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Analysis of DOMS indicators after performing a submaximal repetition strength training protocol exercise: influence of exercise order

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Resumo:O treino de força tem sido recomendado como parte de um programa de treino com o objetivo de melhorar a saúde e a qualidade de vida. A ordem dos exercícios parece ter uma grande importância no desenvolvimento de um programa de treino de força. O treino de força e os movimentos excêntricos tendem a produzir mais danos relacionados às mudanças estruturais nas fibras musculares esqueléticas especialmente devido ao estimulo mecânico e metabólico. Esses danos podem elevar o metabolismo associado ao aumento de estresse oxidativo e/ou dano no epitélio vascular, incluindo um aumento da atividade da xantina oxidase. O dano no sarcolema também pode gerar um aumento das citocinas na corrente sanguínea o que pode acrescentar uma resposta inflamatória e consequentemente o dano por estresse oxidativo. De um modo, geral essas modificações frequentemente induzem a dor muscular tardia (DOMS). A ordem de execução dos exercícios é uma variável que tem sido estudada, mas até então não há estudos relacionando dano muscular, estresse oxidativo e treino de força com ordens distintas. Os objetivos deste estudo foram: (i) investigar o papel da ordem dos exercícios no número total de repetições e a possível importância no dano muscular e na percepção de esforço; (ii) investigar se uma sessão de treino de força de alta intensidade realizada até a fadiga voluntária poderia causar respostas similares nos danos musculares e DOMS e (iii) verificar se uma sessão de treino de força com repetições submáximas induz a um estresse oxidativo sistêmico, medido pelos danos de DNA de linfócitos. Dez homens treinados realizaram duas sequencias: sequencia A (SEQA) – pressão de pernas (LP), extensão de pernas (LE), flexão de pernas (LC), supino (BP), pressão de ombros (SP) e tríceps de pé (TE); e a sequencia B (SEQB) que foi realizada na ordem inversa, tendo inicio com os membro inferiores. A sessão de treino de força consistiu de 20 repetições do primeiro exercício com carga de 40% de 1RM para aquecimento, seguida da realização da sequencia dos exercícios. Todos os exercícios foram realizados em três séries com carga de 80% de 1RM até a fadiga voluntária, dois minutos de intervalo de recuperação passiva foi dado entre as séries e os exercícios. Foi feita a coleta de sangue capilar para todos os sujeitos para a análise da CK e dos danos de DNA de linfócitos, a DOMS foi medida antes, imediatamente após e 24, 48 e 72 horas após a sessão de treino de força. A percepção de esforço foi avaliada pela escala de OMNI-RES antes do exercício e no final de cada exercício. Houve diferença significativa (p<0.05) entre a SEQA e a SEQB no número de repetições para TE, LE e LC. A maior concentração de CK foi observada às 24h após o exercício nas duas sequencias, contudo nenhuma diferença foi encontrada em qualquer um dos momentos, revelando que o dano muscular ocorreu independente da ordem dos exercícios. A concentração de CK foi maior imediatamente após e 24h após (p<0.05) a realização do protocolo, quando comparada com as condições pré-exercício e diminuiu nas 48h e 72h (p<0.05), após o protocolo quando comparada com 24h. A PSE foi maior para o exercicio de TE na SEQA, (p<0.05) e para o LP na SEQB (p<0.05). Os valores da DOMS foram maiores nas 24h após o exercício (p<0.05) em relação aos valores pré-exercício e diminuiram após 72h. Diferenças significativas na DOMS também foram encontradas entre 24h e 72h (p<0.05) e entre 48h e 72h (p<0.05) após o exercício. Os resultados de DNA revelaram diferenças significativas nos danos de DNA basais (p<0.05) entre 24h e 48h após o treino de força e também se constatou diferenças significativas nos danos de DNA FPG sites (por estresse oxidativo) entre 24h e 48h (p<0.05) e entre 24 e 72h após o exercício (p<0.05). Foi concluído que a ordem dos exercícios afeta o número de repetições e a percepção do esforço. Os resultados deste estudo sugerem que sempre que um exercício é o último a ser realizado em uma sessão de treino de força, o seu numero de repetições será negativamente afetado. Uma sessão de treino de força de intensidade moderada realizada até a fadiga voluntária induz a um aumento da CK independente da ordem dos exercícios. A escala de DOMS pode ser utilizada nas rotinas de treino para avaliar o dano muscular esquelético e a resposta geral ao treino de força nas 24h após a sessão. O aumento da CK e dos danos de DNA de linfócitos expressam a mesma tendencia de variação. Uma sessão de treino de força pode gerar danos no músculo esquelético e sistémicos causados pelo estresse oxidativo.
