Publicação
Efeitos da utilização dos ácidos fórmico e/ou propiónico na água de bebida sobre as performances e caraterísticas digestivas de coelhos em crescimento
| Resumo: | Este estudo teve como objetivo avaliar o efeito da administração de ácidos orgânicos (ácido fórmico e/ou propiónico) na água de bebida sobre as performances produtivas e caraterísticas digestivas de coelhos durante a fase de engorda. Neste estudo foram controlados 156 coelhos, de ambos os sexos, divididos por dois grupos alojados em salas diferentes. No ensaio I (sala 1), foram controlados 108 coelhos entre o desmame (37d) e o abate (69d), que foram alojados em grupos de 3 por jaula e distribuídos por quatro tratamentos, com 9 jaulas cada (27 coelhos por tratamento). No ensaio II (sala 2), foram controlados 48 animais dos 37d aos 48d, alojados em grupos de 2 e sujeitos aos mesmos tratamentos (6 jaulas e 12 coelhos por tratamento) que foram abatidos (10 animais por tratamento) para estudar as caraterísticas do trato digestivo. Nos dois ensaios, foram utilizados os 4 tratamentos seguintes; no grupo controlo (C) não foi adicionada qualquer substância à água de bebida, no grupo F foi adicionado ácido fórmico (1,5g de ácido/L água), no grupo P foi usado o ácido propiónico (0,5 g de ácido/L água) e o grupo FP recebeu os dois ácidos nas mesmas concentrações anteriormente referidas. Os tratamentos foram aplicados durante todo o período de estudo, sendo a água e o alimento disponibilizados sem restrições. O alimento usado foi formulado para suprir as necessidades dos animais nesta fase e era isento de qualquer substância medicamentosa. Nos animais do ensaio I, foram controlados semanalmente o peso vivo, a ingestão de alimento e a morbilidade dos animais. No ensaio II, nos coelhos abatidos aos 48 dias, foram efetuadas medições do desenvolvimento do tubo digestivo e retiradas amostras do conteúdo cecal para determinar a concentração cecal de AGV e recolhida a parte terminal do íleo para estudo da morfometria das vilosidades. O peso vivo foi semelhante (P> 0,05) em todos os tratamentos ao longo do ensaio, variando o peso final entre 2501 e 2585 g. No período total de engorda não se observaram diferenças significativas no ganho médio diário (GMD), que variou entre os 44,3 e 46,3 g/d e na ingestão média diária de alimento (IMD) com variação entre 149 e 158 g/d. A eficiência alimentar global foi também semelhante (P> 0,05) em todos os tratamentos (cerca de 0,31) e a ingestão de água também não diferiu. Durante a engorda não foram registados casos de mortalidade ou de morbilidade. No desenvolvimento dos órgãos digestivos, observamos que os pesos absolutos do ID, do ceco com e sem conteúdos digestivos e do conteúdo cecal fresco e seco, foram superiores (P<0,05) nos coelhos suplementados com ácido propiónico em relação aos que receberam a mistura dos dois (92,9 vs. 71,3g para o ID); 113,3 vs. 93,4g para ceco cheio e 15,7g vs. 12,8g para conteúdo cecal seco). Contudo essa diferença desaparece quando se expressam os valores em relação ao peso vivo do animal. O comprimento dos órgãos digestivos, o pH do conteúdo digestivo, a concentração de AGV e a morfometria ileal não diferiram entre tratamentos. Neste trabalho, da suplementação da água de bebida com ácidos orgânicos não resultou qualquer benefício significativo nas performances dos coelhos durante a engorda. Será importante realizar o trabalho em condições de desafio sanitário e com um maior número de animais, para averiguar o efeito dos ácidos orgânicos nessa situação. |
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| Autores principais: | Portela, Isabel Gonçalves |
| Assunto: | Coelhos Ácidos orgânicos Performances de crescimento Vilosidades |
| Ano: | 2014 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da UTAD |
| Resumo: | Este estudo teve como objetivo avaliar o efeito da administração de ácidos orgânicos (ácido fórmico e/ou propiónico) na água de bebida sobre as performances produtivas e caraterísticas digestivas de coelhos durante a fase de engorda. Neste estudo foram controlados 156 coelhos, de ambos os sexos, divididos por dois grupos alojados em salas diferentes. No ensaio I (sala 1), foram controlados 108 coelhos entre o desmame (37d) e o abate (69d), que foram alojados em grupos de 3 por jaula e distribuídos por quatro tratamentos, com 9 jaulas cada (27 coelhos por tratamento). No ensaio II (sala 2), foram controlados 48 animais dos 37d aos 48d, alojados em grupos de 2 e sujeitos aos mesmos tratamentos (6 jaulas e 12 coelhos por tratamento) que foram abatidos (10 animais por tratamento) para estudar as caraterísticas do trato digestivo. Nos dois ensaios, foram utilizados os 4 tratamentos seguintes; no grupo controlo (C) não foi adicionada qualquer substância à água de bebida, no grupo F foi adicionado ácido fórmico (1,5g de ácido/L água), no grupo P foi usado o ácido propiónico (0,5 g de ácido/L água) e o grupo FP recebeu os dois ácidos nas mesmas concentrações anteriormente referidas. Os tratamentos foram aplicados durante todo o período de estudo, sendo a água e o alimento disponibilizados sem restrições. O alimento usado foi formulado para suprir as necessidades dos animais nesta fase e era isento de qualquer substância medicamentosa. Nos animais do ensaio I, foram controlados semanalmente o peso vivo, a ingestão de alimento e a morbilidade dos animais. No ensaio II, nos coelhos abatidos aos 48 dias, foram efetuadas medições do desenvolvimento do tubo digestivo e retiradas amostras do conteúdo cecal para determinar a concentração cecal de AGV e recolhida a parte terminal do íleo para estudo da morfometria das vilosidades. O peso vivo foi semelhante (P> 0,05) em todos os tratamentos ao longo do ensaio, variando o peso final entre 2501 e 2585 g. No período total de engorda não se observaram diferenças significativas no ganho médio diário (GMD), que variou entre os 44,3 e 46,3 g/d e na ingestão média diária de alimento (IMD) com variação entre 149 e 158 g/d. A eficiência alimentar global foi também semelhante (P> 0,05) em todos os tratamentos (cerca de 0,31) e a ingestão de água também não diferiu. Durante a engorda não foram registados casos de mortalidade ou de morbilidade. No desenvolvimento dos órgãos digestivos, observamos que os pesos absolutos do ID, do ceco com e sem conteúdos digestivos e do conteúdo cecal fresco e seco, foram superiores (P<0,05) nos coelhos suplementados com ácido propiónico em relação aos que receberam a mistura dos dois (92,9 vs. 71,3g para o ID); 113,3 vs. 93,4g para ceco cheio e 15,7g vs. 12,8g para conteúdo cecal seco). Contudo essa diferença desaparece quando se expressam os valores em relação ao peso vivo do animal. O comprimento dos órgãos digestivos, o pH do conteúdo digestivo, a concentração de AGV e a morfometria ileal não diferiram entre tratamentos. Neste trabalho, da suplementação da água de bebida com ácidos orgânicos não resultou qualquer benefício significativo nas performances dos coelhos durante a engorda. Será importante realizar o trabalho em condições de desafio sanitário e com um maior número de animais, para averiguar o efeito dos ácidos orgânicos nessa situação. |
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