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Ciberabuso no namoro, autoestima e uso de substâncias, em Estudantes do Ensino Superior

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Alguns comportamentos abusivos ocorrem por meio das novas tecnologias, entre os quais o ciberabuso no namoro. Dada a escassez de evidência empírica a nível nacional, este estudo tem como objetivos perceber se o ciberabuso no namoro e a autoestima estão associados; caraterizar a prevalência do ciberabuso no namoro; e perceber se existem diferenças no ciberabuso no namoro entre sexos, em relação à idade, e mediante o tempo recreativo online, em estudantes do Ensino Superior, em Portugal. Participaram 894 estudantes com idades compreendidas entre os 17 e os 56 anos (M = 21.27, DP = 3.69), aos quais foi aplicado um Questionário Sociodemográfico, o Questionário sobre Ciberabuso no Namoro e a Rosenberg Self-Esteem Scale. Os resultados sugeriram que mais de metade dos participantes sofreram e/ou perpetraram algum comportamento de ciberabuso no namoro, verificando-se uma prevalência superior de ciberabuso por controlo. Verificaram-se correlações estatisticamente significativas entre a autoestima e alguns fatores desta tipologia de violência. Relativamente ao sexo, os resultados evidenciaram a existência de diferenças estatisticamente significativas em alguns fatores. Verificou-se ainda que os indivíduos mais velhos apresentaram valores mais elevados na perpetração por controlo. Por fim, observou-se que o tempo recreativo online teve um efeito estatisticamente significativo no ciberabuso no namoro por agressão direta, tanto ao nível da vitimação como da perpetração. Possíveis justificações para os resultados, bem como implicações práticas dos mesmos são objeto de discussão.
Autores principais:Guedes, Sara Pinheiro
Assunto:Novas tecnologias ciberabuso no namoro
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Idioma:português
Origem:Repositório da UTAD
Descrição
Resumo:Alguns comportamentos abusivos ocorrem por meio das novas tecnologias, entre os quais o ciberabuso no namoro. Dada a escassez de evidência empírica a nível nacional, este estudo tem como objetivos perceber se o ciberabuso no namoro e a autoestima estão associados; caraterizar a prevalência do ciberabuso no namoro; e perceber se existem diferenças no ciberabuso no namoro entre sexos, em relação à idade, e mediante o tempo recreativo online, em estudantes do Ensino Superior, em Portugal. Participaram 894 estudantes com idades compreendidas entre os 17 e os 56 anos (M = 21.27, DP = 3.69), aos quais foi aplicado um Questionário Sociodemográfico, o Questionário sobre Ciberabuso no Namoro e a Rosenberg Self-Esteem Scale. Os resultados sugeriram que mais de metade dos participantes sofreram e/ou perpetraram algum comportamento de ciberabuso no namoro, verificando-se uma prevalência superior de ciberabuso por controlo. Verificaram-se correlações estatisticamente significativas entre a autoestima e alguns fatores desta tipologia de violência. Relativamente ao sexo, os resultados evidenciaram a existência de diferenças estatisticamente significativas em alguns fatores. Verificou-se ainda que os indivíduos mais velhos apresentaram valores mais elevados na perpetração por controlo. Por fim, observou-se que o tempo recreativo online teve um efeito estatisticamente significativo no ciberabuso no namoro por agressão direta, tanto ao nível da vitimação como da perpetração. Possíveis justificações para os resultados, bem como implicações práticas dos mesmos são objeto de discussão.