Autores principais:Chaves, Christianne Pereira Giesbrecht
Assunto:Treino de força Ensaio do cometa Ordem dos exercícios Danos musculares Creatina quinase OMNI-RES Stresse oxidativo
Ano:2014
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Idioma:inglês
Origem:Repositório da UTAD
Descrição
Resumo:O treino de força tem sido recomendado como parte de um programa de treino com o objetivo de melhorar a saúde e a qualidade de vida. A ordem dos exercícios parece ter uma grande importância no desenvolvimento de um programa de treino de força. O treino de força e os movimentos excêntricos tendem a produzir mais danos relacionados às mudanças estruturais nas fibras musculares esqueléticas especialmente devido ao estimulo mecânico e metabólico. Esses danos podem elevar o metabolismo associado ao aumento de estresse oxidativo e/ou dano no epitélio vascular, incluindo um aumento da atividade da xantina oxidase. O dano no sarcolema também pode gerar um aumento das citocinas na corrente sanguínea o que pode acrescentar uma resposta inflamatória e consequentemente o dano por estresse oxidativo. De um modo, geral essas modificações frequentemente induzem a dor muscular tardia (DOMS). A ordem de execução dos exercícios é uma variável que tem sido estudada, mas até então não há estudos relacionando dano muscular, estresse oxidativo e treino de força com ordens distintas. Os objetivos deste estudo foram: (i) investigar o papel da ordem dos exercícios no número total de repetições e a possível importância no dano muscular e na percepção de esforço; (ii) investigar se uma sessão de treino de força de alta intensidade realizada até a fadiga voluntária poderia causar respostas similares nos danos musculares e DOMS e (iii) verificar se uma sessão de treino de força com repetições submáximas induz a um estresse oxidativo sistêmico, medido pelos danos de DNA de linfócitos. Dez homens treinados realizaram duas sequencias: sequencia A (SEQA) – pressão de pernas (LP), extensão de pernas (LE), flexão de pernas (LC), supino (BP), pressão de ombros (SP) e tríceps de pé (TE); e a sequencia B (SEQB) que foi realizada na ordem inversa, tendo inicio com os membro inferiores. A sessão de treino de força consistiu de 20 repetições do primeiro exercício com carga de 40% de 1RM para aquecimento, seguida da realização da sequencia dos exercícios. Todos os exercícios foram realizados em três séries com carga de 80% de 1RM até a fadiga voluntária, dois minutos de intervalo de recuperação passiva foi dado entre as séries e os exercícios. Foi feita a coleta de sangue capilar para todos os sujeitos para a análise da CK e dos danos de DNA de linfócitos, a DOMS foi medida antes, imediatamente após e 24, 48 e 72 horas após a sessão de treino de força. A percepção de esforço foi avaliada pela escala de OMNI-RES antes do exercício e no final de cada exercício. Houve diferença significativa (p<0.05) entre a SEQA e a SEQB no número de repetições para TE, LE e LC. A maior concentração de CK foi observada às 24h após o exercício nas duas sequencias, contudo nenhuma diferença foi encontrada em qualquer um dos momentos, revelando que o dano muscular ocorreu independente da ordem dos exercícios. A concentração de CK foi maior imediatamente após e 24h após (p<0.05) a realização do protocolo, quando comparada com as condições pré-exercício e diminuiu nas 48h e 72h (p<0.05), após o protocolo quando comparada com 24h. A PSE foi maior para o exercicio de TE na SEQA, (p<0.05) e para o LP na SEQB (p<0.05). Os valores da DOMS foram maiores nas 24h após o exercício (p<0.05) em relação aos valores pré-exercício e diminuiram após 72h. Diferenças significativas na DOMS também foram encontradas entre 24h e 72h (p<0.05) e entre 48h e 72h (p<0.05) após o exercício. Os resultados de DNA revelaram diferenças significativas nos danos de DNA basais (p<0.05) entre 24h e 48h após o treino de força e também se constatou diferenças significativas nos danos de DNA FPG sites (por estresse oxidativo) entre 24h e 48h (p<0.05) e entre 24 e 72h após o exercício (p<0.05). Foi concluído que a ordem dos exercícios afeta o número de repetições e a percepção do esforço. Os resultados deste estudo sugerem que sempre que um exercício é o último a ser realizado em uma sessão de treino de força, o seu numero de repetições será negativamente afetado. Uma sessão de treino de força de intensidade moderada realizada até a fadiga voluntária induz a um aumento da CK independente da ordem dos exercícios. A escala de DOMS pode ser utilizada nas rotinas de treino para avaliar o dano muscular esquelético e a resposta geral ao treino de força nas 24h após a sessão. O aumento da CK e dos danos de DNA de linfócitos expressam a mesma tendencia de variação. Uma sessão de treino de força pode gerar danos no músculo esquelético e sistémicos causados pelo estresse oxidativo.