Publicação
Avaliação dos efeitos de duas metodologias de formação esportiva em distintos níveis de maturação biológica sobre as qualidades físicas de meninos de 10 a 13 anos
| Resumo: | Este trabalho teve por objetivo avaliar os efeitos de duas distintas metodologias de formação esportiva, a Tradicional e a Maturacional, sobre as qualidades físicas de meninos na faixa etária de 10 a 13 anos em diferentes níveis de maturação biológica e níveis de idade cronológica. Desta forma, teve sua amostra de 240 escolares divididos, randomicamente (por sorteio), em três grupos de 20 crianças, por faixa etária, a saber: Grupo de treinamento tradicional (G1); Grupo de treinamento maturacional (G2) e Grupo controle (G3). Estes grupos foram subdivididos em precoce, normal e tardio pela avaliação da maturação biológica por Raio-X de mão e punho, com o aparelho modelo Villa Sistem Medical (Italian) 630 ma, utilizando o Protocolo de Greulich-Pyle. Foram avaliadas a flexibilidade (LABIFIE), a força explosiva (teste de Impulsão Vertical Sargent Jump Test), a coordenação motora (teste de Burpee), a velocidade (Teste de 50 metros), resistência aeróbica (Teste Shuttle Run Progressivo) e agilidade (teste de Shuttle Run). Os grupos G1 e G2 realizaram aulas de Educação Física, durante o período de 16 (dezesseis) semanas, com frequência de 02 (duas) vezes por semana e com a duração de 45 (quarenta e cinco) minutos cada aula, sendo 10 minutos de aquecimento, 30 minutos de parte principal e 5 minutos de volta à calma. O grupo G3, realizou a metodologia de formação esportiva tradicional, que preconiza a aplicação de exercícios de acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais, os quais abordam os esportes, os jogos, as lutas, as ginásticas e as atividades rítmicas e expressivas, levando em consideração a idade cronológica. O grupo G2, realizou atividades esportivas com ênfase no treinamento da coordenação (psicomotricidade), da resistência muscular localizada e da flexibilidade, onde as regras são adaptadas, as competições e os treinos devem ter caráter lúdico, sendo considerada a maturação biológica. O G3 não recebeu qualquer tratamento especial, a fim de servir como referência padrão às variáveis a que se submeteram os grupos experimentais. Na análise de dados, além da estatística descritiva foram utilizados os testes de Shapiro Wilk (normalidade), Levene (homogeneidade) e ANOVA seguido do Post Hoc de Scheffé (comparações intra e intergrupos). O nível de significância foi de p<0,05. observou-se que tanto o G1 quanto o G2 apresentaram diferenças significativas nas variáveis: potência, agilidade, coordenação, velocidade, resistência aeróbica e flexibilidade quando comparadas ao G3. Nas variáveis: velocidade, resistência aeróbica e flexibilidade, o G2 foi superior ao G1 e ao G3 (G2>G1>G3). Na subdivisão maturacional, houve diferença significativa apenas em algumas variáveis nas faixas etárias de 12 e 13 anos. O estudo obteve um poder do experimento correspondente a 80%, 85%, 85% e 92%, apresentando um beta calculado de 0,20, 015, 0,15 e 0,08 para as idades de 10, 11, 12 e 13 anos. Neste sentido, conclui-se que a prática esportiva e de atividade física, independente da metodologia utilizada, promove melhora no desenvolvimento de qualidades físicas essenciais para a aptidão neuromotora. Concluindo que a metodologia de formação desportiva respeitando os estágios maturacionais no presente estudo promoveu apresentou melhora nas variáveis de aptidão física em meninos de 10 a 13 anos. |
|---|---|
| Autores principais: | Portal, Maria de Nazaré Dias |
| Assunto: | Desporto Crianças Qualidades físicas Maturação biológica |
| Ano: | 2014 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | tese de doutoramento |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da UTAD |
| Resumo: | Este trabalho teve por objetivo avaliar os efeitos de duas distintas metodologias de formação esportiva, a Tradicional e a Maturacional, sobre as qualidades físicas de meninos na faixa etária de 10 a 13 anos em diferentes níveis de maturação biológica e níveis de idade cronológica. Desta forma, teve sua amostra de 240 escolares divididos, randomicamente (por sorteio), em três grupos de 20 crianças, por faixa etária, a saber: Grupo de treinamento tradicional (G1); Grupo de treinamento maturacional (G2) e Grupo controle (G3). Estes grupos foram subdivididos em precoce, normal e tardio pela avaliação da maturação biológica por Raio-X de mão e punho, com o aparelho modelo Villa Sistem Medical (Italian) 630 ma, utilizando o Protocolo de Greulich-Pyle. Foram avaliadas a flexibilidade (LABIFIE), a força explosiva (teste de Impulsão Vertical Sargent Jump Test), a coordenação motora (teste de Burpee), a velocidade (Teste de 50 metros), resistência aeróbica (Teste Shuttle Run Progressivo) e agilidade (teste de Shuttle Run). Os grupos G1 e G2 realizaram aulas de Educação Física, durante o período de 16 (dezesseis) semanas, com frequência de 02 (duas) vezes por semana e com a duração de 45 (quarenta e cinco) minutos cada aula, sendo 10 minutos de aquecimento, 30 minutos de parte principal e 5 minutos de volta à calma. O grupo G3, realizou a metodologia de formação esportiva tradicional, que preconiza a aplicação de exercícios de acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais, os quais abordam os esportes, os jogos, as lutas, as ginásticas e as atividades rítmicas e expressivas, levando em consideração a idade cronológica. O grupo G2, realizou atividades esportivas com ênfase no treinamento da coordenação (psicomotricidade), da resistência muscular localizada e da flexibilidade, onde as regras são adaptadas, as competições e os treinos devem ter caráter lúdico, sendo considerada a maturação biológica. O G3 não recebeu qualquer tratamento especial, a fim de servir como referência padrão às variáveis a que se submeteram os grupos experimentais. Na análise de dados, além da estatística descritiva foram utilizados os testes de Shapiro Wilk (normalidade), Levene (homogeneidade) e ANOVA seguido do Post Hoc de Scheffé (comparações intra e intergrupos). O nível de significância foi de p<0,05. observou-se que tanto o G1 quanto o G2 apresentaram diferenças significativas nas variáveis: potência, agilidade, coordenação, velocidade, resistência aeróbica e flexibilidade quando comparadas ao G3. Nas variáveis: velocidade, resistência aeróbica e flexibilidade, o G2 foi superior ao G1 e ao G3 (G2>G1>G3). Na subdivisão maturacional, houve diferença significativa apenas em algumas variáveis nas faixas etárias de 12 e 13 anos. O estudo obteve um poder do experimento correspondente a 80%, 85%, 85% e 92%, apresentando um beta calculado de 0,20, 015, 0,15 e 0,08 para as idades de 10, 11, 12 e 13 anos. Neste sentido, conclui-se que a prática esportiva e de atividade física, independente da metodologia utilizada, promove melhora no desenvolvimento de qualidades físicas essenciais para a aptidão neuromotora. Concluindo que a metodologia de formação desportiva respeitando os estágios maturacionais no presente estudo promoveu apresentou melhora nas variáveis de aptidão física em meninos de 10 a 13 anos. |
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