Publicação
Equilíbrio e risco de queda em idosos: avaliação dos efeitos da implementação de um programa de intervenção psicomotora
| Resumo: | INTRODUÇÃO: As quedas são consideradas um dos maiores problemas de saúde pública, comum entre os idosos, que afectam drasticamente a sua qualidade de vida, autonomia e independência, sendo responsáveis por situações de mortalidade, imobilidade e declínio funcional. Deste modo, os acidentes por queda acarretam custos sociais, psicológicos e económicos elevados, quer para o idoso, para a família, quer para o sistema nacional de saúde. Neste contexto, cada vez se dá mais importância a prevenção das quedas, tornando-se, por isso, imprescindível definir instrumentos válidos que permitam identificar precocemente o risco de queda bem como definir métodos de intervenção capazes de introduzir benefícios clínicos e psicosociais diretamente relacionados com a diminuição do risco de queda. OBJETIVOS: Este estudo pretendeu analisar a acuidade com que a Performance-Orientated Mobility Assessment (POMA) e a Escala de Equilíbrio de Berg (EEB) avaliam o risco de queda tendo como referência a precisão da avaliação com a plataforma de posturografia estática, bem como analisar a associação entre o risco de queda e os fatores que influenciam diretamente o equilíbrio: capacidade funcional nas atividades de vida diária, função cognitiva, problemas visuais, problemas auditivos e medicação. Pretendeu ainda, avaliar o efeito do programa de intervenção psicomotora no equilíbrio e no risco de queda em idosos. METODOLOGIA: No primeiro artigo realizou-se um estudo transversal com uma amostra de 29 idosos (82,17±4,86 anos), em que foram avaliados as seguintes componentes: função cognitiva com o Mini Mental State Examination (MMSE), funcionalidade nas atividades de vida diária com o Índice de Barthel (IB), problemas visuais, auditivos, e equilíbrio com a EEB, a POMA e a Plataforma de posturografia estática. No segundo artigo efectuou-se um estudo longitudinal para avaliar o efeito do programa psicomotor, utilizando-se uma amostra de 25 idosos ((81,96±5,19 anos), distribuídos em dois grupos: grupo experimental (n=13) com intervenção psicomotora no âmbito do treino de equilíbrio durante 12 semanas, e grupo controlo (n=12) sem qualquer tipo de intervenção. Foi avaliado o equilíbrio no início e no fim da intervenção com a EEB, POMA, e a Plataforma de posturografia estática. RESULTADOS: a) no sexo masculino, a EEB e a POMA correlacionaram-se significativamente com a Plataforma de posturografia estática; b) no sexo feminino não se verificaram correlações significativas entre a EEB e a POMA com a Plataforma de posturografia estática; c) os problemas visuais apresentaram uma associação significativa com o equilíbrio no sexo masculino, não se verificando o mesmo no sexo feminino; d) a capacidade funcional na execução das atividades de vida diária correlacionou-se com o equilíbrio e o risco de queda em ambos os sexos; e) Não se verificaram correlações significativas entre os problemas auditivos, medicação e função cognitiva com o equilíbrio e o risco de queda em ambos os sexos; f) não se verificou nenhum efeito do programa de psicomotricidade na variância dos grupos, com a utilização da EEB e da POMA; g) verificou-se efeito significativo do programa de psicomotricidade nos diversos parâmetros estabilométricos: superfície (p=0,02), comprimento de oscilação total (p=0,043), comprimento de oscilação no eixo de y (p=0,047) e velocidade média (p=0,039). CONCLUSÕES: No sexo masculino, a EEB e a POMA possuem boas características preditoras de risco de queda, apresentando concordância com a plataforma estabilométrica. Contudo, no sexo feminino não apresentam fiabilidade na avaliação do equilíbrio e do risco de queda. O programa de psicomotricidade demonstrou ser uma intervenção eficaz na melhoria do equilíbrio, pelo que se torna evidente que a psicomotricidade é uma estratégia viável de intervenção na população idosa, permitindo retardar ou atenuar as alterações do envelhecimento, bem como prevenir as quedas em idosos. |
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| Autores principais: | Rodrigues, Mónica Andreia Teixeira |
