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Estudo de fatores de adesão à terapêutica em Medicina Veterinária: animais de companhia

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Assume-se que Hipócrates (século IV a.C.) foi quem fez a primeira referência à relevância do cumprimento dos regimes terapêuticos pelos doentes e da importância do médico prescritor controlar, ou não, o seu cumprimento. A preocupação com a adesão à terapêutica cresceu com o desenvolvimento da indústria farmacêutica, a qual favoreceu o uso massivo dos medicamentos. A importância em aderir à terapêutica em Medicina Humana está fundamentada na evidência científica, mas a realidade é que em muitos casos os doentes não o fazem. Em Medicina Veterinária os estudos sobre esta temática são escassos, em particular em Portugal, surgindo por isso a oportunidade de com este trabalho darmos um contributo para a melhoria do seu conhecimento. O sucesso do tratamento da doença num animal depende de diversos fatores. De entre eles, o seu correto diagnóstico, a prescrição da terapia adequada à situação clínica e a capacidade de o detentor do animal conseguir administrar a medicação em conformidade com as indicações do Médico Veterinário, bem como de seguir as recomendações relativas à periocidade das consultas, esquemas vacinais, desparasitações, e cuidados alimentares. Assim, estabelecemos como objetivo deste trabalho identificar e compreender os fatores que interferem na adesão à terapêutica em animais de companhia. O presente trabalho foi autorizado pelo Comité de Ética e realizado no Hospital Veterinário da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. Neste estudo, avaliaram-se 107 inquéritos. Recorrendo-se a uma análise estatística descritiva. O teste de Qui-Quadrado de independência e o teste exato de Fisher foram aplicados para comparar diferenças entre variáveis independentes, sempre que possível. O nível de probabilidade de erro (p) considerado significativo para menor de 0,05. Os resultados deste estudo destacam a importância do nível de educação dos detentores e da comunicação estabelecida entre o detentor e o Médico Veterinário para a adesão à terapêutica. Os detentores com maior nível de escolaridade e uma relação mais aberta com seus médicos veterinários tendem a proporcionar melhores cuidados de saúde aos seus animais de estimação. Os resultados observados podem servir como base para melhorar práticas médicoveterinárias, propor novas metodologias de comunicação entre o detentor e o Médico Veterinário, visando melhorar a eficácia dos tratamentos.
Autores principais:Dinis, Jorge Filipe Marques
Assunto:Adesão veterinária saúde publica animais terapêutica
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Idioma:português
Origem:Repositório da UTAD
Descrição
Resumo:Assume-se que Hipócrates (século IV a.C.) foi quem fez a primeira referência à relevância do cumprimento dos regimes terapêuticos pelos doentes e da importância do médico prescritor controlar, ou não, o seu cumprimento. A preocupação com a adesão à terapêutica cresceu com o desenvolvimento da indústria farmacêutica, a qual favoreceu o uso massivo dos medicamentos. A importância em aderir à terapêutica em Medicina Humana está fundamentada na evidência científica, mas a realidade é que em muitos casos os doentes não o fazem. Em Medicina Veterinária os estudos sobre esta temática são escassos, em particular em Portugal, surgindo por isso a oportunidade de com este trabalho darmos um contributo para a melhoria do seu conhecimento. O sucesso do tratamento da doença num animal depende de diversos fatores. De entre eles, o seu correto diagnóstico, a prescrição da terapia adequada à situação clínica e a capacidade de o detentor do animal conseguir administrar a medicação em conformidade com as indicações do Médico Veterinário, bem como de seguir as recomendações relativas à periocidade das consultas, esquemas vacinais, desparasitações, e cuidados alimentares. Assim, estabelecemos como objetivo deste trabalho identificar e compreender os fatores que interferem na adesão à terapêutica em animais de companhia. O presente trabalho foi autorizado pelo Comité de Ética e realizado no Hospital Veterinário da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. Neste estudo, avaliaram-se 107 inquéritos. Recorrendo-se a uma análise estatística descritiva. O teste de Qui-Quadrado de independência e o teste exato de Fisher foram aplicados para comparar diferenças entre variáveis independentes, sempre que possível. O nível de probabilidade de erro (p) considerado significativo para menor de 0,05. Os resultados deste estudo destacam a importância do nível de educação dos detentores e da comunicação estabelecida entre o detentor e o Médico Veterinário para a adesão à terapêutica. Os detentores com maior nível de escolaridade e uma relação mais aberta com seus médicos veterinários tendem a proporcionar melhores cuidados de saúde aos seus animais de estimação. Os resultados observados podem servir como base para melhorar práticas médicoveterinárias, propor novas metodologias de comunicação entre o detentor e o Médico Veterinário, visando melhorar a eficácia dos tratamentos.