um interesse diferente da nossa parte.