| Assunto: | Idosos Equilíbrio Psicomotricidade Risco de queda |
| Ano: | 2016 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da UTAD |
| Resumo: | INTRODUÇÃO: As quedas são consideradas um dos maiores problemas de saúde pública, comum entre os idosos, que afectam drasticamente a sua qualidade de vida, autonomia e independência, sendo responsáveis por situações de mortalidade, imobilidade e declínio funcional. Deste modo, os acidentes por queda acarretam custos sociais, psicológicos e económicos elevados, quer para o idoso, para a família, quer para o sistema nacional de saúde. Neste contexto, cada vez se dá mais importância a prevenção das quedas, tornando-se, por isso, imprescindível definir instrumentos válidos que permitam identificar precocemente o risco de queda bem como definir métodos de intervenção capazes de introduzir benefícios clínicos e psicosociais diretamente relacionados com a diminuição do risco de queda. OBJETIVOS: Este estudo pretendeu analisar a acuidade com que a Performance-Orientated Mobility Assessment (POMA) e a Escala de Equilíbrio de Berg (EEB) avaliam o risco de queda tendo como referência a precisão da avaliação com a plataforma de posturografia estática, bem como analisar a associação entre o risco de queda e os fatores que influenciam diretamente o equilíbrio: capacidade funcional nas atividades de vida diária, função cognitiva, problemas visuais, problemas auditivos e medicação. Pretendeu ainda, avaliar o efeito do programa de intervenção psicomotora no equilíbrio e no risco de queda em idosos. METODOLOGIA: No primeiro artigo realizou-se um estudo transversal com uma amostra de 29 idosos (82,17±4,86 anos), em que foram avaliados as seguintes componentes: função cognitiva com o Mini Mental State Examination (MMSE), funcionalidade nas atividades de vida diária com o Índice de Barthel (IB), problemas visuais, auditivos, e equilíbrio com a EEB, a POMA e a Plataforma de posturografia estática. No segundo artigo efectuou-se um estudo longitudinal para avaliar o efeito do programa psicomotor, utilizando-se uma amostra de 25 idosos ((81,96±5,19 anos), distribuídos em dois grupos: grupo experimental (n=13) com intervenção psicomotora no âmbito do treino de equilíbrio durante 12 semanas, e grupo controlo (n=12) sem qualquer tipo de intervenção. Foi avaliado o equilíbrio no início e no fim da intervenção com a EEB, POMA, e a Plataforma de posturografia estática. RESULTADOS: a) no sexo masculino, a EEB e a POMA correlacionaram-se significativamente com a Plataforma de posturografia estática; b) no sexo feminino não se verificaram correlações significativas entre a EEB e a POMA com a Plataforma de posturografia estática; c) os problemas visuais apresentaram uma associação significativa com o equilíbrio no sexo masculino, não se verificando o mesmo no sexo feminino; d) a capacidade funcional na execução das atividades de vida diária correlacionou-se com o equilíbrio e o risco de queda em ambos os sexos; e) Não se verificaram correlações significativas entre os problemas auditivos, medicação e função cognitiva com o equilíbrio e o risco de queda em ambos os sexos; f) não se verificou nenhum efeito do programa de psicomotricidade na variância dos grupos, com a utilização da EEB e da POMA; g) verificou-se efeito significativo do programa de psicomotricidade nos diversos parâmetros estabilométricos: superfície (p=0,02), comprimento de oscilação total (p=0,043), comprimento de oscilação no eixo de y (p=0,047) e velocidade média (p=0,039). CONCLUSÕES: No sexo masculino, a EEB e a POMA possuem boas características preditoras de risco de queda, apresentando concordância com a plataforma estabilométrica. Contudo, no sexo feminino não apresentam fiabilidade na avaliação do equilíbrio e do risco de queda. O programa de psicomotricidade demonstrou ser uma intervenção eficaz na melhoria do equilíbrio, pelo que se torna evidente que a psicomotricidade é uma estratégia viável de intervenção na população idosa, permitindo retardar ou atenuar as alterações do envelhecimento, bem como prevenir as quedas em idosos. |
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