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Bem-estar psicológico em estudantes do 1º ano do ensino superior: relação com um programa de tutoria, a atividade física e a perceção de suporte social

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Conhecer a perceção de bem-estar psicológico nos estudantes do ensino superior possibilita o delinear de intervenções e programas de acordo com as necessidades específicas desta população, de modo a responder aos seus problemas e promovendo o sucesso académico (Burris, Brechting, Salsman & Carlson, 2009; Cooke, Bewick, Barkham, Bradley & Audin, 2006). O presente estudo teve como objetivos verificar se o programa de tutoria tem efeitos na perceção sobre o bem-estar psicológico de jovens a frequentar o 1º ano do ensino superior, verificar se o bem-estar psicológico se relaciona de forma positiva com a atividade física e verificar se existem diferenças de género quanto ao bem-estar psicológico e à prática da atividade física. Os participantes foram 362 estudantes de uma Universidade do Norte de Portugal a frequentar o 1º ano do primeiro ciclo, dos quais 203 integraram o programa de tutoria e 159 não frequentaram o programa. Utilizaram-se como instrumentos o Questionário Sociodemográfico elaborado para este estudo; o Questionário de Frequência de Atividade Física (Haskell et al., 2007) e o Questionário General Health Questionnaire – GHQ-12 (Goldberg & Williams, 1988 cit. por Borges & Argolo, 2002) adaptado à população portuguesa por Fernandes e Vasconcelos-Raposo (2012). Os resultados apontam que o programa de tutoria não tem efeitos no bem-estar psicológico dos estudantes do 1º ano e que o bem-estar psicológico se relaciona de forma positiva com a atividade física. Relativamente ao género, não se verificaram diferenças relativamente ao bem-estar psicológico. No entanto, verificou-se que os estudantes do sexo masculino praticam atividade física vigorosa em mais dias da semana do que as estudantes do sexo feminino, e a duração dessa atividade física vigorosa é também mais elevada no sexo masculino.
Autores principais:Bento, Raquel da Conceição Pereira
Assunto:Alunos do ensino superior Atividade física Tutoria Estudantes universitários Bem-estar psicológico
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Idioma:português
Origem:Repositório da UTAD
Descrição
Resumo:Conhecer a perceção de bem-estar psicológico nos estudantes do ensino superior possibilita o delinear de intervenções e programas de acordo com as necessidades específicas desta população, de modo a responder aos seus problemas e promovendo o sucesso académico (Burris, Brechting, Salsman & Carlson, 2009; Cooke, Bewick, Barkham, Bradley & Audin, 2006). O presente estudo teve como objetivos verificar se o programa de tutoria tem efeitos na perceção sobre o bem-estar psicológico de jovens a frequentar o 1º ano do ensino superior, verificar se o bem-estar psicológico se relaciona de forma positiva com a atividade física e verificar se existem diferenças de género quanto ao bem-estar psicológico e à prática da atividade física. Os participantes foram 362 estudantes de uma Universidade do Norte de Portugal a frequentar o 1º ano do primeiro ciclo, dos quais 203 integraram o programa de tutoria e 159 não frequentaram o programa. Utilizaram-se como instrumentos o Questionário Sociodemográfico elaborado para este estudo; o Questionário de Frequência de Atividade Física (Haskell et al., 2007) e o Questionário General Health Questionnaire – GHQ-12 (Goldberg & Williams, 1988 cit. por Borges & Argolo, 2002) adaptado à população portuguesa por Fernandes e Vasconcelos-Raposo (2012). Os resultados apontam que o programa de tutoria não tem efeitos no bem-estar psicológico dos estudantes do 1º ano e que o bem-estar psicológico se relaciona de forma positiva com a atividade física. Relativamente ao género, não se verificaram diferenças relativamente ao bem-estar psicológico. No entanto, verificou-se que os estudantes do sexo masculino praticam atividade física vigorosa em mais dias da semana do que as estudantes do sexo feminino, e a duração dessa atividade física vigorosa é também mais elevada no sexo masculino.